sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Conselho Seccional da OAB/RN realiza primeira reunião de 2017


Após um mês de recesso, os conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte retomaram, nesta quinta-feira (2), as sessões do Conselho Seccional. A primeira reunião  de 2017 foi realizada na nova sede da Ordem, localizada no bairro de Candelária.




O presidente da OAB/RN, Paulo Coutinho, desejou boas-vindas aos  conselheiros destacando a importância para advocacia potiguar da mudança de sede. “Hoje é um dia de muita alegria. A partir de agora os advogados do Rio Grande do Norte tem a disposição, num só lugar,  mais serviços, comodidade e conforto”, comemorou.
A vice-presidente da OAB/RN, Marisa Almeida, também destacou a mudança para o novo prédio. “Estamos muito felizes em ver esse sonho, que é de toda advocacia do Estado, concretizado.”, disse.
A primeira pauta da reunião foi a crise no sistema prisional, que provocou a morte de 26 presos e uma série de atentados no Rio Grande do Norte.  Por proposta do conselheiro Alex Gurgel, foi realizado um minuto de silêncio às vitimas da violência no Estado. 
O conselheiro Bruno Saldanha, presidente da Comissão de Segurança Pública e Política Carcerária, falou, durante a reunião, sobre a atuação da OAB/RN, junto ao Governo, na busca por soluções para resolver os problemas nas unidades prisionais do Estado. Em seguida, o conselheiro federal, Paulo Eduardo Teixeira, destacou o papel fundamental da atuação dos Direitos Humanos na mediação dos conflitos  sociais gerados pelo colapso dos presídios. Já o membro honorário vitalício da OAB/RN, Carlos Gomes, mostrou preocupação quanto a desativação da penitenciária de Alcaçuz,  anunciada pelo executivo. “A OAB deve estar atenta quanto a desativação do presídio para que o espaço tenha uma destinação correta”, disse.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande tem estado ainda mais vigilante quanto a crise no sistema prisional potiguar desde que presos iniciaram rebeliões na penitenciária de Alcaçuz no dia 14 de janeiro, que durou cerca de 10 dias.

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Por: Alice Soares

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Curiosidades - Do Império Brasileiro



O Imperador pegava empréstimos no Banco do Brasil para pagar suas viagens. Sua tolerância com a imprensa era grande. Hoje, qualquer deputado estadual tem mais regalias com recursos públicos do que a família imperial à época. Moralmente, regredimos.
 
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 (1880) O Brasil era a 4ª Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.

(1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.

(1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 92.

(1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.

(1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.

(1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo. Perdendo apenas para Inglaterra.

(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.

Outras:
1. A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.

2. Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como "A Cidade Dos Pianos" devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.

3. O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.

4. O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de "O Guarani" foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

5. Pedro II tinha o projeto da construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel.

6. Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

7. Ratificando boatos, D. Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos.

8. Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 
4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.

9. Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular.

10. José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada "A Guarda Negra". 
Devido a abolição e até mesmo antes na Lei do Ventre Livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas.

Mais estas:
1. O Paço Leopoldina localizava-se onde atualmente é o Jardim Zoológico

2. O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da Princesa Leopoldina.

3. Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.

4. A ideia do Cristo na montanha do corcovado partiu da Princesa Isabel.

5. A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.

6. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

7. D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.

8. A primeira tradução do clássico árabe "Mil e uma noites" foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

9. D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

10. D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.
11. Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

12. Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

13. Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

14. D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

15. Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois "Never!" bem enfáticos.

16. Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

17. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis.
 Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. 
Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

18. Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.

19. Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.

20. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo no bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.
 
Conforme as fontes: 
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Biblioteca Nacional, 
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IMS, 
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Coleção Teresa Cristina, 
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Diário de Pedro II, 
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Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, 
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Chico Xavier e D. Pedro II, 
​-Cartas da Imperatriz, 
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Teatro de Sombras, 
​-​
Construção da Ordem, 
​-​
D. Pedro II Ser ou Não Ser, 
​-​ Acervo Museu Histórico Nacional entre outros.
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Colaboração do leitor Bob Furtado

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017



OUTRAS CARTAS DE COTOVELO11 - 30/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
       



      Chegou o fim do nosso veraneio na Casa de Praia de Cotovelo. Com isso termina o tempo maravilhoso em que prevaleceu a simplicidade e a cumplicidade.
       Desculpem a rima, mas o “desalinho ordenado” (isso é possível?) prevalece com o trajar simples, a decoração improvisada, os costumes se acomodam como os dedos em uma luva.
       Respira-se um ar diferente, cativante, livre de preconceitos - todos ali são iguais. Há solidariedade nos deveres domésticos e outros triviais, como as tarefas de jardineiros, eletricistas, carpinteiros, bombeiros hidráulicos, pintores, churrasqueiros e mais o que for necessário.
       Como centro desse viver está a rede de dormir, lugar de descanso, do culto à preguiças, mas também o melhor canto de uma boa leitura com um cochilo tendo os livros como cobertores.
       A Casa está sempre cheia de amigos e visitantes, ocupando todos os cômodos, aproveitando os muitos armadores distribuídos, dos alpendres da casa, até na sala de visitas.
       Um cochilo após o almoço, reparador das caminhadas e banhos de mar ou de alguma tarefa realizada, não costumeira.
       A hora das refeições é outro momento rigorosamente respeitado, com boa troca de assuntos e degustando pratos diferenciados, não faltando um peixe, uma feijoada, uma carne de sol ou galeto na brasa da churrasqueira do alpendre. Depois um suco ou água de coco, ingredientes de fácil aquisição nas feirinhas do lugar, terminando com um café esperto com tapioca ou cuscuz.
Ouvir os noticiários ou as novelas na televisão comunitária, aguardando-se a recolocação dos colchões amontoados ao anoitecer e bem acondicionados durante o dia.
       Hábito saudável e prazeroso é cuidar do jardim, ainda que de extrema simplicidade, é religiosamente regado para receber a visita do beija-flor que já faz parte da paisagem sentimental da Casa.
       Agora está hora de arrumar os trapos, guardar os livros, conferir as trancas e acondicionar tudo, deixando o carro sem espaço nem para pensamento ensebado!
       A saudade aumenta os batimentos do coração. Por que terminou tão cedo – as obrigações da cidade de pedra estão nos esperando. Mas voltaremos a qualquer momento para conferir as coisas. Ademais o Carnaval está chegando e teremos uma semana de ‘repeteco’ - até que o inverno passe e volte o tempo da alegria.
       Obrigado aos companheiros da PROMOVEC, através da Master e apoio eficiente da Polícia Militar pelo bem executado programa de segurança – nos veremos no dia 11 com o churrasco comemorativo dos seus 30 anos de existência.
       Até logo ...   
       

domingo, 29 de janeiro de 2017

ELE FAZIA PARTE

             Este sábado de verão amanheceu mais triste. Morreu uma pessoa notória que preencheu a telinha da TV por muitos anos, consagrado por Chacrinha, Xuxa, Os Trapalhões e outros apresentadores da GLOBO.
         Sem pretensão a ser estrela, alegrava aos telespectadores pela forma simples e até gozada de se comportar no vai em vem da sua tarefa no palco.
    Reproduzo a reportagem extraída de uma página da internet:



Ex-assistente de palco da Xuxa e dos Trapalhões, Russo morre aos 85 anos

Yahoo Vida e Estilo  - 



                SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – 
 Ex-assistente de palco da Globo, Antônio Pedro de Souza e Silva, mais conhecido como Russo, morreu na manhã deste sábado (28), aos 85 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Pasteur, no Méier, no Rio de Janeiro. O motivo da morte ainda não foi divulgado.
Em novembro de 2015, Russo ficou internado após sofrer o segundo AVC (Acidente Vascular Cerebral). Em junho do mesmo ano, ele foi internado depois de sentir fortes cãimbras nas mãos e vomitado diversas vezes. Na ocasião, Russo fez um eletrocardiograma, entre outros exames, quando teve convulsão e uma isquemia (diminuição da corrente sanguínea), o que provocou o AVC.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

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Dorian Gray Caldas doou a sua vida a Arte e honrou a nossa Academia.
                                 Diogenes da Cunha Lima

CONVITE

MISSA  de 7º dia
Celebrante: Acadêmico Padre José Mário
Missa: Paróquia do Bom Jesus das Dores
Dia: 30/1/2017   (2ª feira)
Hora: 19

                       

Endereço: Praça Capitão José da Penha, 135 - Ribeira, Natal - RN, 59012-080.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

OBRIGADO GOVERNADOR



OUTRAS CARTAS DE COTOVELO10, 26/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        

Não creio que o Senhor Governador do Rio Grande do Norte, Doutor ROBINSON FARIA, tenha lido a Carta Aberta que escrevi no último dia 22 a propósito dos acontecimentos na Penitenciária de Segurança Máxima de Alcaçuz.
Apenas me servi da oportunidade para fazer um apelo e apresentar uma sugestão: “...relocar os apenados para uma obra a ser construída integralmente obediente às indicações modernas para esse tipo de Penitenciária, com muito mais possibilidade de lograr êxito em sua funcionalidade e trazendo economia para o Estado, aproveitando-se o que restou para a construção de uma Central de Abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros, atendendo a dois fatores incontestáveis: o primeiro de que Alcaçuz sempre foi um lugar de cultura agrícola, desde o assentamento de japoneses e brasileiros nos anos 70; b) a atual Central de Abastecimento de Natal já não comporta o fluxo de comercialização e precisa de expansão, sendo Alcaçuz um local adequado para esse papel, sem desativação da CEASA, que ficaria como local de negócios e exposição de amostras da produção.”
Para a alegria de todos os que postulam a desativação de Alcaçuz, Sua Excelência fez declaração formal à população e à imprensa, de que até o final do ano realizará a vontade tão ansiada pelos moradores e veranistas do litoral do cone sul, certamente abrindo um grande leque de possibilidades de investimentos saudáveis e de real valor para a comunidade e progresso para os municípios que o compõe.
Parabéns Governador pela racional e objetiva decisão, inteiramente sustentável, que ficará registrada na história potiguar e na sua administração.
Seria de inegável conveniência que todas as entidades, instituições e pessoas interessadas fizessem pronunciamentos de igual teor e enviassem ao Governador como suporte à sua determinação, fortalecendo solução tão desejada por todos e, indiscutivelmente, uma das mais sérias realizações do Governo.
Vou fazer a provocação a todas elas para manter viva a chama da esperança no avanço do governo atual na questão da segurança pública.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017




OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 09, 24/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor


Em rápida passagem por Natal onde compareci para a despedida do meu estimado amigo e confrade DORIAN GRAY CALDAS, ao chegar em casa encontrei uma encomenda num envelopes A-4 amarelo, com algum volume em seu interior e com a inscrição do remetente, mas sem deixar endereço algum: ROSALVO SERRANO (Carlos Rosalvo de Oliveira Serrano), velho amigo da Rua Meira e Sá (Barro Vermelho), onde residiam Seu Carlos e Dona Lila, personagens da geografia sentimental daquela bairro e também antigo veranista de Cotovelo, onde certamente contemplou o mar, respirou a brisa e gozou da paz, que nela dominam.
Na medida em que ansiosamente mergulhava no interior da encomenda, fui me deparando com outros envelopes da mesma cor, em menor tamanho, dentro dos quais me presenteia com lembranças recônditas da minha juventude.
No primeiro – uma bela narrativa da amiga Auricéia Antunes de Lima sobre az Terra de Mártires, trabalho do meu maior interesse na condição de temática que venho desenvolvendo e publicado nas Revistas da ANRL e IHGRN e envolvimento de ancestrais da minha mãe descendente dos Albuquerque Maranhão.
O segundo encontro registros marcantes da vida do meu querido amigo, acompanhado de uma crônica de Antônio Bezerra Júnior sobre a sua abnegação pelas causas sociais, das quais sou testemunha eis que pelas suas mãos e de outro amigo em comum Marcus Guedes, recebi um dossiê denunciando um ente internacional incentivando desestabilizar o nosso Banco do Brasil, ao tempo em que presidia a OAB-RN e juntos, articulamos com o Conselho Federal e Senado da República e logramos abortar o golpe.
Entre recortes de jornais antigos, correspondência epistolar, reproduções reprográfica de documentos - estavam quatro folhas soltas – todas elas envolvendo devaneios sentimentais: texto da Serenata do Pescador (Praieira de Otoniel Menezes e Eduardo Medeiros); mensagem de sabedoria do Escolástico Santo Agostinho; My Way (Meu caminho), música imortalizada por Frank Sinatra e um Conto de Natal, de sua autoria, belo e comovente. Revivi e contemplei momentos lúdicos.
Mas a história não ficou por aí, eis que em outro invólucro estava um CD (Recordar é Viver), resultado nas serestas realizadas na AABB ao longo do tempo – umas ao vivo, outros com gravações de renomados cancioneiros: Dick Farney, Orlando Silva, Joanna, Francisco Perônio, Elba Ramalho, Carlos Garlhado, Gregório Barrios, Vic Damone, OQuendo e os potiguares Trio Irakitan, Trio Inajá, Gorinha (divina) Oliveira e o próprio Rosalvo. Confesso que revivi as noites de encantamento ouvindo a verdadeira música que aprendi a amar desde que cheguei a Natal, pelos idos de 1948, ouvindo o rádio e acompanhando os seresteiros, com os quais me engajei até meados dos anos 50 quando decidi trilhar outros caminhos, sem jamais excluir a música da minha vida.
Nada de mágoas ou tristezas, apenas saudades de um tempo de pardais no verde dos quintais.

Um grande abraço fraterno ao velho amigo, de Carlos Gomes.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

EM HOMENAGEM AOS QUE ESTÃO ME APOIANDO NA SOLUÇÃO DO PRESÍDIO DE ALCAÇUZ RELEMBRO A SABEDORIA DE DARCY RIBEIRO:

Retratos de um livro de memórias


GAMBOA DAS BARCAS: ILHA DE MANOEL GONÇALVES

ILHA DE MANOEL GONÇALVES

Se perguntarem por você
direi que você não mais existe
a Gamboa das Barcas virou mar

Mas há um retrato seu em Macau
uma cruz e uma espada
um veleiro e um santuário

E sempre haverá um berço
para acolher e embalar sonhos
de filhos pródigos e viajantes do tempo


                                               (Horácio Paiva)

domingo, 22 de janeiro de 2017

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR





OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 08- 22/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        



        Em formato de CARTA ABERTA, dirijo a minha palavra ao Excelentíssimo Senhor Governador do Rio Grande do Norte, Doutor ROBINSON FARIA, a propósito dos acontecimentos profundamente lamentáveis ocorridos na Penitenciária de Segurança Máxima de Alcaçuz.
Por evidente, não cabe ao seu governo integralmente a culpa pelo descaso com o Sistema Prisional do Estado, mercê de uma chaga aberta há mais de duas décadas, mais exatamente quando se pretendeu construir esse equipamento carcerário, sem a obediência da técnica específica para tal espécie de construção para reclusos.
Não se alegue da impossibilidade de prosperar uma obra construída sobre dunas – não - o problema nem é esse, mas o não atendimento às prescrições exigidas para a espécie de presídio, caracterizando-se o que foi feito como construção comum, de fácil escavação e consequentes fugas.
A quantidade de túneis cavados nas celas de Alcaçuz já foi assunto comentado além-mar e, sem o mínimo cuidado, são realizadas recuperações físicas oriundas de depredação, igualmente sem a obediência à melhor tecnologia.
Neste último e trágico episódio dos presos, separados por facções criminosas, com grande número de mortes brutais, a destruição chegou ao máximo e somente outro presídio teria condições de albergar os apenados, segundo opinião de pessoas do ramo da construção civil.
Paralelamente a esse caos, temos a evidência do contraste ou contradição com o lugar – porta de entrada das praias do sul onde parte da população potiguar se exila para recompor suas forças desgastadas com a labuta cotidiana e, de repente, se vê ameaçada por possível “arrastão” em suas casas e estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços. A viabilidade do turismo já granjeou a sensibilidade do seu Governo que está prestes a inaugurar uma ciclovia de grande porte, atendendo a um anseio de longo curso.
Sem qualquer pretensão de discriminar os que pagam pelos seus pecados contra a sociedade, mas usando uma lógica linear, entendemos que chegou a hora de fazer as coisas certas – relocar os apenados para uma obra a ser construída integralmente obediente às indicações modernas para esse tipo de Penitenciária, com muito mais possibilidade de lograr êxito em sua funcionalidade e trazendo economia para o Estado, aproveitando-se o que restou para a construção de uma Central de Abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros, atendendo a dois fatores incontestáveis: o primeiro de que Alcaçuz sempre foi um lugar de cultura agrícola, desde o assentamento de japoneses e brasileiros nos anos 70; b) a atual Central de Abastecimento de Natal já não comporta o fluxo de comercialização e precisa de expansão, sendo Alcaçuz um local adequado para esse papel, sem desativação da CEASA, que ficaria como local de negócios e exposição de amostras da produção.
A ideia da mudança já vem sendo alardeada pela imprensa, pela PROMOVEC (Associação dos proprietários, moradores e veranistas da praia de Cotovelo) e pelos próprios moradores e veranistas, alcançando Cotovelo, Pium, Pirangi, Búzios, Tabatinga, Barreta, Camurupim, Tibau do Sul, Pipa e Barra de Cunhaú, pertencentes aos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta, Canguaretama e São José de Mipibu.
Em Cotovelo foi implantado um Plano de Segurança 24 horas, com a colocação de câmeras nas ruas, circulação de motos a cada espaço de uma hora e monitoramento, sob a diretriz da Master Segurança e contato permanente com a Polícia Militar do Estado, que conta com a colaboração dos associados na conservação dos seus equipamentos, reduzindo significativamente o índice de criminalidade e dando tranquilidade aos que aqui habitam numa interação elogiável.
Vamos fazer uma grande assembleia de interessados para a solução definitiva e sustentável de um Projeto de Segurança Pública para as praias do sul, vetores de sustentabilidade econômica do turismo da região?
Contamos com a atenção de Vossa Excelência, que tanto conhece essa realidade, na condição de veranista de Pirangi. Vamos nos reunir? Aguardamos ansiosamente por essa desejada solução!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 07- 20/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        




Sem esperar os primeiros sinais de um dia de verão, madruguei com o pipocar de fogos comemorando o dia de São Sebastião, coincidentemente, também o aniversário da minha primogênita Rosa Ligia igualmente usufruindo do descanso de Cotovelo 2017.
Resolvi preparar-me para o café da manhã especial pela efeméride e me pus a compulsar um dos livros que mantenho à mão nesses períodos de veraneio e, num olhar sobre a pilha junto ao meu computador concentrei a minha visão para o “Bom dia a todos”, livro de orações da autoria do jovem Albany Dutra, já meu conhecido de outras leituras, mas não especificamente dessa sua obra citada, adquirida no verão de 2015, que ficou entre outras na biblioteca da praia.
Feliz escolha, pois à medida que concentrava a minha leitura sobre as primeiras páginas fui sendo tomado de incontida emoção pela beleza de vida desse jovem escritor cristão e a grandeza de seu espírito ao enfrentar o “Moloch” que o abalou, o mesmo Leviatã que me constrange há uma década, permitindo um conhecimento comum do problema.
A verdade é que, após compulsar algumas páginas me senti preparado para abraçar a aniversariante na primeira refeição do dia, o que fiz sem ser possível conter uma lágrima atrevida. Estava numa espécie de estado de Graça.
Entre os vários comentários do livro, destaco “Aquele que ouve a palavra” o qual, após transcrever Lucas 5, 4-5 conclui se referindo a Pedro, cansado da pescaria sem êxito do dia anterior, ao acatar  pedido do Mestre: “Por causa da tua palavra, lançarei as redes”, comentando: O Senhor quer de nós essa fé e esperança para não desistirmos. Se confiamos nele, é porque acreditamos em tudo o que ouvimos a seu respeito. Então, para que ter medo? Vamos sair do nosso comodismo quando as coisas não derem certo? Vamos deixar o orgulho e a vaidade de lado e procurar ouvir Jesus? Se Jesus pedir para nos arriscarmos e lançarmos as redes das nossas dificuldades, das nossas aflições e tribulações ao largo do seu coração, não percamos tempo! Aquele que confia e ouve o Senhor, nunca vai se decepcionar. Bom dia a todos!”.
Bom dia minha filha. Parabéns!




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

OUTRAS CARTAS DE COTOVELO – 06- 18/janeiro/2017
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes, veranista e escritor
        




Impossível ficar indiferente ao que vem ocorrendo na Penitenciária de Segurança Máxima de Alcaçuz – verdadeiro paradoxo com a busca da tranquilidade dos que procuram recuperar suas forças na aprazível Praia de Cotovelo, vizinha à pacata comunidade do Pium.
O problema vem de longas datas, desde quando há 18 anos foi inaugurado esse equipamento prisional. Reclamam uns que o local de dunas é incompatível pela textura do solo. Contudo, um presídio de segurança máxima tem uma técnica que se torna indiferente o solo onde é erguido. O caso, na realidade, foi incompetência, descuido e falta de manutenção física e de recursos humanos, exageradamente inferiores ao necessário e mesmo assim com pessoal jejuno de reciclagem, armamento e assistência pertinente à importância desse centro de reclusos.
A situação calamitosa não é local, mas decorrente da falta de uma política nacional de Segurança Pública. A propósito disso, deve-se rememorar uma matéria engendrada pelo jornalista Arnaldo Jabor, em 2006, em uma coluna do Jornal O Globo, quando teria entrevistado o apenado líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido por “Marcola”. Verdadeira ou não, merece se levar em consideração alguns aspectos da matéria:
“Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema. O GLOBO: Você é do PCC? – Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão… O GLOBO: – Mas… a solução seria…– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução. O GLOBO: – Você não têm medo de morrer? – Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba.”
É a banalização do sistema punitivo, que agora vive dias de agonia, com medidas de emergência, sem a métrica apropriada. No RN fala-se em contratação emergencial, mas com ameaça de greve dos agentes policiais, e uma possível intervenção das forças armadas, ainda imunes às intempéries da corrupção.O momento exige cautela e união!
A população aguarda e espera uma solução definitiva, séria, consistente e sustentável.

Vale a pena repisar: vamos mudar Penitenciária para outro complexo, construído dentro da técnica adequada e transformar a edificação existente numa Central de Abastecimento, que o local é apropriado para isso.