domingo, 4 de janeiro de 2015


O PADRE VISIONÁRIO QUE 

APRIMOROU SUA CIDADE

Tomislav R. Femenick – Historiador, membro da diretoria do IHGRN.
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Nascido em 1897, Luiz Ferreira da Mota administrou a sua cidade por quase dez anos.
O Padre Mota foi prefeito de Mossoró em três condições diferentes, porém contínuas. Na primeira fase (de 19.01.1936 a 07.09.1937), ele assumiu o cargo de Prefeito Provisório, atendendo a um pedido de Rafael Fernandes Gurjão, então interventor do Rio Grande do Norte; a segunda fase, a de Prefeito Eleito pelo voto popular (de 07.09.1937 a 30.12.1039), foi interrompida pelo golpe getulista que criou o Estado Novo; e o terceiro período, o dePrefeito Nomeado (de 30.12.1937 a 03.04.1945), até quando renunciou.
Luiz Ferreira da Mota nasceu no dia 16.04.1897, em Mossoró, onde estudou no Colégio Diocesano Santa Luzia e no Grupo Escolar Trinta de Setembro. Depois foi aluno do Colégio Santo Antonio, em Natal, e do Colégio Salesiano, no Recife. Matriculou-se no Seminário da Paraíba, mas sua meta era ir para o Colégio Pio Latino-Americano, em Roma. No entanto havia um obstáculo: lá todas as aulas eram em latim. Em dois meses aprendeu o suficientemente para atender essa necessidade e, com apenas 17 anos, embarcou rumo à Itália. Lá foi ordenado padre. Depois de quase nove anos, desembarcou no Rio de Janeiro, no dia 07.09.1922, data em que o Brasil comemorava o centenário de sua independência.
Os recursos
Quando Padre Mota tomou posse, as finanças da Prefeitura estavam totalmente desorganizadas. O orçamento era uma peça de ficção, sem qualquer compromisso com a realidade. As despesas eram medidas com um grau de incerteza absoluta, e as receitas tomadas com base nas “visões” do governante da ocasião. Na fase de execução, tudo era pior.
Como o orçamento não existia concretamente, o Padre Mota tomou uma medida radical: somente fazer qualquer gasto, se houver “dinheiro no cofre”, e depois de pagar aos funcionários da Prefeitura.
Em 1936 a Prefeitura arrecadou 442,4 contos; em 1945, no fim de sua gestão, mais de dois mil contos de reis.
O Funcionalismo
Antes do Padre Mota assumir a Prefeitura de Mossoró, os funcionários eram escolhidos por parentesco ou por ligações pessoais, sem levar em conta os conceitos de capacidade e eficiência no trabalho. Muitos lá estavam simplesmente por ocupar “seus” cargos há muito tempo. Havia, também, os simplesmente ineficientes, por incapacidade ou omissão. Por outro lado, todos ganhavam pouco e estavam com os salários atrasados; muitos funcionários não recebiam há mais de seis meses.
O novo prefeito resolveu essa situação do seu jeito, sem causar traumas, porém sem transigir. Conseguiu que muitos se demitissem por iniciativa própria e outros foram afastados. Somente permaneceram aqueles necessários à Prefeitura. Com esse corte, deu para aumentar os salários e colocar a folha em dia.
A Luta pela Água
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Recém-nomeado prefeito, às cinco horas da manhã do dia 20.01.1936 o Padre Mota percorreu a cidade que iria governar. Poucas eram as ruas pavimentadas com pedras calcárias irregulares. A poeira cobria as fachadas das casas com uma camada acinzentada. As águas do rio corriam livremente e adentravam pelo perímetro urbano. Quando o sol estava mais alto, um mormaço começou a se levantar do chão seco das ruas limpas de árvores. Havia poucas plantas em algumas praças, mas eram raquíticas e de pequeno porte. Por toda parte, sujeira e lixo.
Uma das suas primeiras providências foi solicitar ao interventor do Estado a presença urgente de um engenheiro em Mossoró, sem dizer o motivo. Uma semana depois, o padre refez o mesmo itinerário daquela outra manhã, dessa vez acompanhado do engenheiro vindo da capital, “um rapazinho novo, quase sem pelos no rosto”. Expôs suas ideias: canalização do rio aqui, uma ponte ali, calçamento acolá e, assim, foi desfiando o seu rosário de obras. O engenheiro recém-formado ficou meio sem jeito, mas perguntou aonde o padre-prefeito iria arranjar tanto dinheiro para fazer tantas coisas. O padre simplesmente riu.

Ponte Jerônimo Rosado, inaugurada na gestão do Padre Mota.
Em 1936, Mossoró tinha somente quatro ruas calçadas. Em 1940, já eram 14, “sem que sejam incluídas várias travessas”. Em sua gestão, foi construída a ponte Jerônimo Rosado, foram assentados quase 50.000 metros quadrados de calçamento e mais de 6.500 metros de meio-fio. Foram construídos cinco jardins e reconstruídos outros dois, o rio Mossoró foi canalizado na área central da cidade, com a construção de 643 metros de balaustradas na margem esquerda, dotadas de 41 postes de iluminação pública. Sua ideia era que ali fossem instalados hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos do gênero, transformando essa arborizada e larga avenida em um verdadeiro boulevar.
Ecologia e Estética Urbana

Inauguração da ponte Jeronimo Rosado - 19.04.1944 - 470

Ponte Jerônimo Rosado, inaugurada na gestão do Padre Mota.
Em 1936, Mossoró tinha somente quatro ruas calçadas. Em 1940, já eram 14, “sem que sejam incluídas várias travessas”. Em sua gestão, foi construída a ponte Jerônimo Rosado, foram assentados quase 50.000 metros quadrados de calçamento e mais de 6.500 metros de meio-fio. Foram construídos cinco jardins e reconstruídos outros dois, o rio Mossoró foi canalizado na área central da cidade, com a construção de 643 metros de balaustradas na margem esquerda, dotadas de 41 postes de iluminação pública. Sua ideia era que ali fossem instalados hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos do gênero, transformando essa arborizada e larga avenida em um verdadeiro boulevar.
Ecologia e Estética Urbana
Nos anos trinta, nem a palavra ecologia nem a percepção desse conceito eram de conhecimento comum, mas Luiz Ferreira Cunha da Mota também não era um nordestino comum. As suas preocupações para com as coisas da natureza e do ser humano o levaram, quando jovem, a pensar em se formar em Agronomia, antes de querer ser sacerdote. Segundo Vingt-un Rosado, foi a junção dessas duas características – o apego à estética e o horror às feiuras físicas e intelectuais – que levaram o Padre-Prefeito a encher as ruas, praças e avenidas de Mossoró com árvores de Fícus Benjamim. As mudas eram plantadas em terra adubada, eram protegidas por engradados e, caso vingassem, os donos dos imóveis em frente aos quais elas tinham sido plantadas recebia um desconto no imposto predial.
Entre 1936 e 1940, Padre Mota mandou plantar mil árvores; de 1941 a 1945, mais 500. As mudas que não cresciam por qualquer motivo eram substituídas por novas. Sempre havia 1.500 pés de Fícus Benjamim. A grande copa de folha verde escuro amenizava o calor irradiado do sol, que a cidade recebe constantemente. As ruas, agora pavimentadas, já não permitiam que o vento nordeste levantasse a poeira do chão e desse uma cor de cinza às fachadas das residências e casas comerciais. A cidade ficou mais acolhedora e humana. Mesmo nos períodos de secas, o verde da fronde dos fícus permanecia e se destacava do imenso pardavasco em que a região se transformava.
O Ensino
Quando Padre Mota assumiu o cargo de prefeito, em Mossoró existiam 42 escolas administradas pelo Município. Querendo se inteirar da situação, mandou fazer um levantamento das condições e das necessidades de cada uma delas. O resultado foi um retrato desolador. Em algumas mal cabiam cinco crianças, em outras, os mestres não tinham condições de ensinar, pois eles mesmos careciam dos conhecimentos mais elementares. Em todas havia carência de material escolar.
Ele mesmo redigiu o que chamava de “Modelo Educativo para as Escolas Públicas do Primeiro Ensino”, com algumas ideias básicas sobre o assunto. Considerava que a escola pública (como meio de instrução do povo) deveria ser voltada para três fatores que se inter-relacionariam. O ensino e a aprendizagem seriam dois deles. A formação do cidadão, o outro, deveria ser o conjunto dos conhecimentos adquiridos na escola.
Novas escolas foram abertas, houve substituição de professores, transferências das aulas para salões paroquiais, igrejas, capelas e até para templos protestantes, bem como aquisições de quadros, giz, livros, cadernos, lápis e outros materiais escolares. Em todas houve reformulação das matérias ensinadas, incluindo-se algumas voltadas para a realidade local, como formação de hortas, higiene, comportamento cívico etc. Em menos de dez anos, o número de alunos mais que dobrou.
Durante o seu período de governo, foram criadas doze novas escolas municipais. Todas bem aparelhadas e com professores habilitados.

sábado, 3 de janeiro de 2015




CARTAS DE COTOVELO 02

(versão 2015)

Carlos Roberto de Miranda Gomes

 

            O ano de 2015 não teve um bom início, confesso. Uma gripe que ainda reluta em não me deixar; as dificuldades de acessar a internet, aliada ao defeito na linha do telefone fixo, da prestadora “Oi”, pela qual pago o ano inteiro para aproveitar um espaço de 30 dias e que, da mesma forma ocorrida no verão passado, somente tem solução após cerca de cinco desgastantes reclamações. A assistência é sofrível e a falta de fiscalização revoltante. Não é justo. Na próxima vez “vou recorrer ao Bispo!”

Contudo, em compensação, do alto do meu alpendre, que dá visão para a pista de veículos que retornam do cone sul para Natal, tenho a possibilidade de contemplar a natureza e o movimento e notei que o cajueiro da minha vizinha Iêda está florindo – bom sinal!

O telhado da parte térrea está coberto de folhas secas e o soprar da brisa, que aqui é constante, promove uma dança cadenciada de idas e vindas, fazendo coro com a sinfonia das folhagens das árvores do entorno da casa, verdadeiro calmante para os momentos de devaneios.

Veículos trafegam provocando aquele barulho característico, mas por ser um tanto distante, não provocam maiores incômodos, salvo alguma moto com o escape mais aberto, na prática da ultrapassagem irresponsável.

Fico a devorar os muitos livros que selecionei com carinho, para os momentos mais agradáveis da praia, iniciando pelo Livro Santo com o Evangelho do Dia, entrecortando a leitura com um filme, igualmente escolhidos com esmero, geralmente os clássicos do cinema, com breves interrupções do tilintar do triângulo do “cavaco chinês”, que me estimula a descer a escadaria para comprar alguns pacotes e violentar a minha diabetes ou, quando o carrinho do “picolé caseiro de Caicó” convoca a meninada que, aos gritos, pedem “vovô manda alguns trocados” para o nosso picolé...

Tais interrupções são anunciadas pelo alarido espetaculoso de Malu e Toddynho, como quando chega alguém fora do convívio comum.

Nessa rotina despretensiosa, o dia vai caminhando, interrompido com os momentos de uma caminhada e banhos de mar, mas logo retornando ao cotidiano, que também convive com peladas improvisadas no alpendre e garagem, com as boladas mais fortes ecoando nas paredes e no portão de metal – alegria dos netos e desespero do avô.

            Coisas sérias somente ocorrem com o chamamento dos adultos para a hora o rango.

            O véu da noite é iniciado com o retorno dos pássaros em busca do seu lugar de dormir.

As noites são amenas e a parca iluminação permite apreciar melhor o céu recheado de estrelas ou da maravilha da lua, como está agora acontecendo diante de mim até cair o silêncio.

A TV somente os noticiários, pois os outros programas são censurados pelo papo noturno até ser vencido pelo sono, mesmo com a TV ligada até que a alma boa de Dona Thereza, sorrateiramente, pega o controle remoto e apaga os sons do dia.

Agora é esperar os primeiros raios da manhã que começa com os cantares dos passarinhos voltando à rotina da sobrevivência. Levanto e ajudo nas primeiras tarefas da manhã, inclusive na feitura do café e regar o pequeno jardim. E tudo se repete religiosamente.

           

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

CARTAS DE COTOVELO 01
(versão 2015)
Carlos Roberto de Miranda Gomes
 
            No primeiro dia do novo ano, sob a égide da Paz, assistimos em Cotovelo, e com boa imagem, as solenidades de posse e assunção dos nossos novos governantes, nos planos federal e do Estado do Rio Grande do Norte (este, complementado já no retorno a Natal).
            Enfocando a esfera federal, a Presidenta Dilma Roussef não foi feliz em seu discurso, desprovido de novidades, porém proclamando sua meta prioritária – a educação e, num momento posterior, a segurança, para o que deverá usar dos meios que permitam alteração constitucional, para induzir a otimização da segurança e da Democracia. A impressão que ficou foi a de a continuidade, senão com o indispensável ajuste nas finanças, sem o que o Brasil não sairá das dificuldades com que terminou 2014.
            Voltando as vistas para o plano do Estado do Rio Grande do Norte, a efetuar conceitos pelos termos do forte discurso do Governador Robinson Faria, tirante a divagação crítica do ranço que persiste da última campanha eleitoral, foi muito claro no ataque, sem especificar prioridades, na trilogia Educação, Saúde e Segurança, argumentando que os problemas são tantos e tão graves que não permite a escolha, devendo agir nos três segmentos com a mesma urgência.
            Em seu discurso, não descurou da necessidade de parcerias para ações sociais e culturais, acenando para a UFRN e classes empresariais, num direcionamento técnico, mas sob uma condução ditada pela vontade política consistente.
            Assumiu o compromisso de tudo fazer em favor da recuperação dos homem decaído pela contingência das drogas e não esqueceu de dar esperanças aos servidores públicos, atendendo as suas reivindicações na medida do possível, mediante uma postura de eficiência e combate à burocracia desnecessária.
            Na visão de veranista e membro da comunidade praiana, encontramos um visível trabalho de remoção dos múltiplos entulhos decorrentes das costumeiras reformas ou construções que antecederam o período de veraneio, fatos que se repetem anualmente para a conservação e comodidade do setor imobiliário.
            Continuam sem definição dois aspectos fundamentais para a qualidade de vida dos caiçaras e veranistas: a conclusão do sistema de saneamento básico que se arrasta num período de quatro administrações; o outro é a necessidade de construção de uma estrada definitiva que solucione o gargalo que impede acesso razoável às praias do cone sul, o que tem motivado a redução da acorrência a essas estâncias, quebrando uma tradição quase secular.
            Bem, o ano de 2015 começa agora e o trabalho não pode demorar no encontro de soluções consistentes.
            É tempo de mudanças efetivas e é já!!!!!  

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

UMA OPINIÃO


 
2015: PERIGO FASCISTA IMINENTE
MIRANDA SÁ (E-mail:mirandasa@uol.com.br)
 
Levantamento automático que mapeia acesso ao meu Blog e interação com as mensagens do Twitter, registra um surpreendente número de pessoas que comentaram e retuitaram inserções sobre o fascismo alemão.
Um deles foi a lembrança de que o partido nazista era “dos Trabalhadores”, e outro apontava a coincidência do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei) ter sido fundado por um metalúrgico, Anton Drexler.
Isto sugere um debate na posse da petista Dilma Rousseff, que cumpre mais uma etapa do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores brasileiros, às custas de violência, falcatruas, falências e expropriação do Tesouro.
Completará 16 anos esse indefinido regime, conquistado em pleitos suspeitos, com discurso estelionatário que esconde os dados reais de economia, da educação e números sobre miséria; eleições realizadas sob o comando de um advogado do PT, com urnas eletrônicas não confiáveis e uma apuração duvidosa.
Mais do que coincidência, o Brasil atravessa uma fase semelhante à que precedeu a ascensão nazista na Alemanha. Podemos listar o descrédito nacional na política e nos políticos; a dissolução dos costumes, o crescimento incontrolável da criminalidade, instituições republicanas enfraquecidas e uma economia desorganizada com inflação ascendente.
As descrições da Alemanha na década de 1930 do historiador Joachim Clemens Fest e do jornalista americano William Lawrence Shirer estimulam uma analogia impressionante com a conjuntura que vivemos. Fest, como respeitado biógrafo de Hitler, e Shirer, pela observação pessoal e pesquisa de documentos do Terceiro Reich, apresentadas na “Ascensão e queda do Terceiro Reich”.
Ao lado da angustiante degenerescência social do após guerra que tomava conta da Europa, coexistia e se avolumava uma tremenda agitação política graças à revolução bolchevista e o caótico debacle econômico do crash norte-americana.
Confrontando a influência da Internacional Comunista, surgiu a reação com Mussolini com os seus “fasci di combattimento” e centenas de associações conservadoras e nacionalistas na Alemanha. Segundo Fest, só em Munique haviam perto de 50 associações políticas... Foi quando Hitler encontrou o Partido dos Trabalhadores Alemães e assumindo a liderança, acrescentou à sigla o lema “nacional socialismo” e criou a cruz suástica.
A cinematografia nos oferece, também, um perfeito quadro da Berlim no início da década de 30 com o filme de 1972,  “Cabaret - Adeus Berlim”, dirigido por Bob Fosse com notável interpretação de Liza Minelli.
A prostituição, as drogas e o Charleston empolgavam a mocidade e as sátiras teatrais divulgavam o amor livre e a tese leninista de que o sexo é um copo d’água, que bebe quem tem sede. Viam-se manifestantes empunhando cartazes “Pelo caos para o recomeço” e “Pela honra dos assassinos”.
Carismático, Hitler chegou ao poder através de eleições com seus discursos inflacionados de promessas fantasiosas; mas o pleito de 1933, não foi tão livre; o NDASP teve a cobertura do exército, um farto financiamento de grandes industriais e, por medo, até de banqueiros e empresários judeus...  As tropas de choque – “camisas pardas” – impuseram o terror ameaçando o partido católico, os sociais democratas e entrechocando-se com anarco-sindicalistas e a juventude comunista.
Na atual conjuntura latino-americana revive a tendência totalitária do passado, usa a legenda socialista, o anti-capitalismo e a xenofobia antiamericana. Implantam o narco-populismo, herdando dos “coronéis” e “terratenientes” o paternalismo e aliam-se aos plantadores e traficantes de cocaína e maconha.
Está nos planos do populismo lulo-petista, como ideologia (capenga, mas ideologia) fazer a marcha fascista com o controle dos meios de comunicação, usando a mídia para sua propaganda enganosa. Prepara-se para intervir nos meios de comunicação e disciplinar os jornalistas que não se corrompem.
O segundo passo será a instalação da ditadura dos “conselhos populares” – nova versão dos fracassados soviets – através do decreto fascista 8.243/14 editado pela Presidência da República em 23/05/14 e publicado no Diário Oficial no dia 26 do mesmo mês e ano.
Entrega o poder à pelegagem dos movimentos sindical e popular, entidades controladas pelo PT, as decisões governamentais como ocorre na falida Venezuela chavista. Felizmente é repudiado como um “golpe legal” contra o Legislativo e o Judiciário. Feliz e surpreendentemente foi derrotado na Câmara Federal e vai ao Senado.
Esperamos que os pais da Pátria lembrem Martin Luther King: “Não esqueçam de que tudo o que Hitler fez na Alemanha era legal para os juízes daquele País”.
O decreto 8243 é um perigo fascista iminente, totalmente inconstitucional, antidemocrático e impatriótico.