terça-feira, 5 de abril de 2016

H O J E


C O N V I T E
 LANÇAMENTO DA REVISTA Nº 46
Dia 5 de abril (terça-feira ) ás 17 h
Na Academia

Vamos Celebrar
O dia da  Mulher na Academia de ANRL
Dois anos do Acadêmico Manoel Onofre Júnior, como Diretor da Revista.
4 Edições em 2014
4 Edições em  2015
1 Edição em 2016





segunda-feira, 4 de abril de 2016

Diálogo c/ Silvio Caldas (Juiz já falecido)


A LISTA NEGRA  (Mensagem original)
(mais NEGRA do que a consciência de Judas)

Da "lista negra", me tire,                  
Caro Sílvio, bom amigo,               
Pois às vezes não consigo                
 (E muito me desagrada)                   
 Conciliar o dever                             
do q´eu tenho de fazer,                      
Com o que mais me agrada.            
                                                         
Não troco por "quase nada”
Tocar o meu instrumento              
Com seu acompanhamento,
Sua musicalidade.
Pára o mundo ao nosso lado
O mundo sonha acordado
E nós, com nossa verdade.

Foi nessa grande amizade,
De muita compreensão,   
que nos fizemos irmãos.
Bons amigos nessa lida.
Mas há coisas que se impõem,
E sempre se contrapõem,
Nas esquinas dessa vida.

Na música encontro guarida
P´ra curtir os prantos meus,
E também louvar a Deus
Por tudo que me é dado.
Imagine, caro amigo,
Se eu não for tocar contigo,
Quão tristeza sou fadado!

Tocar, é do meu agrado,
É tudo do que mais gosto.
E aqui, agora, aposto:
Pode ter igual, mais, não.
Mas entre o gosto e o prazer,
Há o que se obriga a fazer,
Com igual dedicação.                                                   
 
                                
 E a conciliação,
Nunca nos chega a contento.
Me quedo por um momento,
Pensando achar uma pista.
Pode ser que Sílvio ache,
A forma com que despache,
Me tirando dessa lista.

(ajoelhado, espero... ka ka ka ka ka )
Wellington Leiros
(Domingo – chuva p´ra lascar – 05.03.2009)

(A resposta de Sílvio)
Vou responder diferente,
Porém de modo decente.
A sua peroração,
Seu drama de consciência,
Deixa um ranço de decência,
Mas, não merece perdão.

A sua demagogia,
É igual a maioria
Do lulismo nacional;
Gosta de tocar comigo,
Mas me deixa ao desabrigo,
Em meio a um chuvaral.

Um amigo de verdade,
Não dá chute de saudade,
De forma tão incruenta.
Esse seu tom SONOROSO,
Me deixa muito raivoso,
Devagar, em marcha lenta.

Mas vou te dar um castigo,
Repara bem no que digo,
Anota em tua agenda;
Não tocarei terça-feira.
Ficarei semana inteira,
Sozinho, na minha tenda.

Na quarta, também não toco.
Na quinta te dou o troco,
Da falta que cometeste,
Porém, na próxima sexta
Eu que sou mesmo um besta,
Irei fazer novo teste.

A uma hora da tarde,
Com a vontade que arde,
Nesse coração aflito,
No Clube de Engenharia,
Estarei com alegria,
P´ra te dar um grande pito!

Adeus, Sílvio Caldas.

Em 04/05/2009 10:40, wleiros169
Não... não.... não...não...não...e não!
Igual ao "lulismo", nããããão!
Pelo amor de Deus, mil vezes NÃO!

Não me seja tão malvado
Com essa comparação.
Me compare a lampião,
Ou outro "cabra danado".
Me chame de malsinado,
Que eu não valho um centavo.
Lhe juro, não desagravo.
Me jogue em qualquer abismo,
Mas, comparar-me ao "lulismo",
Isso me faz ficar bravo.

Com prazer, serei "escravo".
Me imponha qualquer castigo.
Me chicoteie, eu não ligo.
Não "tou nem aqui", p´ra nada.
Eu topo qualquer "jogada",
Dentro da honestidade,
Mas, peço, por caridade,
Me acalme o coração:
LULISMO? mil vezes NÃO!
Essa é a minha verdade.

A uma hora da tarde,
Dia oito, sexta- feira,
A "tertúlia é a primeira"
Que faremos neste mês.
Lhe digo, por minha vez,
Lhe digo aqui, e repito:
Humildemente e contrito,
No Clube de Engenharia,
Estarei, com alegria,
Recebendo " o grande pito".


Wellington Leiros
wleiros.169@gmail.com
04.04.2009)
Sílvio Caldas escreveu (concluindo):

Foi por Lula comparado,
Eis o seu maior castigo
Pelo calote bem dado.
Fiquei tocando sozinho,
Pois até o Leãozinho
Faltou também, o safado!


domingo, 3 de abril de 2016



Lançamento da Revista da  ANRL  Nº 46

Dia:  5 de abril ( terça-feira)
Loca:l  Academia Norte Rio-Grandense de Letras
Hora: 17 h

O PARADOXO TURISMO X VIOLÊNCIA

Tenho feito esforço para não trazer para o meu blog assuntos desagradáveis. Contudo, os acontecimentos que temos vivido nas administrações federal e do nosso Estado obrigam a tomar alguma posição crítica no sentido de apenas ajudar.
Em artigo anteriormente publicado, disse da perplexidade do retorno ao ódio entre familiares, amigos e colegas gerado pelas divergências políticas, ou mais exatamente, pela implantação a cargo dos adeptos do Governo e Oposição, de um movimento de discórdia, com sequenciadas traições, mas numa convergência para se conservar mamatas às custas de um Estado depauperado de recursos materiais e vergonha espiritual da classe política.
Estou verdadeiramente sem esperanças de alguma solução a curto prazo.
Esse caos político deságua numa fragilidade econômica desalentadora, que desagrega a força de trabalho e conduz a classe produtiva para dias sombrios.
Vejam só, um dos vetores do desenvolvimento, que temos em abundância em nosso Estado é o turismo - nossas praias, nossa gastronomia, a natural cordialidade do povo receptivo ao visitantes, gerador de riqueza a baixo custo. Mas em contraste, o Poder Público não garante o controle de preços, a acessibilidade e, pior que tudo, a segurança.
A violência está insuportável, com o registro diário de assaltos e arrastões em nossas capital, nas praias, a exemplo da outrora paradisíaca Cotovelo, com violentos assaltos a dois dos seus moradores, num espaço de dez dias, deixando a comunidade atônita e sem entender tamanho descaso, apesar de existir uma "suposta" força policial que controla o tráfego de veículos para as praias do sul.
A sociedade organizada precisa buscar das autoridades uma solução eficiente, como por exemplo, no caso especificado, instalando uma Delegacia de Polícia, plena e sobejamente justificada pela proximidade de um presídio de segurança máxima - Alcaçus, que não tem segurança sequer razoável, mercê das constantes e espetaculosas fugas.
Nas cercanias desse presídio, construído sem as cautelas que a engenharia exige, se alojaram pessoas de má reputação, traficantes e criminosos auxiliares, em promiscuidade com pessoas de bem que ali habitam e produzem para a sociedade.
Não dá para esperar: ou o Estado toma uma medida eficaz ou o turismo do litoral está fadado ao fracasso, pois não existe uma só família de veranistas que não tenha um episódio para contar, obrigando a contratação de segurança privada, ainda que precária, para alentar alguns dias do veraneio e outros períodos atrativos como a Semana Santa, São João ou mesmo a procura dos restaurantes nos fins de semana com suas ofertas de uma cozinha diferenciada ou mesmo um dia de descanso em comunhão com o sol.
É realmente muito triste os dias que estamos vivendo, contabilizando, como nunca antes, a falência dos equipamentos públicos construídos e não conservados e mantidos com o dinheiro sacrificado do povo.
Ao reverso disso, leis restringem o direito de aquisição de armamento para o mínimo de preservação pessoal, embora a bandidagem brinque e role com armas. Cinismo, contradição e leviandade.
Um dia desses, um querido amigo desabafou que sua filha foi assassinada num assalto e ele não teve a visita dos responsáveis pela defesa dos direitos humanos. No entanto, quando o supostos bandidos foram presos, ali se fazia presente representante dos DH para garantir a incolumidade dos acusados.
DEUS, nos proteja!

sexta-feira, 1 de abril de 2016


BANHO DE CHUVA

O tempo se prepara, começa a chover. Depois que a chuva lava as telhas, não contamos tempo: vamos tomar banho, nas biqueiras. É um cortejo de alegria. É homem, é mulher, menino, adulto, idoso, no meio da rua, brincando, disputando a bica que despeje mais volume de água. É uma celebração de júbilo porque a vida está renascendo. É uma ciranda de amor porque cada pingo de chuva é um beijo que a terra ganha.
Ao se colocar debaixo de uma biqueira, o ser humano se embebe de gratidão porque, no sertão, a chuva é o alicerce da existência. É quando o céu está nublado que, para o sertanejo, o dia está mais bonito. O céu, assim, é mais sagrado e, em contato com a água, o ser humano se reconhece mais divino. 
O banho de chuva tem um toque que atinge a alma. Ele é a realização da esperança que foi acalentada durante anos de estiagem prolongada. Ele tem a capacidade de enxugar as lágrimas que ficaram presas dentro da alma. É triste ter que vender o rebanho para não vê-lo morrer de fome e sede. Beira o desespero ver um animal morrer em tempo de seca. O banho de chuva é um calmante que a natureza oferece ao sertanejo da zona urbana e da zona rural, bem como é um convite a recomeçar: plantar e colher, pensar e decidir como administrar a água, sem desperdício.
A chuva, no sertão, depois de um tempo de seca, é uma aspersão de água sagrada e é preciso guardar a preciosidade de cada pingo. Para o sertanejo, inverno chegando é páscoa, é vida nova, é caminho de ressurreição. É um verdadeiro sacrilégio pedir aos céus que derramem água e, depois que as chuvas caem, não querer aprender a reduzir, a reciclar e a reutilizar um bem de valor indiscutível, como é a água. A nossa gratidão a Deus pelo inverno que devolve a beleza ao sertão seja demonstrada pelo zelo na utilização da água. Uso, sim. Desperdício, nunca!

@gleiberdantas – Florânia, 30 de março de 2016.

(colaboração de Elza Medeios)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Brasil


TEMPO DE CRISE
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, escritor

Temos acompanhado a história do Brasil com muito cuidado e paciência e, em muitos momentos, sentimos circunstâncias extremamente difíceis, seja do ponto de vista econômico/financeiro, social e político, cujas soluções adotadas nem sempre foram as mais adequadas.

Nos últimos tempos, entretanto, vimos ressurgir intensamente um dos mais nefastos perfis da crise – aquele que gera a discórdia e o ódio fragmentando famílias, amizades, instituições e confrarias.

Referimo-nos à bifurcação política entre governo e oposição, sugerindo, de lado a lado, saídas pouco democráticas.

O reflexo desse caos se espraia em variados segmentos: primeiramente o social representado pela extrema pobreza e a adoção de uma política paternalista causadora de uma letargia na força de trabalho, acomodada com o “maná” que lhe é ofertado gratuitamente; o econômico é o mais preocupante, porque reduzindo a produção, aumentando o desemprego e gerando a ampliação da classe social menos favorecida, levando o nosso PIB a patamares perigosos e desestimulantes, sem a adoção de um plano consistente que aponte esperança de um futuro melhor.

Sob o visor financeiro a coisa se agrava porque a perspectiva de aumento da receita se esvai em decorrência da fraca produção, o que seria compensável se fosse adotado um plano de contingenciamento da despesa, proporcional às entradas públicas, o que não vem acontecendo, agravado por descoberta de escândalos de desvio do dinheiro público e um gasto deletério dos representantes do povo e dos entes federativos, numa verdadeira farra de gastos desnecessários e sem receberem a punição necessária para garantia da estabilidade do país.

O campo político é desastroso à falta de credibilidade do governo, do Parlamento e dos que estão à frentes dos seus destinos.

Paralelamente a tudo isso existe um desentrosamento gritante entre as instituições paraestatais, como a OAB, as Universidades, as representações das classes patronais e laborais e até contaminando as entidades sociais de prestação de serviços, que se digladiam entre correntes pró ou contra o governo, gerando entre os seus confrades um clima de cisão e consequente enfraquecimento dos seus quadros.

Lembramo-nos dos anos 60, onde a política criou desavenças entre amigos, familiares e companheiros de associações diversas.

Infelizmente estamos num tempo de crise e a saída deve ser buscada, a qualquer custo, nos instrumentos democráticos ofertados pela Constituição vigente, da qual o Supremo Tribunal Federal é o maior fiador.

Nosso apelo é que haja uma trégua, um recuo, para que o diálogo seja restabelecido com lucidez, prudência e sabedoria.

É fundamental e urgente o posicionamento de inúmeras reformas, a começar da política, permitindo selecionar melhor os aspirantes aos cargos de representação e assim viabilizando que o povo soberano da Nação possa ter condições da escolha dos melhores, repudiando qualquer nome que tenha se envolvido em atitudes contrárias à ética e aos bons costumes.

Encontramos em nossa história o registro de golpes, ditaduras civis e militares, de esquerda e de direita, mas jamais havíamos convivido com ditadura partidária.

FORA AS IMPOSIÇÕES, O DESRESPEITO, A FALTA DE ÉTICA, ENFIM, A CORRUPÇÃO.

VAMOS PROCURAR UMA SAÍDA DENTRO DA DEMOCRACIA e da vontade soberana do povo OU NOS TORNAREMOS ARREMEDO DE UM HAITÍ!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Artigo




Categoria: CENAS DO CAMINHO – 



OS FEIJÕES

Dona Francisca chegara aos setenta anos, gozando de boa saúde, até que nos seus exames de rotina foi descoberto que ela estava com insuficiência no pâncreas e com um quadro de diabetes do tipo 2.
Querida por todos, viúva, morava sozinha na sua casa em Parnamirim, RN. Como tinha cinco filhos e vários netos, a casa de Dona Francisca vivia cheia de gente, principalmente nas horas de refeições. Não tinha como não ser! Seu arroz bem temperado, e seu saboroso feijãozinho, eram imperdíveis. No jantar, era prato certo a gostosíssima sopa de feijão.

Aliás, a viúva tinha fixação em feijão. Para ela, era um alimento sagrado, e era o que dava sustança. Era a alma da alimentação. Sem feijão na mesa, o almoço perdia a graça. Por isso, o feijão era presença diária em sua mesa.
A mulher gostava de todas as espécies de feijão: Feijão verde, feijão azuki, feijão carioquinha, macássar, feijão preto, feijão branco, feijão vermelho, feijão, mulatinho, enxofre, cavalo branco, marrom, azul, e também fava, inclusive a “gloriosa fava rajada”, de Pernambuco.

Quando fazia feira, Dona Francisca, antes de tudo, colocava no carrinho de compras, todos os tipos de feijão que ela gostava.

A idosa era muito organizada e tudo dela tinha etiqueta. Fazia questão de marcar todos os potes do freezer e pôr a data. Sua distração em casa era cozinhar feijão e congelar, usando para isso, potes vazios de sorvete Kibon.
Os demais potes que ela colecionava eram todos identificados: Café, arroz, açúcar, farinha de trigo, farinha de rosca, farinha de mandioca, maizena, farinha de linhaça, tudo bonitinho e arrumadinho no seu armário de cozinha. A mulher era mais organizada do que o partido comunista de antigamente.

Com a vinda do diabetes, ela imediatamente cortou o açúcar e passou a tomar adoçante em gotas. O açúcar de cana refinado era usado pelos filhos e netos.
Muito regrada, Dona Francisca aboliu da sua vida o consumo de açúcar, doce, bolo e refrigerante. Quando ia às festinhas de aniversário, comia um negocinho, uma besteirinha, acompanhado de refrigerante “diet”, e pronto. Não aceitava docinhos e bolos, alegando que era diabética e que precisava dar bom exemplo aos filhos e aos netos.

Mesmo assim, uma vez por outra, Dona Francisca passava mal e ligava para um dos filhos, que a levava ao Pronto-Socorro.
O que ninguém entendia era por que a glicose de Dona Francisca estava sempre muito alta. Fazia o teste de glicemia capilar e sempre dava acima de 280 mg/dl (o normal é de 80 a 120 mg/dl).

Os filhos da viúva sempre explicavam aos médicos:
– Doutor, não é possível! Minha mãe não come muito, é regrada, usa adoçante, não come doces, e procura se alimentar direito. Não faz extravagância nenhuma!

E Dona Francisca retrucava também:

– É verdade, sim! Esses remédios são umas porcarias! Tudo feito de farinha de trigo!!! Eu tomava somente um. Agora, tomo três remédios! Não adianta nada. Esses laboratórios não prestam!
E assim, Dona Francisca ligava sempre para os filhos ou para os netos, e corriam todos para o hospital, levando a idosa, que passava mal.

Quando tudo se restabelecia, voltavam para casa. Era a hora de servir aquela deliciosa sopa de feijão, que Dona Francisca havia feito com muito carinho.
Num certo dia, para tristeza de toda a família, Dona Francisca foi encontrada caída na sala, ofegante e desacordada. Foi um alvoroço só.
A faxineira, que acabara de chegar, entrou em parafuso!!! Gritou, ligou para os filhos da patroa, correu, saculejou a velha, jogou água no seu rosto, pôs um algodão com álcool no seu nariz para que ela aspirasse, e, por fim, chamou o SAMU.

A ambulância do Samu chegou e levou Dona Francisca para o hospital. Infelizmente, Dona Francisca chegou em coma, indo direto para a CTI, onde foi entubada. De acordo com os resultados dos exames, a glicose de Dona Francisca estava bastante alta.

Após alguns dias, Dona Francisca foi a óbito, tendo coma causa mortis “falência dos rins, em consequência do coma diabético”.
No dia do enterro, era uma tristeza só. Filhos e netos desolados, lamentavam a perda daquela pessoa querida. Tão boa, tão atenciosa, cozinhava tão bem! Ninguém jamais iria esquecer das suas deliciosas sopas de feijão e das saborosas feijoadas, saladas e tudo o mais.

Estavam todos sem entender, como é que a avó, que tomava a medicação própria para diabetes, não comia doces, usava adoçante, e era moderada para comer, terminara morrendo de um coma diabético.
Após o enterro, decidiram que, por enquanto, nada seria mexido na casa da falecida.
Passadas algumas semanas, as três filhas de Dona Francisca resolveram arrumar as coisas e também se desfazer das suas roupas pessoais, e outros objetos.

Após a arrumação do quarto da pranteada senhora, as suas duas filhas passaram a arrumar a cozinha. Chegaram até o freezer e lá encontraram os potes etiquetados, impecavelmente distribuídos. Estranharam a variedade de feijões ali congelados, com os respectivos nomes registrados. Estranharam também nomes de feijão, totalmente desconhecidos para elas. Era tudo “lançamento”!!! Ali estavam os potes de feijão, assim distribuídos:

Na frente, estavam os potes com os feijões tradicionais, que elas conheciam:
Feijão branco, feijão preto, feijão carioquinha, feijão vermelho, fava, fava rajada “dos deuses”, feijão enxofre, feijão cavalo branco, feijão macassar.

Mais atrás, estavam outros potes, com “lançamentos de feijões”:
-1- Feijão de GRAVIOLA; 2-Feijão NAPOLITANO; 3-Feijão de FLOCOS; 4-Feijão de CHOCOLATE; 5- Feijão de CREME; 6- Feijão de PASSAS AO RUM; 7- feijão de ABACAXI; 8- Feijão de MORANGO; 9- feijão de CUPUAÇU; 10- feijão de BAUNILHA; 11 – feijão de COCO; 12 – feijão de CREME COM NOZES, 13 – feijão de MILHO VERDE e outros.
E as três filhas de Dona Francisca foram abrindo, pote por pote, até que constataram que ali somente havia sorvete, e nada de feijão!!! .
Estava claro o motivo do descontrole glicêmico de Dona Francisca, e o coma diabético que a vitimou. A causa mortis de Dona Francisca, na realidade, foi provocada por excesso de sorvete, disfarçado de feijão. A mulher entrou em coma diabético, porque diariamente, tomava potes e mais potes de sorvete!!!
A família não sabia se sorrisse ou se chorasse!!! Afinal, a matriarca tinha sido muito feliz, comendo seu feijão diariamente e o tomando o seu sorvete, o que, para ela, era sagrado!!!
Não é para rir, gente! Isso é coisa séria!!!

terça-feira, 29 de março de 2016

H O J E





O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE COMEMORA HOJE OS SEUS 114 ANOS DE FUNDAÇÃO.
Invocando artigo escrito pelo nosso Presidente Honorário Jurandyr Navarro da Costa, é a instituição mais antiga em atividade do nosso cenário cultural.
"Cinco colunas humanas sustentam, presentemente, o pedestal organizacional da veterana entidade: o presidente, Valério Mesquita, o seu grande maestro, que rege a orquestra, com equilibrada liderança; Ormuz Simonetti, o vice-presidente, voluntarioso, de conhecido dinamismo (daria um grande Prefeito Municipal); Carlos Gomes, o secretário-geral, especialista exímio, responsável pela parte jurídico-legal, nosso Helly Lopes Meirelles, atualizado; Odúlio Botelho, secretário-adjunto, experiente causídico, coube-lhe o encargo do acompanhamento dos assuntos lítero-jurídicos, redação oficial e derivações. Finalmente, Scilla Gabel, encarregada pela Contabilidade, da vetusta empresa cultural privada, tarefa por demais fatigante, na árida ciência dos algarismos".

Além das pessoas nominadas, a Diretoria tem outros membros complementares do seu quadro dirigente, com funções definidas: Eduardo Gosson, escritor talentoso, na função de Tesoureiro e Augusto Coelho Leal, o seu Adjunto.

Nos assuntos técnicos contamos com Edgar Ramalho Dantas, Carlos Adel, João Felipe, Claudionor Barbalho, Eider Furtado e Tomislav Femenick, além do contador Jônatas e o pessoal de apoio da casa, liderado por José Maria.

As reuniões são diárias, presididas sempre pelo Presidente Valério Mesquita, não faltando visitantes ilustres, como o jornalista Vicente Serejo e outros sócios que abrilhantam as reuniões.

Teremos agora a posse de novos dirigentes que darão continuidade ao belo e eficiente trabalho da Diretoria atual, que não mais contará com a participação oficial do atual Presidente e do Secretário Geral Carlos de Miranda Gomes, este com outras missões a execução em outras instituições culturais.

São eles:

DIRETORIA

1.Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
2.Vice-Presidente: ROBERTO LIMA DE SOUZA
3.Secretário-Geral: ODÚLIUO BOTELHO MEDEIROS
4.Secretário-Adjunto: FRANCISCO JADIR DE FARIAS PEREIRA
5.Diretor Financeiro: AUGUSTO COÊLHO LEAL
6.Diretor Financeiro Adjunto: JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA
7.Orador: FRANCISCO HONÓRIO DE MEDEIROS FILHO
8.Diretor da Biblioteca, Arq. e Museu: CLAUDIONOR BARROSO BARBALHO
CONSELHO FISCAL 
1.EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, Membro titular
2.TOMISLAV R. FEMENICK, Membro titular
3. EDGAR RAMALHO DANTAS, Membro Titular
4. EDUARDO ANTONIO GOSSON, Membro Suplente
 

Sucesso é o que todos esperam da nova gestão.