sábado, 19 de dezembro de 2015

ALEGRIA NO SERTÃO


Entre as várias mensagens que recebo diariamente, uma me chamou a atenção - um vídeo mostrando a alegria do povo com a chegada da chuva.
Louvores, gritos de alegria, pessoas se expondo na chuva, realmente uma espontânea forma de agradecer a DEUS a dádiva tão ansiada.
Lembro-me de muitas vezes, quando chegava a chuva, corria para encontrar uma "bica" e ali ficava por algum tempo, como que recebendo diretamente uma benção dos céus.
Aleluia, é o Natal chegando e com ele a esperança de melhores dias.

Chuva

Fernandinho

A noite os céus se fecharam! 
Os ventos já, mudando estão
Sobre os meus pés, terra clama
Eu sei que é tempo, da chuva dos céus
Vai chover...
Porque, Água viva desejamos.
Inunda-nos com Fogo Santo

CHUVA
Toda a terra está cantando
CHUVA
Eu posso ouvir a terra cantando
CHUVA
Seco estou mas estou cantando
CHUVA

Meu coração pesado está
Sinto que é tempo, de sonhar
Eu vejo as nuvens


Sim, preparado estou.
Para dançar sobre o deserto
Esperança em minhas mãos
Água viva, desejamos.
Inunda-nos com Fogo Santo

CHUVA
Toda a terra está cantando
CHUVA
Eu posso ouvir a terra cantando
CHUVA
Seco estou mas estou cantando
CHUVA

Não feche, não feche, não feche os céus
Abra os céus abra os céus, abra os corações

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015


            


LANÇAMENTO REVISTAS
                      
PATRONOS DA ANRL
                                           CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

TRISTE FINAL DE ANO, MAS CRISTO RENASCERÁ




 MASSA DE MANOBRA CONTRA

MASSA DE MANOBRA A FAVOR


O ano que vai terminar não deixará saudades, pois o Brasil perdeu a credibilidade internacional, a inflação voltou com todo o gás, o Parlamento praticou atos contrários à ética e à Democracia, a Presidenta Dilma e o Vice Michel Temer dão sinais de desgaste, o povo é usado como massa de manobra, pro e contra o governo através de passeatas pouco espontâneas, verdadeiros currais, que não levam a nada, mas agravam a vida do povo, já agora com poucas esperanças.
O que esperar de 2016? Muito trabalho, muito sacrifício, novas decepções. Todavia, não devemos esmorecer, vamos começar um novo raiar cívico, selecionando os candidatos que ainda pareçam querer o bem de todos, não votando nos corruptos, manobristas e infiéis aos destinos deste nosso grande País, composto de um povo tolerante, paciente e que ainda vê salvação para o Brasil. Estou com este e tudo farei na trincheira onde possa estar. 
De qualquer forma, desejo a todos a mensagem transcendental que nos inspira o renascimento do Menino Jesus:

Glória a Deus
Nas maiores alturas do Céu!
E paz na terra para as pessoas
A quem Ele quer bem.  (Lucas 2.14)
2015-2016
                       

NATAL FELIZ e
UM ILUMINADO  NOVO  ANO


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

REVISTAS LITERÁRIAS POTIGUARES



O Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, escritor VALÉRIO MESQUITA lançou no último dia 11 o vol. 91 da REVISTA DO IHGRN, tendo por editor responsável o escritor NELSON PATRIOTA, sob o patrocínio do Governo do Estado (Fundação José Augusto-Lei Câmara Cascudo) e da COSERN - Rupo Neoenergia.





O Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Acadêmico DIOGENES DA CUNHA LIMA, na reunião plenária realizada ontem, teve a oportunidade de fazer o lançamento do nº 45 da REVISTA DA ANRL, trabalho dedicado e competente do acadêmico MANOEL ONOFRE JÚNIOR e do escritor THIAGO GONZAGA, que vem circulando com absoluta regularidade.

Parabéns aos ilustres editores e colaboradores.

NOVO IMORTAL DA ANRL




A ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS, em sessão de assembleia geral extraordinária no dia 15 de dezembro do ano corrente, elegeu o seu nome imortal para a cadeira nº 20, cuja Patrona é a poeta Auta de Souza e posteriores ocupantes os Acadêmicos Palmira Wanderley, Mário Moacir Porto, Dorian Jorge Freire e José Hermógenes de Andrade Filho, na pessoa do escritor JARBAS MARTINS.
A sessão foi presidida pelo Presidente da Academia DIOGENES DA CUNHA LIMA, na conformidade do Edital nº 13, de 04/12/2015, com a colaboração da Comissão Eleitoral composta dos Acadêmicos Carlos Roberto de Miranda Gomes, Jurandir Navarro da Costa e Manoel Onofre de Souza Júnior, sob a presidência do primeiro, e da Secretária Leide Câmara.
Eis os números: a) Colégio Eleitoral composto de 34 (trinta e quatro) imortais aptos a votar; b) cadeiras vagas 02 (duas); c) acadêmicos eleitos, mas não empossados 04 (quatro); d) não compareceram 06 (seis) acadêmicos; e) votantes presenciais 18 (dezoito); f) votantes por correspondência: 10(dez); g) quorum estatutário 18 votos. Após verificado o número de cédulas = 28 (vinte e oito), sufragadas de forma direta e secreta, constatou-se o seguinte resultado: Jarbas Martins obteve 25 (vinte e cinco) votos e Tomislav Rodrigues Femenick obteve 03 (três) votos. O Presidente da AGE comunicou que o candidato Tomislav R. Femenick, por telefone, retirou a sua candidatura em razão de doença grave de familiar, que o obrigou a ausentar-se do Estado, embora não tenha havido tempo suficiente para comunicar a todos os acadêmicos, razão pela qual o mesmo chegou a ter seu nome sufragado. Os demais candidatos não obtiveram nenhum sufrágio. Não houve nenhum voto nulo, nem ocorreu nenhuma impugnação, tampouco qualquer anormalidade durante os trabalhos da eleição e apuração, razão pela qual foi comunicado o resultado ao Presidente da ANRL e da AGE que, constatando a obtenção do quorum estatutário (maioria absoluta), no primeiro escrutínio, proclamou eleito para a cadeira nº 20 desta ANRL o candidato JARBAS MARTINS. 

PARABÉNS AO NOVO IMORTAL.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

REVITALIZAÇÃO DA PROMOVEC

 
 Mesa dos trabalhos
 
Fotos da assistência
 
 


No último sábado, dia 12, na residência do Senhor Octávio Lamartine, pelas 9h30m (nove horas e trinta minutos), na residência do Senhor Octávio Lamartine, sita à Rua Trampolim da Vitória, 275 - Praia de Cotovelo – Parnamirim-RN, foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária da ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS, MORADORES E VERANISTAS DA PRAIA DE COTOVELO – PROMOVEC (CNPJ nº 11.982.683/0001-46), com sede e foro à Rua Edgardo de Medeiros, s/n, Roda do Sol, CEP 59.150-00 – Cotovelo-Parnamirim-RN, em segunda convocação, na forma do Edital de 26 de novembro do ano corrente, publicado no jornal Tribuna do Norte, de Natal, edição do dia 01/12/2015, tendo por base legal o art. 60 do Código Civil brasileiros, conforme documento assinado por mais de 1/5 (um quinto) dos sócios fundadores e efetivos da Entidade, assinada pelo sócio fundador Doutor Carlos Alberto Salustino Dutra na condição de representante dos signatários da convocação, que igualmente presidiu a reunião dos associados em AGE, com a finalidade de revitalizar a PROMOVEC, uma vez que os membros de sua Diretoria e Conselho Fiscal estão com os seus mandatos expirados e, em razão desse propósito, atender à seguinte pauta, igualmente publicada na imprensa: a) Revitalização da PROMOVEC, mediante regularização da sua estrutura social, jurídica e fiscal; b) Eleição de uma Diretoria Executiva Provisória para se responsabilizar pela referida regularização; c) Apreciação de propostas de locação da sua estrutura física; d) Recadastramento dos associados; e) Admissão de novos sócios; f) Proposta de alteração estatutária; g) Outros assuntos correlatos. Iniciando os trabalhos o Presidente da reunião fez uma saudação aos presentes e narrou a história, reivindicações e conquistas da PROMOVEC ao longo do tempo. Em seguida designou a pessoa do sócio José Nascimento de Araújo para secretariar a mesma e do sócio Carlos Roberto de Miranda Gomes para prestar assessoria jurídica em razão de ser advogado.
Todos os itens da pauta foram devidamente atendidos e foram tratados vários outros assuntos, notadamente o da segurança pública da praia de Cotovelo e adjacências, para o que recebeu proposta da empresa de segurança MASTER cuja solução ficou de ser objeto de estudo e posterior decisão.
Igualmente, foi eleita uma Diretoria Executiva Provisória para cuidar da regularização da Entidade e condução das providências necessárias, tendo como Diretor-Presidente o Dr. Carlos Alberto Salustino Dutra. 
Ficarei dando notícias através deste blog.
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Fotos: Janice e Carlos Rosso
 
 

domingo, 13 de dezembro de 2015

UMA DESCRIÇÃO MOLHADA NAS ÁGUAS DE UM RIO TRISTE, NA PAISAGEM QUE O CORAÇÃO GUARDA E A DOR CHORA.



O GUAPORÉ
Magdalena Antunes, em Oiteiro, cita as impressões do Dr. Luís Carlos Wanderley sobre o Guaporé que se preparava para receber a visita do Bispo da Diocese de Pernambuco, D. José Pereira da Silva Barros:
“[...] A cidade de Ceará-Mirim está assentada na encosta de um monte pouco elevado e em nível superior ao vale, coberto de canaviais e que dali se estende ao norte a se perder de vista: e o Guaporé, que lhe fica em frente a dois quilômetros, o olha da protuberância de um terreno que acidentalmente ali se eleva. É de uma vista bela, pitoresca, aprazível! Em frente um estendal de verduras, perpassado do límpido ‘rio azul’ e implantado de árvores colossais, de folhagem basta e quase azeitonada; adiante a moderna cidade do Ceará-Mirim, que dali se ostenta, linda como um presépio com o seu templo magnífico, ainda por acabar, com a sua importante casa de mercado, a melhor, sem dúvida, de toda a província, com a sua bela casa de instrução que fez o Coronel Manoel Varela do Nascimento, o Barão de Ceará-Mirim e com o palacete do doutor Barros [...]. Para chegar-se à esplêndida casa do doutor Vicente [o Guaporé] cruza-se uma grande porteira do cercado geral que contém os canaviais; depois atravessa-se outra, cujo cercado feito de postes lavrados a quatro faces e perpassados de fio de arame farpado, abrange a casa de varanda, engenho, casa de purgar, banheiros, cocheira e feitoria. Essa segunda porteira estava ali escancarada e sobre os seus mourões erguia-se um marco de canas verdes, coleando com suas folhas terminais. No pátio e em frente da casa de vivenda, corriam enfileirados dois renques de mastros forrados de folhas verdes e sobre cujos cimos passavam iguais arcos, permeados de bandeiras de vivas cores. [...] O jardim, gradeado de ferro que circula toda a casa, é simétrico e está agora florido e ornado de arcos de canas colossais [...]. No centro do jardim e em frente da porta principal da vivenda há um repuxo que espadana água por meio de um tríplice filete que sai da mão de um negrinho de bronze, colocado em pé no meio do tanque. Daí partem muitas veias d´água, que vão regar os canteiros de rosas, cravos e jasmins. Dois galgos de louça branca, sentados sobre as nádegas, nas bordas do tanque, pareciam sentinelas, ali postas a espreitar quem vem de fora”.
Magdalena diz ter entrado no Guaporé pela primeira vez anos depois e nos relata o que viu:
“Nada mais existia do fausto antigo. As flores do jardim murcharam como os que lá habitaram. Apenas os galgos ainda conservam na fisionomia a ilusão de estarem guardando uma riqueza que passou” (In Oiteiro, de Magdalena Antunes, p. 282-286).
E hoje, nem nem mais os galgos existem...
 

sábado, 12 de dezembro de 2015

CULTURA


 

1816: Primeira fotografia
No dia 9 de maio de 1816, o francês Joseph Nicéphore Niepce conseguiu, pela primeira vez na história, gravar uma imagem com ajuda de uma caixa de madeira numa folha de papel sensibilizado quimicamente.
Imagem captada por Niepce em 1826
Imagem captada por Niepce em 1826
Já no século 15, Leonardo da Vinci descreveu o método e os efeitos da câmara escura. Ele havia constatado que, se na janela de um quarto totalmente escuro fosse recortado um pequeno furo, a imagem do que estava do lado de fora da janela seria projetada na parede dentro do quarto. Só que de cabeça para baixo. As proporções, no entanto, seriam perfeitas.
Depois disso, vários pintores e desenhistas adotaram esta técnica para reproduzir a realidade, através de caixas de madeira pintadas de preto, as chamadas câmaras escuras. No século 19, as invenções e descobertas relacionadas com a Revolução Industrial possibilitaram que se fixasse, em papel ou em metal, a imagem projetada pela câmara escura.
Imagem considerada a mais antiga foto do mundo, de 1825
Êxito, obra do acaso
Niepce, inventor típico de sua época, interessou-se por essa técnica. Depois de muitos anos de frustração, ele conseguiu, finalmente, fixar a imagem, em maio de 1816, com sua Mesa Posta.
Niepce (1765–1833) colocou uma folha de papel sensibilizado quimicamente dentro de uma câmara primitiva apontada para uma mesa posta em seu jardim. Depois de várias horas, ficou gravada no papel uma tênue imagem, considerada hoje a primeira fotografia do mundo. O êxito, entretanto, parece mais ter sido obra do acaso, pois as primeiras fotografias realmente estáveis, que não desapareciam quando expostas à luz, estão separadas umas das outras por muitos meses e até mesmo anos.
Sociedade com Daguerre
Também o pintor e cenógrafo Louis Jacques Daguerre (1787–1851) estava tentando fixar as imagens do mundo real em placas de metal polido, usando o mesmo método da câmara escura. Em 1826, ele começou uma sociedade com Niepce, para a troca de informações. Depois que o sócio morreu, em 1833, Daguerre prosseguiu com as pesquisas sozinho, mas abandonou o papel sensibilizado e se dedicou à placa polida de metal.
Por acaso, descobriu o método da fixação da imagem e assumiu a paternidade do processo que chamou de "daguerreotipia". Com o passar do tempo, a câmara escura, suas lentes e as placas foram substituídas pelo filme e o papel fotográfico, que hoje também já perderam importância com o desenvolvimento da fotografia digital.
Imagem considerada a mais antiga foto do mundo, de 1825:

Outra conquista de Santos Dumont

 
  Um dos feitos mais importantes de Santos-Dumont para o País é completamente desconhecido da maioria dos brasileiros. Em 1916, após visitar Estados Unidos, Chile e Argentina, o inventor foi às Cataratas do Iguaçu. Do lado argentino cruzou para o lado brasileiro e, ao ser informado de que as cataratas eram propriedade particular do uruguaio Jesus Val, resolveu ir a Curitiba propor ao então presidente do Paraná a desapropriação da área e a criação de um parque. Como não havia estrada em mais da metade do caminho, foi a cavalo até Guarapuava. Saiu de Foz do Iguaçu e enfrentou mais de 300 quilômetros pela mata virgem, seguindo pelo aceiro que protegia a linha aberta pela Comissão Telegráfica General Bormann, do Exército, acompanhado de um soldado e do encarregado de manutenção da linha. No caminho, o inventor encarou o desconforto de subir e descer morros, atravessou área indígena, cruzou pântanos, riachos e pontes precárias. 
A chamada Cavalgada Patriótica durou seis dias e continuou de carro e trem até Curitiba, onde em 8 de maio, uma segunda-feira, foi recebido pelo então presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo, e o convenceu a desapropriar as terras ao lado das cataratas, o que foi feito menos de 80 dias depois pelo Decreto 653, de 28 de julho de 1916.
__________________
Colaboração do leitor Bob Furtado
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

MEDALHA "DINARTE MARIZ" - HOJE, DIA 11




PARABÉNS AOS ILUSTRES AGRACIADOS, EM PARTICULAR, A "MACHADINHO", QUE FOI SERVIDOR DA CASA POR MUITOS ANOS, ATÉ O INÍCIO DO ATUAL GESTOR.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

H O J E


DALADIER LANÇA LIVRO - DIA 10



ROTARY CLUB NATAL - SUL HOMENAGEIA LÚCIA





Querida amiga e companheira Lúcia,

Há quase cinquenta anos, você deixou sua cidade natal, Alagoinha, Paraíba e escolheu como destino nossa cidade, com o objetivo de conseguir um emprego. Repito, com suas palavras: “queria trabalhar”.
Aqui teve a sorte de ser apresentada ao Rotary por Joaquim Alves Flor, homem de bem, rotariano de talento, a quem você, conforme me falou, é eternamente grata.
Logo, conseguiu seu primeiro trabalho, assumindo a função de secretária em uma Organização Internacional que contava naquela época sessenta anos de fundação.
E o Rotary, por sua vez, teve também a sorte de receber, em 1965, essa paraibana de apenas 21 anos, jovem corajosa, determinada, guerreira, consciente de sua própria capacidade e convicta de que poderia arcar com a responsabilidade requerida pela função que iria exercer em uma Instituição, até então, por ela desconhecida.
Passo a passo, foi seguindo sua trajetória, folha a folha, foi escrevendo sua história no Rotary, vencendo as dificuldades, enfrentando os desafios, criando soluções, superando seus próprios limites, adquirindo conhecimentos e desenvolvendo habilidades para lidar com as diferentes situações e diferentes pessoas, e, assim, consolidando sua permanência nessa Instituição. E o mais importante, seguiu cultivando amizades, criou laços afetivos e fez grandes amigos, amigos para sempre.
Lúcia não se limitou a ser apenas secretária cumprindo as tarefas e exigências requeridas pelos Clubes e Distrito, relativas a essa função.
Ela foi tesoureira, cozinheira, decoradora, arrumadeira, responsável pelas compras, telefonista, e tudo o mais que fosse necessário. Era, também, guardiã das chaves da ASROCAN, tendo que abri-la, muitas vezes, até nos finais de semana sempre que aquele espaço fosse ser utilizado.
Foi um longo período, “tão cheio e tão fértil que lhe fez esquecer a palavra estou cansada”, como dia um verso de Cora Coralina. Não sabia dizer umj “não” e se desdobrava para atender a todos e tudo fazer, da melhor forma possível, no tempo e na hora certa, por amor e dedicação ao Rotary, seja nas plenárias dos Clubes, nas festivas e eventos maiores como Seminários da Fundação Rotária e Instituto Rotary.
Somos testemunhas da atenção muito especial que Lúcia sempre dedicou ao Interact, Rotaract e aos jovens do Intercâmbio. Em síntese, a AROSCAN se tornara sua própria casa e continuação de sua família.
Por tudo isso, Lúcia, torna-se fácil perceber e entender por que foi tão difícil para você tomar a decisão de encerrar sua jornada, custando-lhe, inclusive, noites insones, conforme me declarou. Os motivos, disse, foram “estritamente pessoais”.
O Rotary estava com você para sempre. Faz parte de sua história e como me falou, tudo o que você sabe aprendeu no Rotary.
Nós, ainda não conseguimos conceber o Rotary sem você e nos questionamos. E agora? Como será?
Suas pegadas e marcas jamais se apagarão. Sua presença será sempre sentida como se estivesse fisicamente pre3sente, na sede ou aqui, logo na entrada, sentada, cumprindo suas tarefas do dia.
Acreditamos que você, nessa nova fase de sua vida, se surpreenderá, muitas vezes, passando as folhas de sua história em nossa Instituição e, em sua memória, reconstituirá os caminhos, tantas vezes percorridos, os fatos e momentos vivenciados, muitos de alegria, alguns, nem tanto, mas você soube superá-los com serenidade e altivez, não abandonando o barco à deriva.
Temos certeza que tudo valeu a pena e essa etapa de sua vida foi muito marcante e feliz.
Como fala o Papa Francisco em seu discurso pronunciado em novembro: “ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem decepções...”
Cada um imagina a felicidade a seu modo. Acreditamos que a sua felicidade é por em prática o “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. Foi o que sempre você fez. E continuará fazendo. Esse lema continuará fazendo parte de sua história.
O mais relevante é que você sai do Rotary de cabeça erguida, com a consciência tranquila do dever cumprido, encerrando, assim, sua carreira com honra e louvor.
Agora, terá mais tempo para dedicar a você mesma e a sua família e para participar do Rotary, como rotariana, sem as responsabilidades assumidas anteriormente nas múltiplas funções que você exerceu.
Na vida, tudo tem seu tempo. Tempo de plantar. Tempo de colher. É chegada a hora de você colher o que semeou ao longo de sua caminhada de quarenta e nove anos.
Nós lhe agradecemos de todo coração, tudo o que você fez pelo Rotary e, particularmente, por nosso Clube.
Viva a sua nova fase de vida com muita alegria. Seja muito feliz.
Receba de cada um de nós um fraternal abraço e nosso aplauso.
_______________________
SELMA PORPINO – reunião do dia 8 de dezembro de 2015
Homenagem a LÚCIA DE FARIAS LUCENA
  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015


Dia da Justiça - 8 de dezembro

Data significativa para os que fazem e os que carecem de Justiça, assim proclamada pela Lei 1.408, de 1951, que criou o feriado em todo o território nacional. A data é comemorada desde 1940, em coincidindo com o Culto à Imaculada Conceição, por iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros.
Em face disso, fica enaltecido o Poder Judiciário que é um dos três poderes da República, junto ao Executivo e ao Legislativo, tendo como missão julgar a aplicação das leis em casos concretos e zelar pelo cumprimento delas, com a finalidade de assegurar justiça a todos e a realização dos direitos e deveres.

Símbolo - Como resultado da influência romana sobre o Direito brasileiro, um dos símbolos mais comuns da Justiça no país é a deusa Iustitia, os olhos vendados indicam que é preferível ouvir a ver e representam imparcialidade em relação às aparências e aos bens materiais.

Os Cursos e Faculdades de Direito têm escolhido a data para realizar as suas colações de grau. Aproveito para homenagear a TURMA DE 1968, a minha turma querida, inesquecível, que atravessou os momentos mais difíceis da história política do Brasil.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DIA 7 - H O J E


10 anos da Editora Sarau das Letras
Segunda, 7 de dezembro às 18:00
Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), Rua Mipibu, 443



domingo, 6 de dezembro de 2015


 
Tenho o prazer de divulgar o poema Rastros, da querida amiga RIZOLETE FERNANDES, do livro Vento da Tarde, traduzido para o francês pela jornalista e escritora Maggy de Coster, diretora du Manoir des Poètes, site e revista.
Abraços poéticos,
Rizolete
-- 
Señales/Signaux
 
Les signaux sont à profusion
aux multiples intersections
de la route que je parcours
 
Ce sont des traces titubantes
sans profondeur ni horizon
parfaite désorientation
 
D’autre pas se révèlent déjà fermes
trajet rythmé vers le nord
reculs et progressions habiles
de la voyageuse du matin
 
Rizolete Fernandes
 
Traduit de L’espagnol par Maggy De Coster

le site perso de Maggy De COSTER 
Le site du Manoir des Poètes



RASTROS
 
 Há de rastros profusão
 nos múltiplos entroncamentos
 da estrada que percorro

 São pegadas titubeantes
 sem profundeza e horizonte
 perfeita desorientação
 Já outras são firmes passos
 trajeto com ritmo e norte
 hábeis recuos e avanços
 na manhã da caminhante
 

sábado, 5 de dezembro de 2015


 

Mundo Cordel
 – Marcos Mairton
CANTORIA DE EXCELÊNCIA

Diz a lenda que, certa vez, em um lugar frequentado por muitas autoridades, uma dupla de cantadores foi contratada para se apresentar, mostrando um pouco da arte do repente.
Depois de apresentarem sextilhas e setilhas, e de glosarem vários motes, à escolha dos organizadores do evento, chegou a hora do desafio.
Nesse momento, um dos convidados, tendo conhecimento de que às vezes os combates dos repentistas são um tanto renhidos, advertiu os artistas que mantivessem o embate em um nível adequado à respeitabilidade das autoridades presentes.
– Se possível, – disse o excelentíssimo convidado – seria interessante até que os senhores tratassem um ao outro por “vossa excelência”, como costumamos fazer entres nós.
Ouviram-se alguns aplausos à intervenção feita.
Enquanto isso, os cantadores entreolharam-se e fizeram aparentemente um sinal de positivo, com a cabeça. Um deles respondeu:
– Pode deixar, excelência, que aqui quem manda é o freguês.
E começaram:
Olho pra vossa excelência
E me dá até gastura.
Porque não tem compostura,
Nem respeito, nem decência.
Verdadeira excrescência,
Não cumpre o que é prometido,
Volta e meia anda metido
Em tudo que é obscuro
Por isso estou bem seguro:
Vossa Excelência é bandido!
Vossa excelência devia
Ter cuidado com o que diz,
Pra não ser tão infeliz
Nas coisas que pronuncia.
Quem tem a vossa mania
De roubar essa nação,
Não tem qualquer condição
De me chamar de bandido,
Pois é fato conhecido,
Vossa Excelência é ladrão!
Vossa excelência não tente
Por em mim o seu defeito,
Pois já conheço o seu jeito
Quando rouba e quando mente.
É ladrão reincidente,
Tirando de quem trabalha
Pra dividir com a gentalha
Que compõe sua quadrilha:
O filho, o genro e a filha,
Vossa excelência é canalha!
É melhor deixar em paz
Minha família decente,
Porque nela não tem gente
Que faça o que a sua faz.
Vivem por aqui, atrás
De pegar um descuidado.
É mãe, é filho, é cunhado,
Um bando de vigaristas.
E o chefe desses golpistas,
Vossa excelência, um safado!
Vossa excelência extrapola
Toda minha paciência,
Mas assim vossa excelência,
Se compromete e se enrola.
Vou lhe pegar pela gola,
E jogar dentro do esgoto,
Fedorento, sujo e roto.
E será bem merecido,
Pois, além de ser bandido,
Vossa excelência é um escroto!
Não pense, vossa excelência,
Que me assusta ou me faz medo.
Levantando esse seu dedo,
Prometendo violência!
Conheço toda a sequência
Dessa sua encenação.
Quer bancar o valentão
Mas apanha da mulher
Digo aqui o que eu quiser:
Vossa excelência é um cagão!
Cabra safado, ladrão,
Sujeito de má conduta!
Sua mãe é prostituta,
O seu pai é cafetão!
Não vou lhe meter a mão
Porque sei que você gosta.
No lugar onde se encosta
Fica uma mancha fedendo,
Que todos fiquem sabendo:
Vossa excelência é um bosta!
A essa altura do desafio, tinha gente que aplaudia e dava risada, dizendo que os cantadores levaram muito a sério o pedido para que mantivessem o nível do desafio à altura dos convidados.
Coincidência ou não, o convidado que havia dado a sugestão de os cantadores se tratarem por excelência já havia saído, demonstrando certo constrangimento. Seguiu em direção ao estacionamento, acompanhado por uma fila de excelências menores, que lhe prestavam homenagem.
Os cantadores ainda tinham munição para levar longe a batalha, mas mestre de cerimônias interrompeu os cantadores e os parabenizou, dando por encerrada a peleja.
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Colaboração de Odúlio Botelho