A BELEZA DA MÚSICA EM QUATRO TEMPOS
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
UMA OPINIÃO
BRASIL:
PÁTRIA DISTRAÍDA?
Geniberto
Paiva Campos / Brasília
“Todos os dias indivíduos normalmente inteligentes e classes sociais
inteiras são feitos de tolos para que a reprodução de privilégios injustos seja
eternizada entre nós”. (Jessé Souza, “A tolice da Inteligência Brasileira”
– Ed. Leya, 2015)
1.
Há alguns anos, em um programa de TV, a atriz
Kate Lyra criou um inusitado bordão, rapidamente assimilado e repetido pelos
telespectadores: -“brasileiro é tão
bonzinho!” No qual ressaltava a bondade e, sobretudo, a ingenuidade inata
dos nossos patrícios.
Em
livro recentemente publicado, o sociólogo Jessé Souza, atual presidente do
IPEA, pesquisando as origens desse “jeitinho brasileiro”, relata, em sequência
histórica, a participação de Gilberto Freyre,
Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro, Roberto da Matta, os quais, agregando
ideias de Max Weber, teriam contribuído com respaldo teórico-acadêmico para a
confirmação da tese: os brasileiros são malemolentes, sensuais, cordiais,
decidem com o sentimento (e não com a razão). Portanto, fáceis de serem
enganados, levados na conversa. Não gostam do seu país. E nutrem uma admiração
profunda, perpétua, em relação Estados Unidos e ao seu povo. Aos quais atribuem
qualidades e capacidades sobre-humanas, excepcionais, na esfera moral, pessoal,
técnica e acadêmica. Seres muito próximos da perfeição.
Contornando,
propositadamente, o núcleo de justificativas “acadêmico/científicas”
da tese – muito bem explicitadas no livro do sociólogo Jessé Souza – apresentamos
algumas contribuições a esse debate, defendendo a provável ocorrência de um
viés “político/operacional” no caso.
Produzindo manipulações grosseiras, no intuito de criar na população uma assimilação
acrítica. Ingênua e tola, de conceitos políticos e ideológicos do interesse
externo, contrários aos interesses do seu país. A nosso ver, um fator muito significativo. Que
poderia contribuir para a explicar a permanência de comportamentos sociais e
políticos estranhos da elite e da classe média brasileiras (e da América
Latina), habilmente manipuladas pela Publicidade & Propaganda, de origem
interna e externa. Todas com o mesmo objetivo: fazer os seus habitantes perderem
a esperança no futuro do seu país, reduzindo a próximo de zero o seu orgulho
patriótico. Talvez possa ser atribuído um papel significativo a essa lavagem
cerebral permanente (e competente) dessas agências de Publicidade &
Propaganda na manutenção desse estado de inconsciência coletiva das populações,
vítimas, infelizmente, dessas ações deletérias.
2.
A partir da segunda metade do século 19, o
Capitalismo assumiu características hegemônicas incontestes, enquanto sistema
econômico, evoluindo nos anos seguintes para a esfera política, partindo em
busca do controle direto e indireto do Estado e apoiando sutilmente governos
favoráveis e/ou simpáticos ao sistema. O limiar do novo século mostrou que o
Mundo, na defesa dos seus interesses, estaria disposto a se enfrentar em
guerras totais. (Como afirmou Clausewitz, um reconhecido estadista da época: “a guerra é a política feita por outros meios”).
Na
busca da hegemonia e da sua expansão, países europeus, os Estados Unidos e o Japão, se enfrentaram em duas
Guerras Mundiais que eclodiram no século 20. Segundo argutos historiadores
(Hobsbawm, E.J - 1977), a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais constituem a
mesma guerra. E o que se seguiu, a cinzenta “Guerra Fria” seria apenas um
corolário – ou consequência - das duas grandes guerras. Tais conflitos marcaram
todo o século passado, e como esperado, mostram seus desdobramentos nos dias
atuais.
Desses
sérios enfrentamentos, um país, os Estados Unidos da América, saiu praticamente
incólume em sua base territorial e em sua economia. O incremento das atividades
da indústria bélica americana nos dois conflitos, colocou o país em uma
situação de supremacia mundial no pós-guerra, nos planos econômico e político. E
tornou-se a única e incontrastável potência nuclear mundial. Diferentemente da
Europa, dilacerada, dividida e com a economia em frangalhos.
Após
garantir a sua expansão territorial e conquistar áreas preciosas de terras (e
do petróleo) do México, os norte-americanos confirmaram a tese do “destino manifesto”, um engenhoso e
permanente mecanismo auto atribuído e auto aplicado ao país, o qual passou a
justificar a apropriação de territórios e riquezas do interesse geopolítico ou
econômico do governo americano.
Durante
a Guerra Fria – para muitos estudiosos, ainda em plena vigência, (Moniz
Bandeira. L.A, 2013) - Washington
assumiu o papel, também auto atribuído, de “gendarme
da democracia mundial”, com o envolvimento direto e indireto em invasões
territoriais, golpes de estado e levantes internos em diversos países. Sempre
em nome da defesa da democracia, encobrindo interesses econômicos e
geopolíticos ilegítimos e injustificáveis.
(Retomando
um oportuno argumento do autor do livro, enfatizamos que não nos move nenhum
tipo de sentimento antiamericano ao fazer tais constatações. Estas devem ser
tomadas pelo que são: evidências históricas da formação e da evolução de um
país, com inegável vocação hegemônica, implantando a ferro e fogo o seu
peculiar conceito de “democracia”).
3.
Simultaneamente ao desenrolar da II Guerra
Mundial, ficou evidente para o governo americano, o imenso potencial da Indústria de Publicidade & Propaganda, uma
arma “bélica” às vezes mais poderosa do que os canhões. Com essa arma era
possível induzir comportamentos consumistas: Coca-Cola, ao invés de sucos
naturais; fazer as mulheres adotarem o cigarro como expressão da sua liberdade.
E, por que não? colocar “ideologias” disponíveis nas prateleiras dos
supermercados.
A partir desse ponto, foi montada uma máquina
de conquista de corações e mentes, de alcance mundial, dispondo de recursos financeiros
inesgotáveis, utilizando todos os meios de comunicação possíveis: rádios, tvs,
jornais, revistas (incluindo os “comics” ou revistas em quadrinhos). E ainda a
superpoderosa indústria do cinema, com o envolvimento dos
magnatas da meca cinematográfica de Los Angeles com interesses geopolíticos de
Washington, sendo criada o que ficou conhecida como a “Universidade de Hollywood”.
Perfeitamente apta a interpretar fatos e criar versões convincentes. Se
necessário, reinterpretar a própria História. Ações com a incrível propriedade
de iludir mentes ingênuas e suscetíveis, de todos os quadrantes e origens.
Diante
de tão formidável e bem articulado poderio no campo de Comunicação, tornou-se
difícil, quase impossível, qualquer tipo de discurso contraditório. E foi a
partir de tal conteúdo político/ ideológico do pós-guerra, norteador da Guerra
Fria, que o Mundo foi submetido a um ataque insidioso da indústria de
Publicidade & Propaganda, defendendo e divulgando valores, transcendentes
em sua roupagem externa, mas cujo objetivo essencial era o domínio de
territórios e países de interesse do novo Império. E claro, defendendo, por
todo sempre, o Mercado e a Livre Iniciativa.
São
múltiplos, incontáveis, os exemplos da aplicação dessa política neoimperial no
Mundo. Nos mais longínquos rincões do Planeta.
Em
meados do século 20, o império americano dispunha-se a lutar contra o Comunismo
e pela implantação universal do seu conceito de Democracia. E, no limiar do
novo século, após o ataque às Torres Gêmeas, essa pauta foi ampliada para o
combate ao “terrorismo islâmico”, ou “Eixo do Mal”, no qual os limites da
guerra convencional foram deixados de lado, passando a valer ações
“antiterroristas” que desrespeitariam os Direitos Humanos e regras elementares
de combate definidos na Convenção de Genebra. Talvez fazendo valer, mais uma
vez, os fundamentos do “Destino Manifesto”. O centro de torturas implantado na
base de Guantánamo, até hoje em funcionamento, seria o mais perfeito corolário
dessa constatação.
4.
“Palimpsesto” é um termo pouco usual. De
acordo com o dicionário Houaiss significa “o papiro ou o pergaminho cujo texto
primitivo foi raspado para dar lugar a um outro”.
A
lembrança do termo surge naturalmente, quando decorrido pouco mais de cem anos
do início do período das grandes guerras do século 20, a humanidade continua a reescrever
essa história. Cujo texto primitivo não esmaece. Por mais que se tente apagá-lo,
raspando-o até à medula, seu conteúdo teima em voltar, se fazendo presente nos
dias atuais. Os conflitos bélicos registrados no século passado, dividiram (talvez
de maneira inconciliável) a Humanidade entre correntes políticas e ideológicas
antagônicas.
Para
os que imaginavam que a morte sem glória de Adolf Hitler, numa Alemanha que
agonizava frente aos invasores russos, significou o fim do Nazismo, a História
mostrou que este apenas hibernava. E gradualmente, reassumia o seu lugar no
comportamento humano.
Manifestações
de abusos, intolerância, desrespeito aos direitos humanos, quebra da ordem
jurídica, tortura, atos de violência extrema contra populações indefesas,
submissão do setor judiciário ao totalitarismo, ao “clamor das ruas” ou às
pressões da mídia, extinção do estado democrático de direito. Enfim, o abandono
consentido de práticas civilizatórias, veio a evidenciar que o Nazismo,
redivivo, está sim presente nos mais diversos países. E que para assegurar o
lucro, mesmo indevido e garantir os interesses ilegítimos de Estados e Nações,
estaria permitida a prática de métodos persuasórios ilícitos ou da força
militar explícita para a consecução de tais objetivos.
Caberia,
portanto, à consciência crítica da Sociedade fazer a denúncia bem fundamentada
de tais métodos e manipulações. Como o fez – de maneira serena e corajosa – o
sociólogo Jessé Souza em “A Tolice da
Inteligência Brasileira”. Demonstrando seu elevado grau de ousadia
acadêmica, desde a escolha do título, o autor revisa conceitos estabelecidos
por acadêmicos consagrados, ícones inquestionáveis da Sociologia brasileira.
Submetendo-os ao escrutínio científico atual. Bem distante de uma iconoclastia
oportunista e superficial, procura demonstrar possíveis vieses e equívocos de
mestres do conhecimento sociológico. Num país em que estes reinam soberanos. Tranquilos,
intocáveis, absolutos no pensamento acadêmico. Que nunca ousou criticá-los.
E o
mais importante, denunciando, de maneira firme e inteligente, nos limites da
ortodoxia acadêmica, a forma insidiosa de dominação exercida pelos impérios
financeiros. Fazendo cidadãos adultos - crédulos e atilados- de países
aparentemente livres e soberanos, assimilarem conceitos equivocados e
manipuladores, que servem, tão somente, aos interesses escusos desses Impérios.
Este,
talvez, o mérito maior do corajoso livro do sociólogo Jessé Souza: mostrar que
o Brasil não é uma pátria assim tão distraída.
Ainda
há vida inteligente na nação tupiniquim.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
PROMOVEC EM AÇÃO
A Diretoria Provisória da PROMOVEC, capitaneada pelo Presidente Carlos Dutra, tem realizado inúmeras ações em prol da comunidade de Cotovelo, Pium e adjacências.
Ontem, em sua residência, realizou uma reunião onde foram feitas designações para composição de Comissões e discutidas outras ações importantes para o bem estar de todos.
Fiquei compondo a Comissão de Divulgação ao lado de Eugênio Batista Rangel e Sonia Maria Fernandes Faustino com a missão de preparar um Informativo.
Nosso associado Eugênio, em nome da PROMOVEC deu assistência aos trabalhos desenvolvidos pela Ong. ATITUDE, durante Oficina de Origami
Na ocasião tratou do assunto pertinente ao meio ambiente.
Segundo notícias veiculadas por Eugênio, a Prefeitura de Parnamirim está instalando luminárias na Orla de Cotovelo.
Este cachorro está abandonado e é motivo de preocupação dos nossos associados Octávio Lamartine e Andrea Leal, que estão procurando uma entidade que possa recolher o animal e tratá-lo. É uma ação humanitária que merece respeito e aplauso.
Os dois pontos fundamentais da ação da Entidade são: SEGURANÇA E LIMPEZA. A primeira está funcionando a contento, com as motos passando 24 horas por dia e a limpeza tem sido motivo de reiterados mutirões dos associados. Sem dúvida, 2016 está diferente. Está melhor.
CARTAS DE COTOVELO 02/2016
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, veranista
O QUE POR UM NETO NÃO SE FAZ!
Passava das 24h30m da véspera do Dia dos Santos Reis quando o meu neto Guilherme acordou chorando, com dor de ouvido.
Fizermos pequena massagem, pois certamente o sofrimento era resultante de excesso de banhos de mar. Após isso colocamos o medicamento adequado e, a Zero hora de hoje ele adormeceu.
Uma hora depois retorna chorando - queria colo e caiu na rede deste avô, ali ficando acomodado, embora provocando o inverso ao velho, que suportou o mal jeito até 2h40m.
Sorrateiramente conseguimos sair da rede, deixando o netinho quieto. E agora? se todos dormiam e não vislumbramos lugar para dormir, pois no quarto não tinha mais armadores.
Tiramos duas redes de um saco de roupas e colocamos no chão com travesseiros altos e aí deu para dar um jeitinho. Contudo, a nossa escassa musculatura ditada pelos anos deixava vulnerável a estrutura óssea e então vieram os incômodos.
Pelas 4h da matina, Dona Therezinha, minha companheira, acordou e horrorizada protestou contra aquela dormida no chão e compartilhou o colchão, como já fazia há 52 anos e nesse aconchego conseguimos dormir por cerca de uma hora, pois às 5 já começa a labuta doméstica.
No entanto, a noite indormida teve os seus lances construtivos, permitindo avaliar situações como dos moradores de rua e dos plantonistas nos hospitais.
Para que reclamar - foi só uma noite.
O que por um neto não se faz!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Homenagem à minha estimada Amiga Lúcia Helena
QUERO O SEU OLHAR DE SOL
Lúcia Helena Pereira
Lúcia Helena Pereira
Sim, quero o seu olhar de sol,
Sem a venda intrusa que a poeira cobre e ofusca.
O Seu olhar é mirante de alegrias
Alegoria festiva, convidada para os carnavais.
Sem a venda intrusa que a poeira cobre e ofusca.
O Seu olhar é mirante de alegrias
Alegoria festiva, convidada para os carnavais.
Vejo uma dança branca em seu olhar de mel
Requebrando-se numa esquina azul,
Onde uma íris enfeitada de doçura,
Ensaia passos ao redor do palco âmbar.
Requebrando-se numa esquina azul,
Onde uma íris enfeitada de doçura,
Ensaia passos ao redor do palco âmbar.
Quero o seu olhar em irradiante luz,
Em terceira dimensão, com visões rosadas
De lírios se abrindo, num muro cor de primavera
Flambada de sol.
Em terceira dimensão, com visões rosadas
De lírios se abrindo, num muro cor de primavera
Flambada de sol.
Vejo a retina do seu olhar vestida de cristais
Porque tudo nele é luz, claridade,
É potencial de distância alcançada
No seu doce e puro olhar de amor.
Porque tudo nele é luz, claridade,
É potencial de distância alcançada
No seu doce e puro olhar de amor.
Quero o rio brilhando em seu olhar
Que aponta faróis incandescentes
E contempla o dia e a noite,
Com uma clareza certamente pródiga.
Que aponta faróis incandescentes
E contempla o dia e a noite,
Com uma clareza certamente pródiga.
E beijo o calor que emana do seu olhar
Nele um bafo de anjo já suspira
Anunciando o novo dia,
A nova luz do véu estelar do seu olhar.
Nele um bafo de anjo já suspira
Anunciando o novo dia,
A nova luz do véu estelar do seu olhar.
Quero o seu olhar completamente enfeitado
Onde namoram paisagens e flores se acasalam
Junto aos pássaros do amanhecer,
Em muita luz, brilho e um verde exuberante.
Onde namoram paisagens e flores se acasalam
Junto aos pássaros do amanhecer,
Em muita luz, brilho e um verde exuberante.
Porque o seu olhar vem da canção diurna,
Embora mudo, seu olhar canta a pulsação
Da melodia em notas magistrais,
Dó, ré, fá, sol, lá, si...
Embora mudo, seu olhar canta a pulsação
Da melodia em notas magistrais,
Dó, ré, fá, sol, lá, si...
Quero o seu olhar derramando vestígios
Espalhando a dança dos pirilampos
Num chão de folhas frescas e perfumadas,
Onde o sol desmaia tênues fios.
Espalhando a dança dos pirilampos
Num chão de folhas frescas e perfumadas,
Onde o sol desmaia tênues fios.
Esse seu olhar de bicho na escuridão das matas
Divisando mistérios, acendendo clareiras,
Olhar de fogo, ardor, olhar de brisa e amanhecer
Um olhar ocre, cheio de milagres.
Divisando mistérios, acendendo clareiras,
Olhar de fogo, ardor, olhar de brisa e amanhecer
Um olhar ocre, cheio de milagres.
Quero o seu olhar abrindo as cortinas
Do grande palco da vida.
Quero-o com novo figurino, bons atores,
Quero um filtro delicado para o licor do seu olhar.
EU QUERO!
Do grande palco da vida.
Quero-o com novo figurino, bons atores,
Quero um filtro delicado para o licor do seu olhar.
EU QUERO!
domingo, 3 de janeiro de 2016
CARTAS DE COTOVELO 01/2016
CONFLITO DE EMOÇÕES
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
Na travessia para a minha Pasárgada, tive pequeno problema de saúde, algo nunca antes acontecido no caminho do meu Veraneio dos anos pretéritos - um inesperado "pique" de glicose no sangue, que dificultou até a condução do veículo em determinado momento. Quase parei, mas após alguns exercícios respiratórios recobrei a plenitude do metabolismo e consegui, com segurança, terminar a missão - chegando incólume à casa de Cotovelo.
Pensei negativo - não vou desenvolver os meus programas e projetos mentalizados para esse primeiro mês de 2016. Não tive alternativa, tranquei-me nas quatro paredes do meu quarto e fatiei o sono pela longa noite do dia 02.
Na alvorada do dia seguinte, ainda mantendo a "morgação" do dia anterior, tomei café e entrei nas malhas da "internet" (Computador e celular), que este ano funcionam a contento - até agora, e deparo-me com notícias alvissareiras e outras desagradáveis:
Eduardo Gosson assumiu no sábado a direção da União Brasileira de Escritores, Seção do Rio Grande do Norte, numa demonstração de empenho desmedido, mercê dos problemas de saúde e outros que atravessa;
notícias registram o sucesso da operação limpeza feita pelos associados da PROMOVEC, sob o comando do Dr. Carlos Dutra e Nascimento e colaboração dos demais.
Em seguida tomo conhecimento de um fato trágico - Gizélia, a filha dos meus amigos Rotarianos Joãozinho Paiva e Paula foi abatida por um casal de bandidos defronte a uma padaria. Perdi o entusiasmo e dei-me a registrar os acontecimentos em meu Blog.
Após compressas de gelo, senti aliviadas as dores abdominais até o momento de um almoço "diet". Depois liguei a televisão e tive a grata surpresa de assistir o primeiro programa da série "The Voice Kids" e aí vieram novas emoções.
No desfilar dos artistas mirins encontrei o meu passado dos anos 50, quando participei dos devaneios de infância, ao lado de outros amigos da mesma idade - Edmilson Avelino, Odúlio Botelho, Elino Julião, Laudicéia Paiva, José Filho, Agnaldo e Selma Rayol nos palcos do Cinema São Luiz e da Rádio Poti, nos programas Vesperal dos Brotinhos de Luiz Cordeiro e Domingo Alegre de Genar Wanderley.
Tempos bem diferentes, onde a tecnologia não permite um elo comparativo racional, mas persistindo os mesmos sonhos, alguns logo desfeitos e outros que se concretizaram no tempo.
Instalava-se em mim um tempo de recordações - dos pardais nos verdes dos quintais - um verdadeiro conflito de emoções.
Aguardo a noite para consolidar o sono. Conseguirei?
UBE-RN TEM NOVA DIREÇÃO
FOTO: GOSSON ladeado por Carlos Morais, Manoel Marques, Roberto Lima e Jânia Souza
Outro flagrante
Neste sábado, dia 02, no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, tomou posse a nova Diretoria da UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES, Seção do Rio Grande do Norte, tendo como Presidente o escritor EDUARDO GOSSON, um verdadeiro abnegado pela cultura, apesar do seu estado de saúde e outros problemas.
PARABÉNS á cultura do Rio Grande do Norte pela posse de um dos seus maiores defensores.
PARABÉNS. VAMOS À LUTA!
A FAMÍLIA ROTARIANA ESTÁ DE LUTO
Este ano de 2016 está iniciando com tristeza e dor para a família Rotariana. Acabo de receber notícia do falecimento de Gizélia, filha de Joãozinho e Paula, vítima de um assalto. Era mãe de Ana Paula.
O velório será no Morada da Paz da Rua São José, a Missa às 14 horas no mesmo local e o sepultamento ocorrerá às 16 horas no Cemitério de Emaús.
Oração de São Bento:
A Cruz Sagrada seja a minha Luz
Nenhum Dragão seja o meu guia
Retira-te Satanás
Não me venha com ideias vãs
É mal o que tu me oferece
Beba tu mesmo o teu veneno
Ó Patriarca São Bento, rogai por nós pecadores
Nenhum Dragão seja o meu guia
Retira-te Satanás
Não me venha com ideias vãs
É mal o que tu me oferece
Beba tu mesmo o teu veneno
Ó Patriarca São Bento, rogai por nós pecadores
para que sejamos dignos da presença de Cristo!
Amém !
Amém !
Queridos Amigos Joãozinho e Paula, recebam a nossa solidariedade cristã, na certeza de que o Altíssimo receberá em sua Santa Casa a pranteada Gizélia e as autoridades deverão reparar essa absurdo com enérgica punição.
Não acreditar nisso é sucumbir no caos do final dos tempos.
A FAMÍLIA ROTARIANA, SOB O COMANDO DE AVELINO E DO GOVERNADOR JADIR ESTARÁ AO LADO DE VOCÊS
PROMOVEC EM AÇÃO
Mais uma iniciativa dos associados da PROMOVEC - recolher o lixo da praia, sendo motivo de elogios e da admiração dos turistas, que até pediram para disponibilizar sacos para que possam também colaborar. Que esse gesto desperte a atenção da Prefeitura de Parnamirim, para complementar o que é de sua competência.
As motos continuam a passar na sua missão de segurança. Parabéns à MASTER
Flagrantes da AÇÃO LIMPEZA
Bravo Companheiros
Belo exemplo
Vejam essa vítima da poluição, engalhando em plástico. Precisamos salvá-la!
Amigos, passarei a divulgar as ações da PROMOVEC e informes da Diretoria comandada pelo Dr. Carlos Dutra neste blog. Lamento não poder estar presente a esta última iniciativa do sábado porque cheguei doente, com um pico de glicose no sangue. Mas vou me recuperar e participal da luta.
FELIZ VERANEIO
sábado, 2 de janeiro de 2016
OAB/RN EMPOSSA NOVOS DIRIGENTES
NO PRIMEIRO DIA DE 2016 A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, SEÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE REALIZOU SOLENIDADE NO AUDITÓRIO DA VELHA SEDE DA AV. CÂMARA CASCUDO, PARA EMPOSSAR OS NOVOS DIRIGENTES SECCIONAIS, CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO RIO GRANDE DO NORTE E DA SUBSECCIONAL DE GOIANINHA
MESA DOS TRABALHOS SOB O COMANDO DE SÉRGIO FREIRE
PAULO COUTINHO - O COMANDANTE NO TRIÊNIO 2016-2018
FLAGRANTES DOS CONSELHEIROS EMPOSSADOS
AINDA FLAGRANTES DA SOLENIDADE
A TODOS, OS
NOSSOS VOTOS DE POFÍCUAS GESTÕES
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
FIM DE ANO
Sem deixar saudades, chegamos ao final de 2015, caracterizado como o ano da mentira, do engodo, da corrupção e da retirada da máscara.
Os confrontos e conflitos entre governo e oposição não levaram a nada, senão a uma crise institucional sem precedentes e com poucas perspectivas de um breve fim. As sequelas continuarão no ano de 2016 que de bom só a ilusão das festas indevidas, pois diante da situação o mais prudente era a busca dos templos, a proximidade de Deus.
O povo continua em sua letargia, sem atentar para a verdade que ronda o novo ano.
De qualquer forma, meus queridos leitores, não percam a esperança de que podemos dar a volta por cima, desde que assumamos a responsabilidade pelo futuro deste País e possamos crescer na direção do civismo e saibamos, afinal, dar uma lição de politização no próximo pleito.
O Brasil tem jeito sim, bastando que TODOS concentrem suas forças no caminho da recuperação, buscando a superação financeira das atividades produtivas; fiscalizando com extremo vigor a atuação das Casas Legislativas; cortando as gorduras que envolvem certa casta de servidores públicos com auxílios/ gratificações esdrúxulas e liberalidades inexplicáveis.
A palavra de ordem para 2016 deve ser HONESTIDADE E TRABALHO.
Até o ano que vem. Um abraço de Carlos Roberto de Miranda Gomes
OI, PESSOAL,
O
artigo acima, que Diá nos enviou, mas se esqueceu de identificar, é
uma matéria de opinião da Folha de São Paulo de hoje, do jornalista
Bernardo Mello Franco (Pág. A 2).
Também
na mesma página, há um editorial sobre a Carta de Reconciliação, da
Santa Sé, sobre o Padre Cícero Romão Batista, de Juazeiro do Norte.
Muito interessante e que vale a pena ser lido. A Revista Isto É, desta
semana, trouxe matéria semelhante, sob o título "A Igreja faz as pazes
com Padre Cícero" (páginas 78/79).
Abs. Raimundo.
O BISPO DOS POBRES
BRASÍLIA - A ausência de
brasileiros na lista de vencedores do Prêmio Nobel costuma ser apontada como um
dos sintomas do nosso atraso. Muitos governos colaboraram para isso ao deixar de
investir em pesquisa e educação pública.
Outros preferiram
sabotar diretamente os candidatos daqui. Foi o que aconteceu com dom Helder
Câmara, indicado ao Nobel da Paz nos anos 70, durante a ditadura
militar.
Na semana passada, um
relatório divulgado pela Comissão da Verdade de Pernambuco mostrou como o regime
se mobilizou para impedir que o bispo fosse premiado. Os generais não perdoavam
sua luta pelos direitos humanos, contra a tortura e a favor dos mais
pobres.
A comissão localizou
documentos secretos do Itamaraty sobre a campanha contra dom Helder no exterior.
Telegrama de 1971 do embaixador Jayme de Souza Gomes, representante do Brasil em
Oslo, comprova a existência de um "programa de ação contra a candidatura do
arcebispo de Recife e Olinda".
Uma das táticas da
ditadura foi ameaçar empresários escandinavos, avisando que a premiação de dom
Helder poderia "por em risco os capitais estrangeiros" no
país.
No front doméstico, a
perseguição era mais bruta. Em 1969, a repressão torturou e matou o padre
Antônio Henrique Pereira Neto, auxiliar próximo do bispo. A imprensa foi
proibida de noticiar o crime, que comoveu milhares de fiéis.
A censura impedia
publicações sobre dom Helder, a não ser para criticá-lo. O escritor Nelson
Rodrigues, defensor do regime, costumava chamá-lo de "ex-católico" e "arcebispo
vermelho". "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto
por que eles são pobres, chamam-me de comunista", reclamava o
sacerdote.
Há oito meses, o
Vaticano autorizou a abertura do processo de beatificação e canonização de dom
Helder. O bispo não ganhou o Nobel, mas pode virar santo. Feliz
Natal.
____________________
Colaboração de Odúlio Botelho
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
ORDEM DOS ADVOGADOS DO RN ESTÁ EM NOVA CASA
Nesta segunda-feira 28 de dezembro, quando o dia se entregava aos braços da noite, foi inaugurada uma nova casa da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte.
O evento foi muito concorrido, contando com a presença do Presidente do Conselho Federal, Advogado Marcos Vinícius, do Senador Garibaldi Alves Filho e representantes de todos os segmentos da área jurídica,Poder Judiciário, Ministério Público e principalmente da Classe dos Advogados, inclusive de outros Estados brasileiros..
Gostaria de registrar um fato que muito me marcou, quando já iniciada a solenidade do ex-Presidente Paulo Eduardo Teixeira, eleito para o Conselho Federal e que compunha a Mesa dos Trabalhos, solicitou ao Cerimonial que me convidasse para a Mesa em seu lugar, oportunidade em que recebi uma calorosa recepção do auditório e das autoridades. O gesto foi a um só tempo de humildade daquele valoroso colega e de grandeza em ceder a honra de ser membro da Mesa para este velho Membro Honorário Vitalício.
O comando seguro do Presidente Sérgio da Costa Freire garantiu o brilho da solenidade
Presente, também, o Presidente eleito Paulo Coutinho, atual Presidente da CAARN
Creio que a festa da nossa Seccional não poderia ser mais bela ao mesmo tempo em que parcimoniosa. Durante o desenrolar da sessão pude recordar as velhas sedes que abrigaram a nossa OAB/RN, na seguinte ordem: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte,
Em determinado momento de crise política (1935 a 1937) funcionou na Associação Comercial, ainda existente, também no bairro da Ribeira - Av. Duque de Caxias, vizinho ao Grande Hotel..
No início dos anos 40 funcionou no majestoso Teatro Carlos Gomes, no tradicional bairro da Ribeira, hoje Alberto Maranhão
Em 1945. na gestão do Presidente Silvino Bezerra Neto foi feito o pleito ao Interventor Miguel Seabra Fagundes para a cessão de um prédio para servir de sede da OAB/RN, tendo sido atendido no mês de dezembro daquele ano, na Rua da Conceição nº577, no Corredor Histórico de Natal
Considerando o interesse da Assembleia Legislativa do Estado em construir a sua sede própria, foi realizada uma permuta em 1974, gestão do Presidente Eider Furtado de Mendonça e Menezes, com o prédio do Tribunal de Justiça, construção concebida pelo arquiteto Herculano Ramos em 1906 para abrigar o Congresso Legislativo Estadual. A mudança somente ocorreu em 1978, na gestão de Valdir Freire. Eu assisti toda a transação, na condição de Conselheiro.
Agora o colosso da nova sede, inaugurada em 28 de dezembro de 2015, num esforço que teve início na gestão de Paulo Eduardo Teixeira, com a doação do terreno pela Governadora Vilma de Faria, gesto que mereceu justa homenagem na sessão solene, através de sua filha Deputada Márcia Maia.
Momento do descerramento da Placa alusiva à inauguração, com a presenta de ex-Presidentes, entre os quais o administrador deste Blog.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Uma grande lição de uma criança autista. Vale a pena ler até o
Assunto:
Na web, Marcos Mion revela presente inusitado que filho autista pediu no
Natal. Além de Romeo, 9 anos, Marcos Mion é pai de Donatella, 5, e Stefano,
3.
Marcos Mion, Na publicação no seu facebook, o apresentador do "Legendários",
da record, disse: "Me sinto abençoado e extremamente feliz por ter sido
escolhido por Deus para ser pai de uma criança autista, ou como eu prefiro
dizer, o guardião de um anjo. O meu Romeo".
LIÇÕES QUE APRENDI COM MEU FILHO AUTISTA
Este texto é uma reflexão natalina. Um aprendizado.
Quanto mais leio para meus filhos sobre o "menino" Jesus e toda sua
sabedoria, mais a identifico dentro da minha própria casa.
Não apenas os discípulos, mas todos que o conheciam, chamavam o menino Jesus
de mestre.
Mestre não é um titulo que alguém pode atribuir a si mesmo. O mestre nasce
da capacidade do interlocutor de reconhecer a sabedoria quando entra em
contato com ela.
O mestre, para existir, por mais sábio que seja, depende da humildade
daqueles ao seu redor de se reconhecerem numa posição de inferioridade, de
aprendiz.
(E é assim que me sinto. Humilde e extremamente feliz de dividir meu dia a
dia com uma criança que ilumina e engrandece todos ao seu redor)
Todos ja me viram falar publicamente que me sinto abençoado e extremamente
feliz por ter sido escolhido por Deus para ser pai de uma criança autista,
ou como eu prefiro dizer, o guardião de um anjo. O meu Romeo.
Sempre que faço algum post, aparecem centenas de pais comentando e dividindo
o mesmo sentimento de gratidão. Como se fosse um clube que, quem não faz
parte, secretamente agradece e não consegue nem começar a entender pq
aquelas pessoas são tão gratas por fazerem parte dele.
Afinal, como que, na pratica, meu filho me faz tanto bem? Como uma criança
que, aparentemente, tem dificuldades consegue me ensinar?
Como falei acima, parte da minha capacidade de identificar a sabedoria e
transformá-la num aprendizado.
Vou contar o que aconteceu este Natal e qual foi a lição que Romeo nos deu.
Como de costume, pelo fim de Novembro, minha esposa, Suzana, e eu juntamos
os tres para fazer a carta do Papai Noel.
- "Eu quero infinitos Legos!", disse o Stefano.
- "Calma que ja tenho minha lista separada em imagens no ipad", disse
Doninha, lembrando da quantidade razoavelmente grande de presentes que ja
tinha separado entre borrachas da Hello Kitty e um tenis da Nike, alem de
varias coisas de menina de marcas que ela gosta.
Resumindo? Duas listas extensas e extremamente comuns para crianças que
convivem num mundo tecnológico, repleto de marcas, com demandas que eu
considero ridículas de consumismo. Propagandas em todo lugar, aquela maldita
sensação, que eu odeio, causada na escola que é necessário ter pra existir.
Sensação que lutamos muito contra em casa enchendo as crianças de auto
confiança, dando "centro" pra elas saberem que o que interessa na vida não
são as coisas que o dinheiro compra, mas que, por motivos óbvios, sempre
cerca qualquer criança hoje em dia. Ainda mais na época do Natal!!
Até que chegamos no Romeo e indagamos o que ele gostaria de ganhar do Papai
Noel.
"Uma escova de dentes azul".
E agora chegamos no ponto crucial desse texto.
Se você der risada com essa resposta e pensa que o menino autista realmente
esta fechado no seu mundo e não conecta com a realidade, que é filho de um
artista de tv, que poderia pedir qualquer coisa no mundo que ganharia e,
burro, pediu só uma escova de dentes azul, esse texto não vai fazer sentido
algum pra você. Pode parar por aqui. Você não consegue identificar um
ensinamento quando se depara com um.
Suzana e eu, instantaneamente ficamos emocionados com aquela resposta.
No meio de tanto consumismo, numa época que virou símbolo de consumismo,
nosso mestre, sem saber, sem ter a consciência externa do que estava
fazendo, afinal sua sabedoria é nata, é orgânica e instintiva, colocou
nossos pés no chão, nos remontando com os verdadeiros valores do Natal.
O que realmente vale nessa vida? Essas coisas materiais vão com o tempo,
quebram, ficam velhas e obsoletas tornando-se um lembrete vivo e constante
de dinheiro que jogamos pela janela adquirindo valores que não interessam.
Não serei hipócrita e dizer que não é saudável comprar brinquedos e
presentes. Não é isso. Sou totalmente a favor de usar o ato da compra
material como recompensa e até como educação, inclusive de valores morais,
mas fato é que existe um grande exagero nas proporções que o consumismo
tomou hoje em dia, como mencionei explicando os pedidos dos meus outros
filhos.
Ainda perguntamos pra ele se não queria mais nada, um bichinho de pelúcia
que ele adora, um ipad novo que, para quem não sabe, é uma das ferramentas
mais poderosas de comunicação dos autistas com o mundo exterior, mas ele foi
categórico: "uma escova de dentes azul. É isso que eu quero ganhar do Papai
Noel".
Até que finalmente chegou o dia do Natal. Fizemos a comemoração da véspera,
deixamos os cookies feitos em família na varanda para o bom velhinho e todos
foram dormir muito ansiosos com a visita do Papai Noel na madrugada.
Não preciso dizer que 5:00 am ja ouvi Tefo rasgando papel de presente!
rs.
Levantamos para acompanhar e viver com eles todo esse momento magico que tem
data de validade, pois a crença real no Papai Noel não é eterna e, hoje em
dia, acaba cada vez mais cedo. E enquanto Tefo e Doninha pareciam dois
demônios da tasmânia envoltos em presentes e embrulhos, abrindo mais um e
mais um e mais um, Romeo assistia de longe com um certo grau de tensão no
ar.
"O Papai Noel trouxe minha escova de dentes azul?" ele perguntava sentindo o
que eu identifiquei como medo de frustração! Uma real incerteza se ganharia
aquele único e tão valioso presente. Lembrem que isso foi na manhã do dia
25, quase 2 meses depois do dia que escreveram as cartas e essa ainda era
sua única vontade, seu único desejo de Natal.
Conduzi Romeo até arvore e o deixei identificar o presente com seu nome!
Fico emocionado ao lembrar, ele abriu o embrulho com uma expectativa tão
grande, uma ingenuidade e um doutorado em desapego que, quando o ultimo
pedaço de papel revelou sua escova de dentes azul, ele foi tomado de
emoção!! Abaixou a cabeça num alivio e se atrapalhou de tão forte que essa
emoção veio.
Sim, ele chorou.
Chorou de alegria, inundado pela mais pura e bela emoção! Eu e Suzana
choramos juntos.
Tão pouco.um presente tão simples.e aí me deu o estalo. Mestre! Entendi que
era algo muito maior do que uma simples escova de dentes. Ali, naquela
emoção, naquela pureza, naquela humildade e, acima de tudo, naquele
desapego, tive a maior lição de Natal da minha vida.
Obrigado Mestre, por mais uma. Te amo.
____________________Na web, Marcos Mion revela presente inusitado que filho autista pediu no
Natal. Além de Romeo, 9 anos, Marcos Mion é pai de Donatella, 5, e Stefano,
3.
Marcos Mion, Na publicação no seu facebook, o apresentador do "Legendários",
da record, disse: "Me sinto abençoado e extremamente feliz por ter sido
escolhido por Deus para ser pai de uma criança autista, ou como eu prefiro
dizer, o guardião de um anjo. O meu Romeo".
LIÇÕES QUE APRENDI COM MEU FILHO AUTISTA
Este texto é uma reflexão natalina. Um aprendizado.
Quanto mais leio para meus filhos sobre o "menino" Jesus e toda sua
sabedoria, mais a identifico dentro da minha própria casa.
Não apenas os discípulos, mas todos que o conheciam, chamavam o menino Jesus
de mestre.
Mestre não é um titulo que alguém pode atribuir a si mesmo. O mestre nasce
da capacidade do interlocutor de reconhecer a sabedoria quando entra em
contato com ela.
O mestre, para existir, por mais sábio que seja, depende da humildade
daqueles ao seu redor de se reconhecerem numa posição de inferioridade, de
aprendiz.
(E é assim que me sinto. Humilde e extremamente feliz de dividir meu dia a
dia com uma criança que ilumina e engrandece todos ao seu redor)
Todos ja me viram falar publicamente que me sinto abençoado e extremamente
feliz por ter sido escolhido por Deus para ser pai de uma criança autista,
ou como eu prefiro dizer, o guardião de um anjo. O meu Romeo.
Sempre que faço algum post, aparecem centenas de pais comentando e dividindo
o mesmo sentimento de gratidão. Como se fosse um clube que, quem não faz
parte, secretamente agradece e não consegue nem começar a entender pq
aquelas pessoas são tão gratas por fazerem parte dele.
Afinal, como que, na pratica, meu filho me faz tanto bem? Como uma criança
que, aparentemente, tem dificuldades consegue me ensinar?
Como falei acima, parte da minha capacidade de identificar a sabedoria e
transformá-la num aprendizado.
Vou contar o que aconteceu este Natal e qual foi a lição que Romeo nos deu.
Como de costume, pelo fim de Novembro, minha esposa, Suzana, e eu juntamos
os tres para fazer a carta do Papai Noel.
- "Eu quero infinitos Legos!", disse o Stefano.
- "Calma que ja tenho minha lista separada em imagens no ipad", disse
Doninha, lembrando da quantidade razoavelmente grande de presentes que ja
tinha separado entre borrachas da Hello Kitty e um tenis da Nike, alem de
varias coisas de menina de marcas que ela gosta.
Resumindo? Duas listas extensas e extremamente comuns para crianças que
convivem num mundo tecnológico, repleto de marcas, com demandas que eu
considero ridículas de consumismo. Propagandas em todo lugar, aquela maldita
sensação, que eu odeio, causada na escola que é necessário ter pra existir.
Sensação que lutamos muito contra em casa enchendo as crianças de auto
confiança, dando "centro" pra elas saberem que o que interessa na vida não
são as coisas que o dinheiro compra, mas que, por motivos óbvios, sempre
cerca qualquer criança hoje em dia. Ainda mais na época do Natal!!
Até que chegamos no Romeo e indagamos o que ele gostaria de ganhar do Papai
Noel.
"Uma escova de dentes azul".
E agora chegamos no ponto crucial desse texto.
Se você der risada com essa resposta e pensa que o menino autista realmente
esta fechado no seu mundo e não conecta com a realidade, que é filho de um
artista de tv, que poderia pedir qualquer coisa no mundo que ganharia e,
burro, pediu só uma escova de dentes azul, esse texto não vai fazer sentido
algum pra você. Pode parar por aqui. Você não consegue identificar um
ensinamento quando se depara com um.
Suzana e eu, instantaneamente ficamos emocionados com aquela resposta.
No meio de tanto consumismo, numa época que virou símbolo de consumismo,
nosso mestre, sem saber, sem ter a consciência externa do que estava
fazendo, afinal sua sabedoria é nata, é orgânica e instintiva, colocou
nossos pés no chão, nos remontando com os verdadeiros valores do Natal.
O que realmente vale nessa vida? Essas coisas materiais vão com o tempo,
quebram, ficam velhas e obsoletas tornando-se um lembrete vivo e constante
de dinheiro que jogamos pela janela adquirindo valores que não interessam.
Não serei hipócrita e dizer que não é saudável comprar brinquedos e
presentes. Não é isso. Sou totalmente a favor de usar o ato da compra
material como recompensa e até como educação, inclusive de valores morais,
mas fato é que existe um grande exagero nas proporções que o consumismo
tomou hoje em dia, como mencionei explicando os pedidos dos meus outros
filhos.
Ainda perguntamos pra ele se não queria mais nada, um bichinho de pelúcia
que ele adora, um ipad novo que, para quem não sabe, é uma das ferramentas
mais poderosas de comunicação dos autistas com o mundo exterior, mas ele foi
categórico: "uma escova de dentes azul. É isso que eu quero ganhar do Papai
Noel".
Até que finalmente chegou o dia do Natal. Fizemos a comemoração da véspera,
deixamos os cookies feitos em família na varanda para o bom velhinho e todos
foram dormir muito ansiosos com a visita do Papai Noel na madrugada.
Não preciso dizer que 5:00 am ja ouvi Tefo rasgando papel de presente!
rs.
Levantamos para acompanhar e viver com eles todo esse momento magico que tem
data de validade, pois a crença real no Papai Noel não é eterna e, hoje em
dia, acaba cada vez mais cedo. E enquanto Tefo e Doninha pareciam dois
demônios da tasmânia envoltos em presentes e embrulhos, abrindo mais um e
mais um e mais um, Romeo assistia de longe com um certo grau de tensão no
ar.
"O Papai Noel trouxe minha escova de dentes azul?" ele perguntava sentindo o
que eu identifiquei como medo de frustração! Uma real incerteza se ganharia
aquele único e tão valioso presente. Lembrem que isso foi na manhã do dia
25, quase 2 meses depois do dia que escreveram as cartas e essa ainda era
sua única vontade, seu único desejo de Natal.
Conduzi Romeo até arvore e o deixei identificar o presente com seu nome!
Fico emocionado ao lembrar, ele abriu o embrulho com uma expectativa tão
grande, uma ingenuidade e um doutorado em desapego que, quando o ultimo
pedaço de papel revelou sua escova de dentes azul, ele foi tomado de
emoção!! Abaixou a cabeça num alivio e se atrapalhou de tão forte que essa
emoção veio.
Sim, ele chorou.
Chorou de alegria, inundado pela mais pura e bela emoção! Eu e Suzana
choramos juntos.
Tão pouco.um presente tão simples.e aí me deu o estalo. Mestre! Entendi que
era algo muito maior do que uma simples escova de dentes. Ali, naquela
emoção, naquela pureza, naquela humildade e, acima de tudo, naquele
desapego, tive a maior lição de Natal da minha vida.
Obrigado Mestre, por mais uma. Te amo.
Colaboração de Ciro Tavares
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
SAUDADE DE BERILO WANDERLEY
BERILO! BERILO!
(poema)
(Sextilhas em pentassílabos)
Em noite de lua,
Poetas à rua,
A musa falou:
- Num sopro divino,
Nasceu um menino;
Berilo chegou.
De olhos tão claros,
Sentimentos raros,
Sorrindo... vivendo!
Cabelos revoltos,
Pensamentos soltos,
Berilo crescendo.
Das letras amante,
Em terras distante,
Saudade sentia.
Amigos, parentes,
Ternuras ausentes,
Berilo sofria.
Sentindo saudade,
Sonhou liberdade,
À terra voltou.
Em mesas de bar,
De novo a cantar,
Berilo chorou.
Chorou de alegria,
Pois tempo fazia
Que assim não chorava.
Amigos à volta,
Su´alma se solta...
Berilo sonhava...
Em meio à seresta,
À musa em festa,
Sorria... sorria...
Dos filhos, a vida;
Esposa querida;
Berilo... alegria.
Mas eis que o destino
Nos rouba o menino
Na flor da idade.
... em noite de lua,
Poetas à rua,
Berilo... saudade.
Wellington Leiros
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