sexta-feira, 31 de março de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
Presidente dos
Correios defende ampliação de serviços
Outros países encontraram
soluções como a oferta de serviços financeiros e a atuação em logística
Por Agência Brasil
O
presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse hoje (29) que a empresa
precisa encontrar uma nova fórmula de sobrevivência para além dos serviços
postais. Na avaliação de Campos, a estatal demorou a se preparar para as
mudanças no mercado geradas pelo avanço tecnológico.
“No
passado a comunicação entre as empresas, pessoas, instituições, era feita
através da correspondência. É uma época que não existe mais. Hoje passamos por
uma revolução tecnológica e esse impacto vem diretamente às empresas postais,
no Brasil e no mundo. A grande diferença entre os correios brasileiro e os de
outros países é que a percepção e a atuação para encarar essa nova realidade lá
fora começou há muito mais tempo, há pelo menos dez anos. Aqui, esse movimento
não acorreu”, disse Campos em audiência pública na Comissão de Ciência,
Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
Segundo
Campos, outros países encontraram soluções como a oferta de serviços
financeiros e a atuação em logística. Para o presidente da estatal brasileira,
o caminho natural para os Correios é a migração para a logística de encomendas,
em função do comércio eletrônico. “Os Correios estão focados firmemente nesse
mercado.”
Sobre as
contas da instituição, Campos disse que o atual modelo de plano de saúde dos
funcionários, que atende aos servidores, pais, cônjuges e dependentes, é
inviável e não cabe no orçamento da estatal. Segundo ele, os Correios arcam com
93% do custo e os trabalhadores, com 7%. Em 2015, a empresa fechou o ano com
prejuízo de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão causado, segundo Campos, pelo
plano de saúde dos empregados.
“É
impossível manter isso no orçamento da empresa. A direção não quer acabar com o
plano, mas é preciso mudar. O plano de saúde dos funcionários dos Correios está
matando dos Correios”. Segundo o presidente da estatal, mudanças no sistema de
saúde dos servidores estão sendo negociadas com sindicatos da categoria.
Ontem
(29), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto
Kassab, disse que a será preciso fazer “cortes radicais” de gastos nos Correios
para evitar a privatização.
Em dezembro do ano passado, o presidente da estatal já havia anunciado um plano
de demissão voluntária para aliviar os cofres da empresa.
Banda
larga
Na
audiência pública desta quarta-feira, Kassab confirmou que o primeiro satélite
geoestacionário brasileiro será lançado até o fim da primeira quinzena de
abril, o que permitirá a cobertura de banda larga em 100% do território
nacional.
“A banda
larga vai alcançar qualquer distrito ou cidade do país, levando inclusão social
e digital aos brasileiros. Além disso, o Ministério da Defesa terá banda larga
para monitorar nossas fronteiras, além de haver disponibilidade para oferecer
melhorias da qualidade dos serviços nos setores de educação e saúde”, disse o
ministro.
O
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) deveria
ter sido enviado ao espaço na semana passada, mas uma greve geral na Guiana
Francesa, de onde partiria o foguete, levou ao adiamento da operação.
domingo, 26 de março de 2017
ARENEBÊ: RESGATANDO UM EPISÓDIO
Valério Mesquita*
A crônica política de
1977/1978, chegou a me apontar, com certo rigor, como um dos fundadores do
arenebê no Rio Grande do Norte (mistura híbrida do bipartidarismo da época).
Mas, existe um episódio isolado nessa história que explica a situação
ordenadamente e que nunca foi narrado ou analisado pela imprensa. Antes de
Tarcísio Maia assumir o governo do estado, o meu nome foi amplamente especulado
pelos jornais como possível candidato a prefeito indireto de Natal, defendido
pelo deputado Djalma Marinho e pela revelação como administrador de Macaíba além
do meu desempenho político na Grande Natal. Em razão de um atrito em 1974 com
Dinarte Mariz, por não haver apoiado a candidatura de Wanderley Mariz a
deputado federal e sim a de Grimaldi Ribeiro, recebi o veto formal do velho
senador que impôs junto a Tarcísio o nome de Vaubam Bezerra. Absorvida e
atenuada a desinteligência e por instancias de Djalma e Leonel Mesquita resolvi
aceitar o cargo oferecido de presidente da EMPROTURN, renunciando a prefeitura
de Macaíba na metade do mandato, no final de 1975.
O fato, sem dúvidas, me
deixou magoado. Mesmo assim, em 1976, ajudei a eleição de Silvan Pessoa e
Silva, candidato da Arena que derrotou o ex-prefeito Manoel Firmino do MDB.
Mas, em 1977, aconteceu o meu rompimento com Tarcísio Maia. O epicentro foi a
restauração do Solar do Ferreiro Torto, o mais importante monumento histórico
de Macaíba. O governador discordava de minhas divergências públicas com o
diretor administrativo da EMPROTURN, o ex-deputado Francisco Revoredo, pessoa
de Vingt Rosado. A arenga foi a destinação de recursos da EMPROTURN para a Fundação José Augusto restaurar o
Solar, à época, dirigida por Sanderson Negreiros. Revoredo e Vingt queriam que
esse investimento fosse aplicado em Mossoró. Diferenças políticas-geográficas,
diria. O governador da Revolução deu cartão vermelho aos dois diretores. Outra mágoa
profunda, pois ei já era órfão de Djalma Marinho que não se elegera senador e
de Grimaldi Ribeiro que perdera o mandato de deputado federal. Além de
fustigado pelo dinartismo, afastei-me do sistema, exilando-me na praia de
Cotovelo. Em 1978, fui sondado por Ângelo Fernandes, emissário de Aluízio
Alves, ainda com os direitos cassados, se poderia recebê-lo em minha casa. E o
encontro se deu num sábado à tarde, em Macaíba para o espanto de muita gente.
Daí tratei de conversar com os meus amigos que foram contrários ao meu ingresso
no MDB mas favoráveis ao entendimento com Aluízio, nascendo aí, para alguns, o
Arenebê, que escondia só pra mim, por trás do rótulo, uma triste e repetida
história de preterições.
Nas eleições
parlamentares de 1978, como troco à Arena, dei o meu apoio a Henrique Alves/Paulo
de Tarso Fernandes e votei em Jessé Freire para senador. O fato é que o Arenebê
foi o precursor da paz pública com todos os traumas e efeitos colaterais.
Porém, aí começa outra história.
* Escritor
quinta-feira, 23 de março de 2017
C O N V I T E - DIA 27
| ||
O IHGRN SE MODERNIZA
ESTIMADOS ASSOCIADOS E PESQUISADORES, ESTUDANTES E COMUNIDADE POTIGUAR, o INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, NO ENSEJO DOS SEUS 115 ANOS ESTÁ EM TRABALHOS DE MODERNIZAÇÃO.
AS FOTOS MOSTRAM A MONTAGEM DAS ESTANTES DESLIZANTES PARA UM NECESSÁRIO E ADEQUADO ACONDICIONAMENTO DO SEU ACERVO DOCUMENTAL, FOTOGRÁFICO E DE OBRAS IMPRESSAS, AS QUAIS ANTERIORMENTE ESTAVAM EM ESTANTES ABERTAS, SEM ILUMINAÇÃO E AREJAMENTO, OCASIONANDO O ESTRAGO EM PARTE DO ACERVO.
AGORA TODO ESSE MATERIAL DE GRANDE IMPORTÂNCIA HISTÓRICA SERÁ DEVIDAMENTE CONSERVADO EM LUGAR ADEQUADO À DISPOSIÇÃO DOS USUÁRIOS.
O PRÓXIMO PASSO SERÁ A CATALOGAÇÃO DO ACERVO E DIGITALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA FUTURAMENTE DISPONIBILIZÁ-LO POR MEIO VIRTUAL.
O PRESIDENTE ORMUZ SIMONETTI LUTA PARA ENTREGAR O EQUIPAMENTO ATÉ O PRÓXIMO DIA 29, DATA DA COMEMORAÇÃO DOS 115 ANOS.
CONVITE PARA A SOLENIDADE DOS 115 ANOS
quarta-feira, 22 de março de 2017
dia 25
| ||||||||||||||||||||||||||||||||
terça-feira, 21 de março de 2017
Vinicius de Moraes, com as lágrimas do tempo
e a cal do dia
20/03/2017

texto Gustavo Sobral e ilustração Arthur Seabra
Poeta, poetinha. E camarada.
Um dia disse também que era
o branco mais preto do Brasil.
E foi. Diplomata representou
a nação verde e amarela
mundo afora, escreveu
crônicas (além de muita poesia)
e foi aficionado por cinema.
Amigo de Carmem Miranda
e de um tanto de gente
assim, como Pablo Neruda,
Tom Jobim, Rubem Braga,
gente daqui e de fora.
Também compositor,
e dos melhores.
De muitos parceiros.
Fez muitos shows e
teve muitas mulheres.
Cada uma, uma paixão.
Cada uma, um poema.
Teve muitos filhos, dentre
eles, uma filha de muitos
pais, a bossa nova. Cultuou
o samba e o jazz.
E foi Vinicius de Moraes.
Bon vivant, boêmio,
senhor do seu próprio destino.
Um dia disse também que era
o branco mais preto do Brasil.
E foi. Diplomata representou
a nação verde e amarela
mundo afora, escreveu
crônicas (além de muita poesia)
e foi aficionado por cinema.
Amigo de Carmem Miranda
e de um tanto de gente
assim, como Pablo Neruda,
Tom Jobim, Rubem Braga,
gente daqui e de fora.
Também compositor,
e dos melhores.
De muitos parceiros.
Fez muitos shows e
teve muitas mulheres.
Cada uma, uma paixão.
Cada uma, um poema.
Teve muitos filhos, dentre
eles, uma filha de muitos
pais, a bossa nova. Cultuou
o samba e o jazz.
E foi Vinicius de Moraes.
Bon vivant, boêmio,
senhor do seu próprio destino.
Décima primeira entrevista da
série entrevistas imaginadas,
quando se falará de e com poetas
e escritores, pelo que já
disseram em seus versos
e prosa, por isso, imaginadas,
mas nunca imaginárias, porque
o fundo da verdade é o que
já disse e está estampado no
que já disseram. O entrevistado
é poeta, como se disse, é
Vinicius de Moraes, como
se sabe, e que fez muita festa
na vida e tornou a vida uma
festa. Disse coisas lindas e
as escreveu em verso
contribuindo para uma
instituição universal: a
paixão semeada em sonetos.
série entrevistas imaginadas,
quando se falará de e com poetas
e escritores, pelo que já
disseram em seus versos
e prosa, por isso, imaginadas,
mas nunca imaginárias, porque
o fundo da verdade é o que
já disse e está estampado no
que já disseram. O entrevistado
é poeta, como se disse, é
Vinicius de Moraes, como
se sabe, e que fez muita festa
na vida e tornou a vida uma
festa. Disse coisas lindas e
as escreveu em verso
contribuindo para uma
instituição universal: a
paixão semeada em sonetos.
Entrevistador: Poeta, e foi de repente,
não mais que de repente?
não mais que de repente?
Vinicius
de Moraes: De repente, não
mais que de repente do riso fez-se o pranto.
mais que de repente do riso fez-se o pranto.
E: Onde e quando foi isso, poetinha?
VM: Oceano
Atlântico, a bordo do
Highland Patriot, a caminho
da Inglaterra, setembro de 1938.
da Inglaterra, setembro de 1938.
E: E o que mais poeta?
VM: E da paixão fez-se o pressentimento.
E: E foi na Inglaterra, nesse tempo
que viu o Portinari?
que viu o Portinari?
VM: Vi-o na Inglaterra uma tarde,
vi-o ermo, vadio.
vi-o ermo, vadio.
E: E a pergunta que não calará,
de tudo será sempre mesmo atento?
de tudo será sempre mesmo atento?
VM: De tudo ao meu amor serei atento,
antes, e com tal zelo, e sempre, e
tanto, que mesmo em face do maior
encanto dele se encante
mais meu pensamento.
antes, e com tal zelo, e sempre, e
tanto, que mesmo em face do maior
encanto dele se encante
mais meu pensamento.
E: E o que poderá dizer do amor?
VM: Que não seja imortal, posto
que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure.
E: E de que morrerá feliz poeta?
VM: De ter vivido sem comer
em vão.
E: E não comerá da alface a
verde pétala?
verde pétala?
VM: nem da cenoura as hóstias
desbotadas!
desbotadas!
E: E a pêra?
VM: entre bananas supervenientes
e maças
lhanas.
E: De manhã?
VM: escureço.
E: De dia?
VM: tardo.
E: E de tarde?
VM: anoiteço.
E: E à noite?
VM: De noite ardo.
E: E a vida?
VM: Ser criado, gerar-se,
transformar o amor
em carne
e a carne em amor; nascer,
respirar, e chorar, e adormecer
e se nutrir para poder chorar.
e a carne em amor; nascer,
respirar, e chorar, e adormecer
e se nutrir para poder chorar.
E: Neruda...
VM: Quantos caminhos não
fizemos juntos.
Neruda,
meu irmão, meu companheiro...
meu irmão, meu companheiro...
E: E de que fez a sua poesia?
VM: Com as lágrimas do tempo
e a cal do meu
dia.
E: Vinicius, quem é Vinicius?
VM: Homem, sou fera.
Poeta, sou louco.
Amante, sou pai.
E: E o que quer o poeta?
VM: Eu quero o repouso do
que não espero.
que não espero.
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