quinta-feira, 24 de março de 2016

PAIXÃO DE CRISTDO




Sexta-feira Santa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cristo crucificado. A morte de Jesus é o principal evento relembrado na Sexta-feira Santa.
1632. Por Diego Velázquez, atualmente noMuseu do Prado, em Madri, na Espanha.
Sexta-feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão é uma festa religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua morte noCalvário. O feriado é observado sempre na sexta-feira que antecede o Domingo de Páscoa, o sexto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sétimo no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). É o primeiro dia (que começa na noite da celebração da Missa da Ceia do Senhor) do Tríduo Pascal e pode coincidir com a data da Páscoa judaica[1] [2] [3].
Este dia é considerado um feriado nacional em muitos países pelo mundo todo e em grande parte do ocidente, especialmente as nações de maioria católica.

Narrativa bíblica[editar | editar código-fonte]

De acordo com os relatos nos evangelhos, os guardas do templo, guiados pelo apóstolo Judas Iscariotes, prenderam Jesus no Getsêmani. Depois de beijar Jesus, o sinal combinado com os guardas para demonstrar que era o líder do grupo, Judas recebeu trinta moedas de prata (Mateus 26:14-16) como recompensa. Depois da prisão, Jesus foi levado à casa de Anás, o sogro do sumo-sacerdote dos judeus, Caifás. Sem revelar nada durante seu interrogatório, Jesus foi enviado para Caifás, que tinha consigo o Sinédrioreunido (João 18:1-24).

Pietà, uma imagem da Lamentação de Cristo.
Por Michelângelo, atualmente na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Muitas testemunhas apareceram para acusar Jesus, mas seus relatos conflitavam entre si e Jesus manteve-se em silêncio. Finalmente, o sumo-sacerdote desafiou Jesus dizendo: «Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.» (Mateus 26:63) A resposta de Jesus foi: «Tu o disseste; contudo vos declaro que vereis mais tarde o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.» (Mateus 26:64) Por conta disto, Caifás condenou Jesus por blasfêmia e o Sinédrio concordou em sentenciá-lo à morte (Mateus 26:57-66). Pedro, que esperava no pátio, negou Jesus por três vezes enquanto o interrogatório se desenrolava, exatamente como Jesus havia previsto.
Na manhã seguinte, uma multidão seguiu com Jesus preso até o governador romano Pôncio Pilatos e o acusaram de subversão contra oImpério Romano, de se opor aos impostos pagos ao césar e de autodenominar "rei" (Lucas 23:1-2). Pilatos autorizou os líderes judeus a julgarem Jesus de acordo com seus próprios costumes e passar-lhe a sentença, mas foi lembrado pelos líderes judeus que os romanos não lhes permitiam executar sentenças de morte (João 18:31).
Pilatos interrogou Jesus e afirmou para a multidão que não via fundamentos para uma pena de morte. Quando ele soube que Jesus era da Galileia, Pilatos delegou o caso para o tetrarca da região, Herodes Antipas, que, como Jesus, estava em Jerusalém para a celebração da Páscoa judaica. Herodes também interrogou Jesus, mas não conseguiu nenhuma resposta e enviou-o de volta a Pilatos, que disse para a multidão que nem ele e nem Herodes viam motivo para condenar Jesus. Ele então se decidiu por chicoteá-lo e soltá-lo, mas os sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Barrabás, que havia sido preso por assassinato durante uma revolta, fosse solto no lugar dele. Quando Pilatos perguntou então o que deveria fazer com Jesus, a resposta foi: «Crucifica-o!» (Marcos 15:6-14). A esposa de Pôncio Pilatos havia sonhado com Jesus naquele mesmo dia e alertou Pilatos para que ele não se envolvesse «na questão deste justo» (Mateus 27:19) e, perplexo, o governador ordenou que ele fosse chicoteado e humilhado. Os sumo-sacerdotes informaram então Pilatos de uma nova acusação e exigiram que ele fosse condenado à morte por "alegar ser o Filho de Deus". Esta possibilidade atemorizou Pilatos, que voltou a interrogar Jesus para descobrir de onde ele havia vindo (João 19:1-9).
Voltando à multidão novamente, Pilatos declarou que Jesus era inocente e lavou suas mãos para mostrar que não queria ter parte alguma em sua condenação, mas mesmo assim entregou Jesus para que fosse crucificado para evitar uma rebelião (Mateus 27:24-26). Jesus carregou sua cruz até o local de sua execução (com a ajuda de Simão Cireneu), um lugar chamado "da Caveira" (Gólgota em hebraico e Calvário em latim). Lá foi crucificado entre dois ladrões (João 19:17-22).
Jesus agonizou na cruz por aproximadamente seis horas. Durante as últimas três, do meio-dia às três da tarde, uma escuridão cobriu "toda a terra" (Mateus 27:45, Marcos 15:13 e Lucas 23:44).
Quando Jesus morreu, houve um terremoto, túmulos se abriram e a cortina do Templo rasgou-se cima até embaixo. José de Arimateia, um membro do Sinédrio e seguidor de Jesus em segredo, foi até Pilatos e pediu o corpo de Jesus para que fosse sepultado (Lucas 23:50-52). Outro seguidor de Jesus em segredo e também membro do Sinédrio,Nicodemos, foi com José de Arimateia para ajudar a retirar o corpo da cruz (João 19:39-40). Porém, Pilatos pediu que o centurião que estava de guarda confirmasse que Jesus estava morto (Marcos 15:44) e um soldado furou o flanco de Jesus com uma lança, o que provocou um fluxo de sangue e água do ferimento (João 19:34).
José de Arimateia então levou o corpo de Jesus, envolveu-o numa mortalha de linho e o colocou em um túmulo novo que havia sido escavado num rochedo (Mateus 27:59-60) que ficava num jardim perto do local da crucificação. Nicodemos trouxe mirra e aloé e ungiu o corpo de Jesus, como era o costume dos judeus (João 19:39-40). Para selar o túmulo, uma grande rocha foi rolada em frente à entrada (Mateus 27:60) e todos voltaram para casa para iniciar o repouso obrigatório do sabá, que começou ao pôr-do-sol (Lucas 23:54-56).

Cristianismo oriental[editar | editar código-fonte]


Procissão de Sexta-feira Santa emRiga, na Letônia.

Epitaphios na Catedral Ortodoxa Grega da Anunciação da Virgem Maria, em Toronto, no Canadá.
A Igreja Ortodoxa e as Igrejas Católicas Orientais de rito bizantino chamam este dia de "Grande e Sagrada Sexta-feira" ou "Grande Sexta-feira".
Como o sacrifício de Jesus na cruz é relembrado neste dia, a Divina Liturgia (o sacrifício do pão e do vinho) jamais é celebrada na Grande Sexta-feira, exceto quando a data cai no mesmo dia da grande festa da Anunciação, celebrada na data fixa de 25 de março (para as igrejas que utilizam o calendário juliano, a data atualmente cai no dia 7 de abril do calendário gregoriano). Também neste dia, o clero deixa de vestir o roxo ou o vermelho, cores da Grande Quaresma e passa a usar o negro. Não se "limpa o altar" na Grande e Sagrada Quinta-feira como no ocidente; ao invés disso, todos as cortinas e tapeçarias da igreja são trocadas para panos negros e assim ficarão até a Divina Liturgia do Grande Sábado.
Os fieis revisitam os eventos do dia com leituras públicas de salmos específicos, dos evangelhos e do canto de hinos sobre a morte de Cristo. Neste dia é observado um jejum bastante estrito e se espera que todos os cristãos bizantinos adultos abdiquem de toda comida e bebida durante todo o dia, desde que não prejudiquem suas condições de saúde. Àqueles que, por idade ou enfermidade, for necessário comer, pão e água podem ser consumidos depois do pôr-do-sol[4] .

Leituras e liturgia[editar | editar código-fonte]

A observância da Grande e Sagrada Sexta-feira começa na noite da quinta-feira com doze leituras dos quatro evangelhos e que recontam os eventos da Paixão de Cristo, da Última Ceia até a crucificação e sepultamento de Jesus. Algumas igrejas utilizam umcandelabro com doze velas e as vão apagando, uma por vez, após cada uma das leituras.
A primeira destas leituras é João 13:31 até João 18:1, a mais longa leitura do evangelho em toda a liturgia ortodoxa dentro do ano litúrgico. Imediatamente antes da sexta leitura, que reconta os eventos de Jesus sendo pregado na cruz, uma grande cruz é carregada para fora do presbitério pelo padre, acompanhado por incenso e velas, e colocada no centro da nave (onde estão os fieis); afixado nela está um ícone do corpo de cristo. Cânticos específicos são entoados durante este ritual.
Durante o serviço, todos os presentes beijam os pés de Cristo na cruz. Em seguida, um comovente hino chamado "O Sábio Ladrão" é entoado por cantores que ficam aos pés da cruz.
No dia seguinte, na manhã de sexta, todos se juntam novamente para as "Horas Reais", uma celebração expandida das Pequenas Horas (incluindo a primeira, terceira, sexta, nona e a típica) pela adição de leituras do Antigo Testamento, Epístolas e do Evangelho e hinos sobre a crucificação em cada uma das horas.
À tarde, por volta das três horas, todos se juntam para celebrar a Deposição da Cruz. A leitura é uma concatenação baseada nos quatro evangelhos. Durante o serviço, o corpo de cristo é removido da cruz e levado para o altar. Perto do fim do serviço, um epitaphios (um pano bordado com a imagem de Cristo preparado para ser sepultado) é levado em procissão até uma mesa baixa na nave, símbolo do túmulo de Cristo, geralmente decorado com muitas flores. O epitaphios representa o corpo de Cristo já envolvo na mortalha e tem aproximadamente o tamanho de um ícone escala real do corpo de Cristo. Alguns padres nesta hora fazem uma homilia e todos se aproximam para a veneração.
Ao cair da noite de sexta-feira, começa o período conhecido como matinas do Grande e Sagrado Sábado, e realiza-se um serviço único conhecido como "Lamentação no Túmulo" (Epitáphios Thrēnos) ou "Matinas de Jerusalém" em volta do epitaphios no centro da nave da igreja. Sua característica principal é canto das "lamentações" ou "glórias" (Enkōmia), que consiste em versos cantados pelo clero intercalados aos versos do Salmo 119 (que é, de longe, o mais longo salmo da Bíblia). As Enkōmia são os mais apreciados hinos bizantinos, por sua poesia e música, que se encaixam perfeitamente entre si e refletem a solenidade do dia. Não se conhece o nome do autor, mas o estilo sugere uma data por volta do século VI, provavelmente na época de São Romano, o Melodista.
No final da cerimônia, o epitaphios é levado em procissão para dar uma volta na igreja e de volta para o túmulo. Algumas igrejas praticam o costume de segurar o epitaphios na porta, pouco acima da linha da cintura, para que os fieis passem curvados por baixo quando reentram na igreja, simbolizando sua entrada na morte e ressurreição de Cristo. Oepitaphios ficará no túmulo até o serviço de Páscoa no domingo de manhã.

Na Igreja Católica Romana[editar | editar código-fonte]


Procissão do Senhor Morto emBraga, Portugal.

Dia de jejum[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica trata a Sexta-feira Santa como dia de jejum, o que, na Igreja Latina, é compreendido como sendo um dia em se faz apenas uma refeição (menor do que uma refeição normal) e duas colações (um pequeno repasto que, contados juntos, não perfazem uma refeição completa), todas sem carne. É por conta desta tradição que em muitos restaurantes em países católicos servem peixe neste dia. Nos países onde não é feriado, o serviço litúrgico das três da tarde é geralmente atrasado algumas horas.

Serviços litúrgicos[editar | editar código-fonte]

O rito romano não prevê a celebração de missas entre a Missa da Ceia do Senhor na noite da Quinta-feira Santa e a Vigília Pascal, exceto por autorização especial da Santa Sé ou do bispo local. O único sacramento celebrado neste período é o batismo para os que estão à beira da morte, a confissão e a unção dos enfermos[5] . Durante este período, velas e toalhas são retiradas do altar, que fica completamente limpo[6] . Costuma-se também esvaziar todas as fontes de água benta, já como preparação para a benção da água durante a Vigília Pascal[7] . Tradicionalmente, nenhum sino é tocado na Sexta-feira Santa e no Sábado de Aleluia.
A Celebração da Paixão do Senhor se realiza à tarde, idealmente às três da tarde, mas, por razões pastorais (dar tempo aos fieis chegarem em países em que não há feriado, por exemplo), é possível que seja mais tarde[8] . As vestes utilizadas são vermelhas ou, mais tradicionalmente, negras[9] . Até 1970, eram sempre negras, exceto para o ritual da comunhão, quando se usava o violeta[10] Antes de 1955, só se usava o preto[11] . Se um bispo ou abade estiver celebrando, ele deverá vestir uma mitra simples (mitra simplex)[12] .

Liturgia[editar | editar código-fonte]

A liturgia da Sexta-feira Santa está dividida em três partes: a Liturgia da Palavra, a Veneração da Cruz e a Sagrada Comunhão.
  • A "Liturgia da Palavra" é um ritual no qual o clero e os ministros ajudantes param de cantar e entram num silêncio completo. Sem nenhum ruído, prostram-se como sinal do"rebaixamento do 'homem terreno'[13] e também o pesar e tristeza da Igreja"[14] . Segue-se a oração da coleta e a leitura de Isaías 52:13-Isaías 53:12, Hebreus 4:14-16,Hebreus 5:7-9 e o relato da Paixão no Evangelho de João, tradicionalmente recitado por três diáconos[15] ou pelo padre, um ou dois leitores e a congregação, que lê a parte da "multidão". Esta parte do ritual termina com as orationes sollemnes, uma série de oração pela Igreja, o papa, o clero e os leigos da Igreja, os que estão se preparando para o batismo, a unidade dos cristãos, os judeus, os que não acreditam em Cristo, os que não acreditam em Deus, os que prestam serviço público e os que precisam de ajuda imediata[16] . Depois de cada uma destas intenções, o diácono conclama os fieis a se ajoelharem por um breve período de oração individual; o padre celebrante então encerra com uma oração conjunta.
  • A "Veneração da Cruz" apresenta um crucifixo, não necessariamente o que está normalmente no altar ou perto dele em situações normais, que é solenemente desembrulhado e mostrado para a congregação e venerado por ela, individualmente se possível, geralmente através de um beijo, enquanto se cantam hinos, a Improperia("censuras") e o Trisagion[17] .
  • A "Sagrada Comunhão" é celebrada com base no rito do final da missa, começando com o Pai Nosso, mas omitindo a "Partilha do pão" e seu cântico, o "Agnus Dei". AEucaristia, consagrada na Missa da Ceia do Senhor da Quinta-feira Santa, é distribuída neste momento[18] . Antes da reforma do papa Pio XII, apenas o sacerdote recebia a comunhão, um rito chamado de "Missa do Pré-santificado", que incluía as orações normais do ofertório, inclusive o vinho no cálice[11] . O padre e a congregação se despedem em silêncio e a toalha do altar é retirada, deixando o altar limpo, exceto pelo crucifixo e duas ou quatro velas[19] .

Estações da cruz[editar | editar código-fonte]


Décima-segunda estação ("Jesus morre na cruz") em Arco, na Itália.
Além das prescrições tradicionais do serviço litúrgico, as estações da cruz também são visitadas para orações, dentro ou fora da igreja, e um serviço específico é às vezes realizado entre meio-dia e três da tarde, conhecido como Três Horas de Agonia. Em países comoMalta, Itália, Filipinas, Porto Rico e Espanha, procissões com estátuas representando variadas cenas da Paixão ocorrem neste período.
Em Roma, desde o papado de São João Paulo II, o ponto alto à frente do Templo de Vênus e Roma, em posição privilegiada à frente da entrada principal do Coliseu, tem sido utilizado como plataforma de discursos para a multidão. O papa, pessoalmente ou através de representantes, lidera os fieis numa jornada de meditações pelas estações da cruz acompanhando uma cruz que é carregada até o Coliseu.

Comunhão Anglicana[editar | editar código-fonte]

O Livro de Oração Comum, de 1662, não especifica um ritual específico a ser observado na Sexta-feira Santa, mas os costumes locais geralmente incluem diversos serviços, incluindo as "Sete Frases de Jesus na Cruz" e um serviço de três horas. Mais recentemente, as edições revisadas do Livro de Oração Comum e da Liturgia Comum reintroduziram diversas observâncias anteriores à Reforma, que correspondem aos rituais da Igreja Católica Romana.

Outras tradições protestantes[editar | editar código-fonte]

Muitas comunidades protestantes celebram serviços litúrgicos específicos na Sexta-feira Santa também. Morávios realizam uma festa específica ("Festa do Amor") na sexta e comungam na quinta. Os metodistas comemoram a Sexta-feira Santa com um serviço de adoração, geralmente baseado nas sete frases de Jesus na cruz[20] . Não é raro também encontrar celebrações multi-denominacionais em algumas comunidades neste dia.
Alguns batistas dissidentes[21] , pentecostais e igrejas não-denominacionais são contrários à observância da Sexta-Feira Santa, considerando o feriado uma tradição papista e, ao invés disso, observam a crucificação na quarta-feira, de acordo com o que eles dizem ser a data do sacrifício judaico do cordeiro pascal (que os cristãos acreditam ser uma referência no Antigo Testamento à Jesus Cristo). A crucificação na Quarta-feira Santa permite ainda que se acomode à tradição de que Jesus teria passado "três dias e três noites" (Mateus 12:40) inteiros no túmulo,[22] enquanto a crucificação na Sexta-Feira Santa concorda melhor com a tradição da ressurreição de Jesus "no terceiro dia" ((I Coríntios 15:4, Mateus 20:19, Lucas 24:46).

Costumes[editar | editar código-fonte]

Em muitos países com forte tradição cristã, como Austrália, Brasil, Canadá, as ilhas do Caribe, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Finlândia, Portugal, Alemanha, Malta, México, Nova Zelândia[23] [24] [25] , Peru, Filipinas, Cingapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e Venezuela, a Sexta-feira Santa é um feriado nacional. Nos Estados Unidos, em doze estados é feriado.

Procissão do Senhor Morto[editar | editar código-fonte]

Em muitas cidades históricas ou interioranas do Brasil e Portugal, como Paraty (RJ), Ouro Preto (MG), São João del Rei (MG), Oliveira (MG), Pirenópolis (GO), Jaraguá (GO),Rio Tinto (Concelho de Gondomar em Portugal) e São Mateus, a "Celebração da Paixão e Morte do Senhor" é procedida da Procissão do Enterro, também conhecida como "Procissão do Senhor Morto", em que são cantados motetos em latim.

Cuba[editar | editar código-fonte]

Num artigo online publicado na Agência de Notícias Católica por Alejandro Bermúdez em 31 de março de 2012, o presidente de Cuba Raúl Castro, o Partido Comunista e seus secretários decretaram que a Sexta-feira Santa naquele ano seria um feriado nacional. O ato era uma resposta de Castro a um pedido feito pessoalmente a ele pelo papa Bento XVI durante sua visita apostólica à ilha e à cidade de Leão, no México, naquele mês. Esta concessão seguiu o padrão de pequenas concessões de Cuba em relação aoVaticano e espelha uma outra feita por Fidel Castro à pedido de São João Paulo II quando declarou que o Natal voltaria a ser feriado em Cuba[26] . As duas datas são hoje feriados nacionais em Cuba.

QUINTA-FEIRA SANTA




quarta-feira, 23 de março de 2016

Hoje: Quarta-feira de trevas







Hoje à tarde, começa o oficio de Trevas, com que nestes dias a Igreja celebra de algum modo, as exéquias do Senhor. Consta este officio de Matinas e Laudes cantadas com antecipação da véspera. Chamam de trevas tal officio, porque pelo fim d’elle apagam-se todas as luzes, em sinal do lucto profundo da Egreja e memoria das trevas que cobriram a terra na morte do Senhor Jesus. Lembra também o apagamento das luzes um facto histórico da bela antiguidade christã. O officio que celebramos pela tarde celebrava-se então durante a noite, e durava até à manhã; como chegasse o dia, apagavam sucessivamente as luzes, já desnecessárias. Colocam-se os círios ou velas sobre um candelabro triangular, quinze ao todo, sete de cada lado e um no meio ou vértice da figura.
Apagam as velas, uma após a outra, uma de cada lado, a começar pela mais inferior, do lado do evangelho, no fim do salmo, até ficar só a do meio, que se conserva acesa.
São de cera amarela taes círios, porque, por antiga tradição, só d’essa cor os usa a Egreja nos funeraes e grandes luctos. O do meio, porém, é de cera branca, porque representa N. S. Jesus-Cristo.
Em chegando o ultimo verso de Benedictus, carregam essa última luz atrás do altar, entretanto que se reza o salmo Miserere e as orações; depois tornam a trazer.
Os outros quatorze círios representam os onze apóstolos e as três Marias; lembra seu apagamento o silencio d’estas, a fuga d’aqueles. Esse rito e figura remontam ao VII século. Com que piedade contemplaram esta eloquente ceremonia tantos christãos nossos antepassados!
Não seja menor a nossa.
Respira o officio de Trevas a mais profunda tristeza. Invitatorio, hinos, Gloria Patri, benção, tudo é suprimido. Só se ouvem quatro vozes:
David que na lyra canta os ultrajes que sofre Jesus, a morte de seu Senhor e seu Filho; Jeremias, que, às magoas igualando o lamento, canta as ruinas de Jerusalem e os tormentos da Victima augusta; a Egreja em acentos enternecidos a chamar os filhos à penitencia: Jerusalem, Jerusalem, converte-te ao Senhor teu Deus!
Finalmente as santa mulheres que acompanharam Jesus desde a Galiléa, e com ele choravam na subida do Calvário. Sua marcha, suas lágrimas e prantos são representados por dois clérigos, que, de joelhos, caminham a cantar os Kyries Eleison, entrecortados de responos e plangentes suspiros.
Não há chefe nem pastor a presidir o officio nestes três dias, que escrito está: Ferirei o pastor, e serão dispersas as ovelhas do rebanho.
Remata o officio um rumor confuso, que lembra o tropel e queda tumultuosa da corte, que, guiada por Judas, veio alta noite, aprisionar o divino Salvador no horto das Oliveiras.

Goffiné, 1925, 10ºedição, pág. 472, instrução sobre o oficio de trevas. O português da época foi mantido.

H O J E


SEM SOLUÇÃO, ainda,



Após haver dedicado um ano e meio a uma luta dos estudantes residentes na CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE, conversando com Membros do Ministério Público, com Deputados, OAB/RN, com o próprio Governador, Vice e Chefe da Casa Civil, representante da Comissão de Direitos Humanos, recebo a lamentável notícia de que tudo está como dantes no quartel de Abrantes.

Recebi recente correspondência do ex-Presidente imediato da CERGN, hoje Bacharel em Ciência da Computação pela UERN e Mestrando em Ciência da Computação pelo PPgCC UERN/UFERSA, Serafim do Nascimento Junior, retratando como deixou a presidência por haver concluído o seu curso e perdido a condição de estudante:

“Boa noite Professor Carlos Gomes! Venho aqui agradecer ao senhor por toda a ajuda que o senhor forneceu às CERGNs de Natal durante o período em que eu estive por lá tentando também ajudar aquela instituição, se assim posso chamar, que me ajudou e contribuiu muito para a minha vida acadêmica assim como para a vida de muitas outras pessoas.

Desde a assinatura do TAC, estávamos confiantes na vinda dos benefícios, dos quais, principalmente, a realização da tão sonhada reforma daquele importante prédio histórico. De Setembro a Dezembro tivemos café da manhã e almoço das segundas à sextas-feiras, sendo ausentes nos finais de semana e feriados. Em Outubro, os ASGs apareceram para auxiliar na limpeza da CERGN e ainda continuam indo. O material de limpeza também foi fornecido sempre que solicitamos, mas da última vez, a SETHAS provavelmente esqueceu de enviar. O TAC em si não foi totalmente cumprido, mas pelo menos estas coisas que citei foram cumpridas e acalmaram a maioria dos residentes regulares e, em contrapartida, assustaram os residentes irregulares. Ainda esperamos pelos porteiros que nunca apareceram e a reforma, benefícios os quais o pessoal da SETHAS sempre encontra uma maneira de nos "dar esperança" com suas desculpas. O Ministério Público também não conseguiu efetuar o registro das Atas das eleições da CERGNs de Natal e, portanto, dificultando ainda mais o processo de regularização das Casas. O pessoal do MP nunca sequer pôde comparecer as Assembleias que fizemos na CERGN de Natal. Sempre tinham uma desculpa e, assim, não puderam sentir a necessidade de resolvermos os inúmeros problemas que existem por lá. Tanto Rafaela e Maria (Presidente e Vice-Presidente da CERGN Feminina, respectivamente) quanto eu, fomos à procura do MPRN, mas as desculpas sempre foram as mesmas, apesar deles demonstrarem interesse em ajudar. Antes de eu sair da Casa, fiz uma última reunião de despedida no último sábado (12/03/2016) visando apresentar as prestações de contas dos meses em que eu estive na instituição; escolher os representantes para formar a comissão de eleição da Casa (devido ao fato daqueles que fazem parte da Direção não poderem fazer parte desta comissão); e ressaltar a importância dos Estudantes regulares atrasados entregarem suas declarações para que a SETHAS assine o contrato com a empresa que fornece alimentação para a Casa assim como para serem feitos os cadastros desses Estudantes. 

Durante esta reunião, um dos irregulares me insultou verbalmente e tentou me agredir na frente de todos, eu até consegui filmar um pouco, mas ele veio em minha direção para me agredir fisicamente. Felizmente, não conseguiu, pois se tivesse, tinha havido uma briga feia na Casa. A ex-representante da SETHAS, Liliane Abreu, me protegeu e não houve brigas físicas. Foi o maior tumulto. Os irregulares sempre conseguem fazer isto nas reuniões. Infelizmente a polícia não pôde comparecer. Aliás, a Polícia nem sequer aparece mais quando o pessoal da Casa denuncia as festas dos irregulares durante a madrugada, uso de drogas e outras coisas. Eu liguei em um dos finais de semana, o policial atendeu e disse que ia protocolar a denúncia e enviar uma viatura. Até hoje espero esta viatura chegar na Casa. Estevam e Washington fizeram o mesmo, e a mesma situação se repetiu. Infelizmente os irregulares estão voltando a dominar novamente a CERGN masculina de Natal. (Fica difícil ajudar a CERGN).

Eu terminei minha graduação e apliquei para o Mestrado da UERN/UFERSA. Fiquei em primeiro lugar no Processo Seletivo e tive que me mudar para Mossoró. Minha linha de pesquisa é a que eu estava procurando, Otimização e Inteligência Computacional. Felizmente vou ser bolsista da CAPES e terei como pagar aluguel por aqui. Minhas aulas na UFERSA já começaram e estou ansioso para os novos desafios assim como preocupado, pois a pós-graduação exige muita independência intelectual. Espero adquirir ser cada vez mais um estudante independente. Nos últimos meses, minha vida estava muito corrida e estressante e, infelizmente, não pude ir ao seu encontro para conversarmos a respeito da CERGN. Término a apresentação de TCC em Dezembro, Organização da Colação de Grau do meu curso, conclusão de alguns documentos da CERGN, reuniões com a SETHAS, entre outras coisas. De qualquer forma, agradeço muito ao senhor por toda a ajuda que nos forneceu em todo este tempo que se passou. O senhor é um Homem de muito respeito, digno de nossa admiração e um exemplo de competência e honestidade para todos nós. Um cidadão brasileiro honesto e um ser humano maravilhoso! Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo o proteja sempre, dê muita saúde para o senhor e toda a sua família, paz, harmonia, felicidade, prosperidade e tudo o que há de melhor. Desejo visitá-lo quando eu for a Natal! Preciso começar a comprar seus livros! Vou começar pelo "O Velho Imigrante", depois "Amor de Verão", "Menino do Poema de Concreto", e os demais que eu descobrir, e pegar seu autógrafo!!!). Conversamos, Professor! Mais uma vez, muito obrigado!
Um obrigado da CERGN também! Um abraço de Serafim!“.

Lamento não possa mais fazer nada sobre o assunto. Consegui redigir minutas do novo Estatuto e Regimento Interno, preparei atas, minutei ofícios, compareci a algumas reuniões, consegui mantimentos por pouco tempo junto ao Rotary Club Natal-Sul, colaborei para retirada de certidões e outros documentos, ofereci sugestões para os termos do TAC celebrado com o Ministério Público, escrevi artigos em blogs e revistas sobre a importância das Casas dos Estudantes. O “guerreiro” está velho, doente, cansado e apela para as almas bondosas que queiram continuar com essa luta justa, que pretende preservar o futuro dos estudantes do nosso Estado.
Este “comunicado” pretende tão somente dar ciência dos acontecimentos, esperando que as autoridades nominadas retomem a ação prometida em favor dos estudantes e que DEUS proteja estas sementes do amanhã!.


(o trecho reproduzido entre aspas foi autorizado pelo signatário).

CONVITE PARA HOJE


MANOEL ONOFRE JÚNIOR LANÇA HOJE OS SEUS LIVROS:

"A SERVIDÃO DIÁRIA 2"(EDITORA SARAU DAS LETRAS) E

"HUMOR NO CONTO POTIGUAR". (8 EDITORA).

ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS
18 HORAS
RUA MIPIBU, 443 - PETRÓPOLIS-NHATAL/RN


segunda-feira, 21 de março de 2016

ELEIÇÃO H O J E NO IHGRN



ESTIMADOS ASSOCIADOS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, não esqueçam do seu compromisso de HOJE - COMPARECER AO IHGRN para a votação do novo Diretor Orador.
O único candidato inscrito foi nosso confrade FRANCISCO HONÓRIO DE MEDEIROS FILHO, que deverá tomar posse na solenidade aprazada para o próximo dia 29.
O horário da eleição - das 8 às 11h.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS.- Rua da Conceição 622.
Carlos Roberto de Miranda Gomes
Presidente da Comissão Eleitoral



INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
ELEIÇÃO PARA DIRETOR - ORADOR
CANDIDATO: FRANCISCO HONÓRIO DE MEDEIROS FILHO
CÉDULA ELEITORAL (TRIÊNIO 2016/2019)





                 SIM





                 NÃO





                 EM BRANCO


(marcar com um “X” a sua preferência)

domingo, 20 de março de 2016

DOMINGO DE RAMOS



Hoje tem o início da SEMANA SANTA, com a comemoração do "Domingo de Ramos", representando o dia em que Jesus Cristo entra triunfal em Jerusalém, acompanhado do povo conduzindo ramos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Entrada triunfal em Jerusalém.
Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19). Na liturgia romana, este dia é denominado de "Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor".[1]
Em muitas denominações cristãs, o Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de folhas de palmeiras para os fiéis reunidos na igreja. Em lugares onde é difícil consegui-las por causa do clima, ramos de diversas árvores são utilizados.

Narrativa bíblica e simbolismos

Ver artigo principal: Entrada triunfal em Jerusalém
Nos relatos evangélicos, a entrada triunfal de Jesus ocorre por volta de uma semana antes de sua ressurreição.[2] [3] [4] [5]
De acordo com eles, Jesus chegou montado em um jumento em Jerusalém e o povo, festivo, lançou seus mantos à sua frente, assim como pequenos ramos de árvores. A multidão cantou parte de um salmo (Salmos 118:25-26) — "Salva-nos agora, te pedimos, ó Javé; Ó Javé, envia-nos agora a prosperidade. Bendito seja aquele que vem em nome de Javé, Da casa de Javé vos abençoamos."[6] [2] [3] [4]
O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra.[7] Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.[7] [6]
Flevit super illam.
Em Lucas 19:41, conforme Jesus se aproxima de Jerusalém, ele olha para a cidade e chora por ela (no evento conhecido como em latim: Flevit super illam), já prevendo o sofrimento a que passará a cidade.
Em muitos lugares no Oriente Próximo antigo, era costumeiro cobrir de alguma forma o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. A Bíblia hebraica (II Reis 9:13) relatam que Jeú, filho de Josafá, recebeu este tratamento. Tanto nos evangelhos sinóticos quanto o Evangelho de João reportam que a multidão conferiu a Jesus esta honraria. Porém, nos sinóticos, o povo aparece lançando suas vestes e juncos cortados na rua, enquanto que em João, mais especificamente, menciona ramos de palmeira. Estes eram símbolos de triunfo e vitória na tradição judaica e aparecem em outros lugares da Bíblia (Levítico 23:40 e Apocalipse 7:9, por ex.). Por causa disto, a cena do povo recebendo Jesus com as palmas e cobrindo seu caminho com elas e com suas vestes se torna simbólica e importante.

Liturgia

Domingo de Ramos em Saragoça, Espanha.

Ocidente

A celebração do Domingo de Ramos começa em uma capela ou igreja afastada de onde será rezada a Missa. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja principal ou matriz. Nesta procissão, canta-se o solene canto chamado "Hino ao Cristo Redentor":
Glória, louvor, honra a ti, ó Cristo Rei, redentor. Sobe a ti piedoso hosana, dos pequenos o clamor!
De Israel rei esperado: de Davi ilustre filho; o Senhor é que te envia, ouve pois nosso estribilho. Todos juntos te celebram, quer na terra ou nas alturas; cantam todos teus louvores, anjos, homens, criaturas. Veio a ti o povo hebreu, com seus ramos, suas palmas; também hoje te trazemos nossos hinos, nossas almas. Festejam a tua entrada, que ao Calvário conduzia; mas agora que tu reinas maior é nossa alegria. Agradaram-te os seus hinos, nossos hinos igualmente; o que é bom tu sempre acolhes, Rei bondoso, Rei clemente. [1]
Em algumas cidades históricas como Ouro Preto, Pirenópolis, Resende Costa e São João Del Rei, esta procissão é acompanhada de banda de música. Ao chegar onde será celebrada a missa solene, a festa muda de caráter, passando a celebrar a Paixão de Cristo. É narrado o Evangelho da Paixão, e segue a Liturgia Eucarística como de costume.
O sentido da festa do Domingo de Ramos tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intensamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como rei pela multidão no domingo, é crucificado sob o pedido da mesma multidão na sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa e também sua solene abertura.
Em muitas igrejas, as folhas de palmeira são guardadas para serem queimadas na Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte. A Igreja Católica considera as folhas abençoadas como sagradas.

Oriente

Na Igreja Ortodoxa, o Domingo de Ramos é geralmente chamado de "Entrada do Senhor em Jerusalém" e é uma das Doze Grandes Festas do ano litúrgico, além de marcar o início da Semana Santa. O dia anterior é conhecido como Sábado de Lázaro e comemora a ressurreição de Lázaro. Ao contrário do ocidente, o Domingo de Ramos não é considerado como parte da Quaresma, com a chamada Grande Quaresma ortodoxa terminando na sexta anterior. O Sábado de Lázaro, Domingo de Ramos e a Semana Santa são considerados como um período separado de jejuns. No sábado, os fiéis geralmente preparam as folhas de palmeira trançando-as na forma de cruzes antes da procissão no domingo. A decoração das igrejas e as vestimentas dos sacerdotes são alteradas para uma cor festiva — dourado na tradição grega e verde nas eslavas.
O Tropário da festa indica que a ressurreição de Lázaro é uma versão anterior da ressurreição do próprio Jesus.
Não há nenhum requisito canônico sobre que tipo de ramo deve ser usado e, por isso, alguns ortodoxos se utilizam de oliveiras ou ramos de salgueiros. Seja qual for o tipo, estes ramos são abençoados e distribuídos com velas seja durante a Vigília da Noite Inteira na véspera da festa (sábado à noite) ou antes da Divina Liturgia no domingo de manhã. A grande abertura da Divina Liturgia comemora a "Entrada do Senhor em Jerusalém" e, assim, a significância do momento é sublinhada no Domingo de Ramos pela multidão de pé, segurando os ramos e as velas acesas. Os fiéis levam depois os ramos e velas para casa após o serviço religioso e os preservam como "bençãos".
Na Rússia, procissões eram realizadas em diversas cidades, principalmente em Novigorode, entre 1558 e 1693, em Moscou. Ela aparecia de forma proeminente no relato de testemunhas e era mencionada nos mapas ocidentais contemporâneos. O patriarca de Moscou, representando Cristo, montava num "jumento" (um cavalo vestido com panos brancos na realidade); o Czar da Rússia humildemente liderava a procissão a pé. Originalmente, as procissões em Moscou começavam dentro do Kremlin e terminavam na Igreja da Trindade, atualmente conhecida como Catedral de São Basílio, mas, em 1658, o patriarca Nikon inverteu a ordem da procissão. Pedro I, como parte da nacionalização da igreja, acabou com o costume, com tentativas de recriação aparecendo novamente no século XXI.

Nas Igrejas ortodoxas orientais, as folhas de palmeira são distribuídas na frente da igreja, nas escadarias e os santuários são todos decorados com flores. A congregação então realiza a procissão através da igreja e fora dela.