sábado, 1 de fevereiro de 2014


POSTURAS INCOERENTES

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            O noticiário da imprensa me impulsionou a tratar do assunto da demolição do Hotel Internacional dos Reis Magos e os defensores do patrimônio público.

            Realmente não sei explicar o critério adotado pelos ‘defensores’ quando abraçam um prédio cujas linhas arquitetônicas não têm características singulares, esteticamente sem expressar uma beleza defensável e que esteve em descaso durante muitos anos, sem qualquer grito de quem quer que seja.

            A estrutura destruída pela maresia ensejaria uma pequena fortuna para sua reconstrução, pois reparação é pouco diante de tanto estrago, além do fato de que os seus espaços estão superados pelas exigências da atividade moderna.

            Não faz muito tempo que alguns poucos abnegados – e bote pouco nisso – tentaram o tombamento do Estádio Machadão que, ao reverso do hotel, estava sendo utilizado, tinha linhas arquitetônicas arrojadas, construiu uma história de rara beleza e foi apontado até como “poema de concreto armado”. Contudo forças “ocultas” fincaram pé pela sua demolição, quando existiam outras opções de construção da Arena das Dunas em outro local mais adequado, com gasto menor e sem comprometer a mobilidade urbana, já precária naquele local.

O ato de abraçar o Machadão foi simplesmente melancólico, pois a sociedade não apoiou, os ‘defensores’ do patrimônio público não apareceram e a obra foi destruída.

            Precisamos ter uma linha de conduta sem cinismo e dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.

            Estou ao lado do magistrado Airton Pinheiro pela sua coragem e coerência, voltado unicamente para o bem da cidade.

            Ainda na linha da defesa da nossa cidade, também estou plenamente ao lado do Juiz Federal Magnus Delgado quando determinou a interdição da praia de Areia Preta.

            Pode até parecer uma atitude forte demais, contra a qual já existem movimentos em contrário, mas é preciso analisar que a omissão do poder público e o descaso dos ecologistas já se estendem por muitos anos (o processo data de 1991), posto que a decisão decorrente da ação contra os esgotos clandestinos construídos pelos especuladores imobiliários nunca foi cumprida e agora chegou a hora de se respeitar o cidadão natalense. Está certo o Juiz – é agora ou nunca.

            Em ambos os casos espero que as instâncias superiores examinem as questões sem se incomodar com as pressões externas e vejam somente o que é melhor para a cidade de Natal.
 
Newton Avelino é um artista que se coloca entre os melhores do País, abordando uma temática regional e também universal, quando ressalta a cultura nordestina, a riqueza do folclore, dos traços característicos do nosso povo e costumes. Contudo, não estaciona apenas nessa geografia sentimental, adentrando nas figuras que ornamentam a história da humanidade, em particular as passagens bíblicas. Adota uma técnica nas acrílicas, que o diferencia dos pintores tradicionais, fazendo com que o seu trabalho ressalte aos olhos pela multiplicidade de cores e dos traços cada vez mais precisos. O Brasil é devedor de um reconhecimento a esse grande artista, que já se tornou conhecido além mar. Parabéns ao grande artista potiguar, orgulho da nossa arte plástica.

Saudações cordiais deste amigo e admirador Carlos Roberto de Miranda Gomes.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CRÔNICA DE 
Rinaldo Barros

O que fazer...de nossas vidas?

Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? E “prosperidade”?
Pense mais um pouco, pois as palavras têm força: desenvolvimento, avanço, melhoria, evolução, expansão, ampliação, riqueza, fartura, abundância, qualidade de vida, civilização, trabalho, saúde, educação, informatização, cidades limpas, pontes, estradas, indústrias e muitas outras coisas, que ainda estão por vir e que não conseguimos sequer imaginar.
Agora pense um pouquinho mais: será que tudo isso de bom não tem um preço?
Será que para ter toda essa facilidade de vida nós não pagaremos nada?
A sabedoria popular ensina que para tudo na vida existe um preço. Pois é, nesse caso não é diferente.
O atual modelo hegemônico de crescimento econômico, globalizado, gerou enormes desequilíbrios. Se, por um lado, nunca houve tanta riqueza no mundo, por outro lado, a miséria, a violência, a degradação ambiental, a poluição e a barbárie aumentam geometricamente dia-a-dia.
Em contraponto, é totalmente viável a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico e tecnológico com a preservação ambiental e com a redução da pobreza no mundo. Construindo o progresso, a prosperidade, a civilização.
Os estudiosos do Desenvolvimento Sustentável (DS), o definem como: equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico, o aumento da produtividade, e o respeito à Natureza, tendo como centro os diversos grupos sociais, na busca da eqüidade social.
Alerto para o fato de que o conceito de “eqüidade” é mais realista do que o de “justiça”, pois o primeiro recomenda tratar desigualmente os desiguais.
A meu ver, e acho que o caro leitor concorda, tratar a todos igualitariamente é injusto.
Para alcançarmos o DS, a proteção da Natureza tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento, e não pode ser considerada isoladamente. É aqui que entra uma questão primordial: a diferença entrecrescimento e desenvolvimento.
A diferença é que o crescimento não conduz nem à justiça nem à eqüidade social, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto a não ser o acúmulo de riquezas nas mãos de uma minoria.
desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las eqüitativamente, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, de gerar prosperidade.
Ou seja, desenvolver com sustentabilidade é conquistar: 1) a satisfação das necessidades básicas da população (habitação, alimentação, segurança, saúde, educação e lazer); 2) a solidariedade para com as gerações futuras, de modo que elas usufruam de igualdade de oportunidades, que tenham chance de viver melhor no médio e longo prazo; 3) a preservação da identidade histórico-cultural de cada povo; 4) a participação democrática da população de cada comunidade envolvida e; 5) redução da poluição e preservação da diversidade dos recursos naturais: água limpa, oxigênio, fauna e flora.
Para tanto, o olhar da Ciência para essa questão deve ser político (com “P” maiúsculo), e exige uma abordagem teórica informada pela visão pragmática, considerando o Ser Humano como centro da vida no planeta.
Todavia, na luta para chegar ao DS, no atual momento histórico, é preciso utilizar a arma do voto com essa perspectiva, refletindo seriamente sobre uma questão fundamental: quem, de verdade, pela sua história de vida, reúne melhores condições, experiência e competência, para administrar como uma ponte para o futuro?
Se a política faz parte da nossa vida e está presente em todas as relações sociais, porque a participação do cidadão comum nesse processo ainda é tão limitada?
A única saída é acordar, sair da inércia e enfrentar o grande desafio de assegurar a participação política da população, pois, só através do exercício consciente da cidadania teremos possibilidades de questionar o modelo excludente da nossa sociedade, na busca de soluções.
Resumo da ópera: agora em 2014, o caro leitor vai ter a rara oportunidade de decidir, com a força do seu voto, sobre qual herança deseja deixar para os seus filhos e netos.


 (*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


A Parede retentora de mágoas

Certo dia, de forma acidental, encontrei um grupo de amigos num salão de exposição de artes plásticas, no saguão da Universidade de Princeton. E, feliz por tê-los encontrado ali, terminei por sentar-me com eles numa vasta sala de aulas, onde assistiriam uma preleção.
Passei  a  assistir a explanação e empolguei-me, porque o tema era psicologia. Estava sendo proferida por um professor cujo nome ora não me ocorre, mas fora  ministrada em língua espanhola, razão por que me recordo de algumas coisas do conteúdo da referida palestra.
Fragmentariamente, algo permanece em minha memória e transformou-se em motivo de minhas pesquisas e análises nesse campo.
Faz mais ou menos uns vinte dias, estava eu esperando uma pessoa no “hall” de um edifício, quando ouvi uma pancada no interior da sala fronteiriça ao elevador, que estava fechada. Fiquei atento.  O barulho repetiu-se e ouvi a seguinte verbalização: “Mer....! Exijo reconhecimento. Não me conformo com tamanha displicência. Yamanha desatenção!  Que falta de respeito!   Minutos depois, a porta abriu-se e a moça saiu sozinha, portando uma bolsa. E sala estava vazia. Não havia mais ninguém, 
Fiquei preocupado!  A moça aparentemente estava bem. Possivelmente, estivesse ensaiando algum texto de teatro ou novela.  Eu fiquei supondo coisas.
Chegando a pessoa que eu aguardava, logo trocamos a documentação que viemos permutar e, de repente ela me olhou, perguntando: Você está bem? Está tão tenso!
Não! Respondi. É que acabo de ouvir um caso inusitado. Então contei-lhe o que ouvi.  A pessoa riu e me disse: “Essa moça que você viu sair é estudante de psicologia e, de quando em vez, ela joga coisas na parede, fala palavrões, grita ou resmunga para desabafar as mágoas que guarda ao longo dos dias. É o que ela explica, pois, todos nós conhecemos essas reações dela.  A suplantação das mágoas.
Dizem os psicólogos: “Quando estiver abafado, não se infarte! Grite para ninguém ou jogue coisas nas paredes ou no chão!. 
Nós, que professamos a doutrina dos espíritos, dizemos:
-“Faça como recomenda o Cristo: Ore e vigie! Peça perdão de suas faltas, mesmo que desconheça quem tenha sido o ofendido. Ofereça a outra face!
DEUS vos abençoará.
Jansen Leiros


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Biógrafo de Clarice pede que Caetano mude posição sobre biografias; 
 
Autor da biografia 'Clarice', escritor Benjamin Moser pede ao amigo que reconsidere sua iniciativa.
Caro Caetano,
Nos EUA, quando eu era menino, havia uma campanha para prevenir acidentes na estrada. O slogan rezava: "Amigos não deixam amigos bêbados dirigir". Lembrei disso ao ler suas declarações e as de Paula Lavigne sobre biografias no Brasil. Fiquei tão chocado que me sinto obrigado a lhe dizer: amigo, pelo amor de Deus, não dirija.
Nós nos conhecemos há muitos anos, desde que ajudei a editar seu "Verdade Tropical" nos EUA. Depois, você foi maravilhoso quando lancei no Brasil a minha biografia de Clarice Lispector, escrevendo artigos e ajudando com o alcance que só você possui. Admiro você, de todo o meu coração.
E é como amigo e também biógrafo que te escrevo hoje. Sei que você sabe da importância de biografias para a divulgação de obras e a preservação da memória; e sei que você sabe quão onerosos são os obstáculos à difusão da cultura brasileira dentro do próprio Brasil, sem falar do exterior.
Fico constrangido em dizer que achei as declarações suas e da Paula, exigindo censura prévia de biografias, escandalosas, indignas de uma pessoa que tanto tem dado para a cultura do Brasil. Para o bem dessa mesma cultura, preciso dizer por quê.
Primeiro, achei esquisitíssimo músicos dizerem que biógrafos querem ficar com "fortunas". Caetano, como dizem no Brasil: fala sério. Ofereço o meu exemplo. A biografia de Clarice ficou nas listas de mais vendidos em todo o Brasil.
Mas, para chegar lá, o que foi preciso? Andei por cinco anos pela Ucrânia, pela Europa, pelos EUA, pesquisando nos arquivos e fazendo 257 entrevistas. Comprei centenas de livros. Visitei o Brasil 12 vezes.
Fiquei contente com as vendas, mas você acha que fiquei rico, depois de cinco anos de tais despesas? Faça o cálculo. A única coisa que ganhei foi a satisfação de ver o meu trabalho ajudar a pôr Clarice Lispector no lugar que merece.
Tive várias vantagens desde o início. Tive o apoio da família da Clarice. Publico em língua inglesa, em outro país. Tenho a sorte de ter dinheiro próprio. Imagine quantos escritores no Brasil reúnem essas condições: ninguém.
Mas a minha maior vantagem foi simplesmente ignorância.
Não fazia ideia das condições em que trabalham escritores e jornalistas brasileiros. Não sabia quanto não se pode dizer, num clima de medo que lembra a época de Machado de Assis, em que nada podia ofender a "Corte".
Aprendi, por exemplo, que era considerado "corajoso" escrever uma coisa que todo mundo no Brasil sabe há quase um século, que Mário de Andrade era gay. Aprendi que era até inusitado chamar uma cadeira de Sergio Bernardes de feia.
Aprendi o quanto ganham escritores, jornalistas e editores no Brasil, e quanto os seus empregos são inseguros, e como são amedrontados por ações jurídicas, como essas com que a Paula, tão bregamente, anda ameaçando.
É um tipo de censura que você talvez não reconheça por não ser a de sua época. Não obriga artistas a deixarem o país, não manda policiais aos teatros para bater nos atores. Mas que é censura, é. E muito mais eficaz do que a que existia na ditadura. Naquela época, as obras eram censuradas, mas existiam. Hoje, nem chegam a existir.
Você já parou para pensar em quantas biografias o Brasil não tem? Para só falarmos da área literária, as biografias de Mário de Andrade, de João Guimarães Rosa, de Cecília Meirelles, cadê? Onde é que ficou Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre? Você nunca se perguntou por que nunca foram feitas?
Eu queria fazer. Mas não vou. Porque o clima no Brasil, financeiro e jurídico, torna esses empreendimentos quase impossíveis. Quantos escritores brasileiros estão impedidos de escrever sobre a história do seu país, justamente por atitudes como as suas?
Por isso, também, essas declarações, de que o biógrafo faz isso só por amor ao lucro, ficam tão pouco elegantes na boca de Paula Lavigne. Toda a discussão fica em torno de nossas supostas "fortunas".
Você sabe que no Brasil existem leis contra a difamação; que um biógrafo, quando cita uma obra ainda com "copyright", tem obrigação de pagar para tal uso. Não é diferente de você cantar uma música de Roberto Carlos. Essas proteções já existem, podem ser melhoradas, talvez. Mas estamos falando de uma coisa bem diferente da coisa que você está defendendo.
De qualquer forma, essas obsessões com "fortunas" alheias fazem parte do Brasil do qual eu menos gosto. Une a tradicional inveja do vizinho com a moderna ênfase em dinheiro que transformou um livro, um disco, uma pintura em "produto cultural".
Não é questão de dinheiro, Caetano. A questão é: que tipo de país você quer deixar para os seus filhos? Minha biografia foi elogiosa, porque acredito na grandeza de Clarice. Mas liberdade de expressão não existe para proteger elogios. Disso, todo mundo gosta. A diferença entre o jornalismo e a propaganda é que o jornalismo é crítico. Não existe só para difundir as opiniões dos mais poderosos. E essa liberdade ou é absoluta, ou não existe.
Imagino, e compreendo, que você pense que está defendendo o direito dos artistas à vida privada. Mas quem vai julgar quem é artista, o que é vida privada e o que é vida pública, sobre quem, e sobre o que se pode escrever e sobre quem e, sobre quem não? Você escreve em jornal, você, como o artista deve fazer, tem se metido no debate público. José Sarney, imortal da Academia Brasileira das Letras, escreve romances. Deve ser interditada também qualquer obra crítica sobre ele, sem autorização prévia?
Não pense, Caetano, que o seu passado de censurado e de exilado o proteja de você se converter em outra coisa. Lembre que o Sarney, quando foi eleito governador do Maranhão, chegou numa onda de aprovação da esquerda. Glauber Rocha, também amigo seu, foi lá filmar aquela nova aurora.
Não seja um velho coronel, Caetano. Volte para o lado do bem. Um abraçaço do seu amigo,
Benjamin Moser
Benjamin Moser é autor de "Clarice" (Cosac Naify)
__________________
Colaboração do meu leitor e amigo Edilson Avelino

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN - UBE/RN COMUNICADO N º 01/2014



UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN 
- UBE/RN 
 Comunicado nº 01/2014 

 Através do presente Comunicado ficam 
todos os membros da Diretoria Executiva, 
do Conselho Consultivo e do Conselho 
Fiscal
(biênio 2014-2015) convocados à 1ª Reunião 
Ordinária 
com a seguinte ORDEM DO DIA 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA 
O BIÊNIO 2014-2015 

 Data: 30.01.2014 (quinta-feira) 
 Hora: 16h 
 Local: Academia Norte-Rio-Grandense
de Letras - ANL Rua Mipibu, 443 - Cidade Alta 

 ROBERTO LIMA DE SOUZA
 Presidente 

 A SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!

domingo, 26 de janeiro de 2014


CARTAS DE COTOVELO 2014 (15)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Chegou a hora de dar adeus ao veraneio em Cotovelo 2013/2014. As obrigações nos convocam a retornar à selva de pedra.
            Às vezes chego a pensar que veranear é um exercício de masoquismo, pois após momentos lúdicos somos abruptamente chamados à realidade e forçados a deixar tudo e voltar à rotina.
            São coisas impostas pela vida!
            Em Cotovelo vivenciamos dias e noites que ficarão gravadas em nossa memória familiar e individual. Com especial carinho registro os parentes que vieram abraçar Rosa em seu aniversário e ontem, os seus velhos colegas do Colégio das Neves – dois momentos inesquecíveis.
            O contato com a natureza. A visita permanente dos parentes e amigos preencheram os dias do veraneio, aliados à paz para boas leituras, filmes selecionados, escrever minhas Cartas e meditar, num caleidoscópio de emoções permanentes.
            As mensagens dos amigos nos confortaram e fizeram fortalecer nossas amizades, não deixando que o tédio tomasse conta dos muitos momentos de solidão.
            Este ano atrevi-me a escrever mais que o normal, arriscando a primeira experiência no campo do romance ou conto. Vou ainda fazer algumas complementações e verificar se valeu a pena – o tempo dirá.
            Fica um pouco de saudade desses momentos tão agradáveis vividos, na esperança que nenhum imprevisto impeça a volta quando outro verão chegar.
            Esperamos que as coisas evoluam para as melhorias do sistema de esgoto, tão badalado, mas ainda sem funcionamento; que a edilidade e o MP resolvam a poluição sonora das casas de show em Pirangi, que se estende a Cotovelo e nos deixem em paz, sem quebrar a placidez dos momentos que procuramos descansar; que a comunicação via internet seja facilitada.
            Confesso – a nostalgia invadiu o meu espírito. Fui dar a última vista d’olhos no mar de janeiro. Sentei-me no alpendre e ouvi vários discos de Edith Piaf; li os jornais do dia; joguei uma partida de dominó com Carlos Neto e agora vou aguardar a irradiação do primeiro jogo oficial da Arena das Dunas. Vou dormir a última noite do verão de Cotovelo, pois amanhã enfrentaremos o caminho da volta.
Não quero olhar para traz para evitar a sensação desagradável da partida. Se tudo correr bem, voltarei nos finais de semana para interromper a prescrição, como me dizia sempre o saudoso amigo Mário Moacyr Porto (sempre repito isso porque é gostoso.

            Cada dia tem o seu próprio problema e o tempo pertence a Deus!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Rinaldo Barros
Para rbEu
Jan 23 em 5:46 PM
PROVOCAÇÕES SOBRE A MULHER
“A construção da vida encontra-se, atualmente, mais em poder dos fatos do que das convicções.” (Walter Benjamim, Filósofo - 1892-1940)

(*) Rinaldo Barros
A conversa de hoje possui uma forte tendência a se tornar polêmica. Peço a (o) caro (a) leitor (a) que tenha calma, e tente ler até o final.
Em nossa cultura, a violência contra a mulher é aceita; e normas não escritas sugerem que a mulher é a própria culpada da violência por ela sofrida, apenas pelo fato de ser mulher.
A origem, o pecado original, é a idéia falsa de que a mulher deve ser, porque sempre foi, um ser inferior, uma subespécie humana, incapaz por natureza, pouco afeita aos fazeres públicos e intelectuais.
Lamentavelmente, este (pre) conceito cultural, construído historicamente, de que a mulher é um ser submisso, paradoxalmente, é assimilado, aceito e reproduzido também pela maioria das pessoas do sexo feminino.
Aliás, ele somente se tornou de difícil superação porque a maioria esmagadora das mulheres não possui condições de compreender esta contradição. Agem como seres submissos.
O outro lado da moeda, o machismo, igualmente é reproduzido - e até fortalecido - pela maioria das mães, tias, vizinhas e professoras; ou seja, aqueles segmentos sociais responsáveis pela educação lato sensu das nossas crianças em seus primeiros anos de vida.
A reprodução do preconceito começa na escolha das roupinhas do bebê, com ele ainda na barriga da mãe: rosa para as meninas e azul para os novos machinhos.
Logo que nascem, seguem as regras para brinquedos e brincadeiras: os meninos jogam futebol, aprendem lutas marciais, ganham carros, armas e roupas de super-heróis para brincar, coisas de machos que se preparam para “dar porrada” e impor suas vontades numa vida de aventuras, nas ruas. As mocinhas, ao contrário, são orientadas para o recato do lar, e ganham presentes de bonecas, produtos de beleza e cozinha, coisas de quem se prepara para uma vida dentro de casa, seguindo as normas vigentes, e pautadas pela opinião da vizinhança.
Ou seja, a violência exercida pelos homens contra as mulheres, no Brasil como em qualquer parte do mundo, é autorizada, sancionada, pelo conjunto da sociedade patriarcal.
Sociedade essa, reforçada pelas religiões judaico-cristãs, nas quais a figura feminina é sempre uma figura subalterna ou de menor poder, a partir da própria idéia do Pai Salvador (Nossa Senhora não faz acontecer, apenas intercede junto ao seu Filho); mesma lógica estende-se a sua hierarquia dominada pelo sexo masculino (o Papa, Cardeais, Pastores, Rabinos, Sacerdotes, todos do sexo masculino).  
Aqui no patropi, exceção se faça em respeito à verdade, aos orixás da Umbanda, os quais incorporam divindades dos dois gêneros.
Como livre pensador, ouso achar que a Lei de Deus deveria permitir que o ser humano estivesse sempre em condições de exercer seu livre arbítrio. Todavia, como Agnóstico, sou voto vencido.
Lamentavelmente, o espancamento de namoradas, esposas e amantes por seus companheiros é uma questão da vida privada, na qual a sociedade (patriarcal) “não deve intervir”.
Diante de casos de violência contra mulheres, é comum que os comentários machistas predominem até mesmo sobre a natural rejeição ao ato de agressão: "Alguma ela fez" ou, na melhor das hipóteses, "melhor não tomar partido", “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”.
Sem falar nos casos de estupro, quando, frequentemente, se critica a sensualidade excessiva dos trajes das mulheres, responsabilizando-as e justificando o estuprador.
Ou seja, como propriedade do macho, “a mulher é sempre a culpada”.
Essas atitudes preconceituosas são exercidas também por profissionais de saúde e policiais, resultando algumas vezes em tratamento inadequado, constrangedor.
Ainda bem que, como diria Mahatma Gandhi, “Deus não tem religião”.
Resumo da ópera: a mulher, premida por circunstâncias que ela própria não compreende, na maioria das vezes, retira a queixa-crime contra o seu agressor, perdoa-o, e continua a viver com o mesmo e a conviver com sua imensa e eterna dor.
Como diz o Chico em "Umas e Outras", “o acaso faz com que se cruzem pela mesma rua olhando-se com a mesma dor”. Até quando?

 (*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


  • OLIMPIKUS F.C. - Barro vermelho - Natal RN
    Alguns duvidam mas tivemos um bom time aqui no Barro Vermelho chamado Olimpíkus com o qual participamos por anos seguidos da Copa Rubens Massud que era um torneio de futebol com 09 jogadores. Isso foi nos anos 80. O nome do time remonta, segundo Carlos D Miranda Gomes e Dr. Clóvis Gomes (In memoriam) as décadas de 50 e 60...O nome inicialmente foi sugerido por Dr. Clovis Gomes em um bate papo regado a uisque, cana e cerveja. O Time ressurgiu na década de 80 e possivelmente renascerá nesse novo século, o "Master Olimpíkus". Estamos trabalhando nisso. Os jogos eram realizados nos campos do Hospital Colonia, CIDA, Base Naval de Natal, Policia Militar, Hotel Sol e outros. Falar do time do Olimpíkus é dizer que era um bom time, principalmente quando todo mundo cismava de ir jogar. Os jogos eram aos sábados e domingos. Nesse time jogaram: Alexandre Scala e Scalinha (filhos do saudoso Scala Ex- América), Alciney (Ex jogador do ABC F.C.), Deroci, Clovis Gomes (Ex Futsal ABC), Claudio e Adriano Gomes, Breno Dornelles Pahim Filho Pahim (Goleiro),Ricardo Da Câmara Guedes, Paulo Magno, Roberto Pacheco, Hipólito, Kiko, Jorge Gomes, Jaime Junior Chico, Rogério, Marcos Indio (In Memorian) e alguns ex jogadores profissionais da época que foram meus alunos e eram quase que obrigados a jogarem(rsrs) mesmo que por um breve tempo: Tião (Ex ABC FC) e Tiê (Ex-America FC). Desculpe-me alguém que deixei de acrescentar.
    Eu era uma espécie de Manager e coringa do time e de vez enquanto jogava no gol ou na lateral direita. Depois dos jogos vale salientar que quase sempre rolava muita cerveja, muito papo sobre o jogo e sobre as coisas da juventude natalense dos bons anos 80. — com Ricardo Da Câmara Guedes eoutras 2 pessoas.
    • Joao Brito Depois eu conto sobre uma confusão que teve lá no Conjunto Estrela do Mar em Extremoz RN aonde tinha um jogador chamado Bolo Crú. Vige ! Teve neguinho que foi se esconder dentro da lagoa de Extremoz..pense ! Se tiver alguém que se reconheça na foto favor me adcionar.

COISAS BOAS DO PASSADO

Olá Carlos,
Joao marcou você em uma publicação.

Joao escreveu: "OLIMPIKUS F.C. - Barro vermelho
Alguns duvidam mas tivemos um bom time aqui no Barro Vermelho chamado Olimpíkus com o qual participamos por anos seguidos da Copa Rubens Massud que era um torneio de futebol com 09 jogadores. Isso foi nos anos 80. O nome do time remonta, segundo Carlos D Miranda Gomes e Dr. Clóvis Gomes (In memoriam) as décadas de 50 e 60...O nome inicialmente foi sugerido por Dr. Clovis Gomes em um bate papo regado a uisque, cana e cerveja. O Time ressurgiu na década de 80 e possivelmente renascerá nesse novo século, o "Master Olimpíkus". Estamos trabalhando nisso. Os jogos eram realizados nos campos do Hospital Colonia, CIDA, Base Naval de Natal, Policia Militar, Hotel Sol e outros. Falar do time do Olimpíkus é dizer que era um bom time, principalmente quando todo mundo cismava de ir jogar. Os jogos eram aos sábados e domingos. Nesse time jogaram: Alexandre Scala e Scalinha (filhos do saudoso Scala Ex- América), Alciney (Ex jogador do ABC F.C.), Deroci, Clovis Gomes (Ex Futsal ABC), Claudio e Adriano Gomes, Breno Dornelles Pahim Filho Pahim (Goleiro), Ricardo Da Câmara Guedes, Paulo Magno, Roberto Pacheco, Hipólito, Kiko, Jorge Gomes, Jaime Junior Chico, Rogério, Marcos Indio (In Memorian) e alguns ex jogadores profissionais da época que foram meus alunos e eram quase que obrigados a jogarem(rsrs): Tião e Tiê. Desculpe-me alguém que deixei de acrescentar.
Eu era uma espécie de Manager e coringa do time e de vez enquanto jogava no gol ou na lateral direita. Depois dos jogos vale salientar que quase sempre rolava muita cerveja, muito papo sobre o jogo e sobre as coisas da juventude natalense dos bons anos 80."

CARTAS DE COTOVELO 2014 (14)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Até parece que foi ontem, mas hoje ela completa 50 anos.
            Nascida no verão do ano  de 1964, me motivou a poetar:
Amor, um ano, união
Dois seres num mesmo coração
Dois corpos a seguir a mesma trilha
E a prova desse amor a nossa filha ...
            O tempo foi passando com as dificuldades normais de uma família sem muitos recursos, porém guarnecida pelo amor e dedicação.
            Lembro da nossa primeira casa – Rua Meira e Sá, 183, quase a mais modesta da rua, com apenas dois quartinhos medindo 3x3, onde colocávamos a menina naquele mais ventilado, com uma pequena janela para o terreno arborizado do vizinho e nos deitávamos no chão, por baixo da rede embalando a criança.
            Nos seus 15 anos a festa já aconteceu em nossa casa da Rua Coronel João Gomes, 555, ainda inconclusa, com direito a uma ornamentação de luzes de ‘discoteca’ preparada por Rocco Antônio e Osman.
            Seus avós eram todos vivos e estavam presentes na festa. A primeira surpresa foi a escolha que ela fez para a sua primeira dança – a valsa brasileira ‘Só nós dois no salão...’ (nem sei se o nome era mesmo esse). Com os primeiros acordes papai emocionou-se e foi socorrido pelo saudoso amigo, médico Almir Onofre. Tudo está registrado em um filme super 8 e um cassete, pois o filme não tinha som.
            Boa educação no Colégio das Neves permitindo a sua vitória em cada degrau dos estudos até ser aprovada e concluir o Curso de Direito da UFRN, depois no exame de ordem, sendo uma advogada do meu escritório, por pouco tempo, pois logrou êxito no concurso para o Ministério Público.
            Veio o casamento com Ernesto, seu colega de Colégio e deles nos presentearam Raphael e Gabriela.


Roseira do meu jardim
Orgulho do meu pomar
Sorriso da minha vida
Alegria do meu lar.
*
Lirismo de serenata
Imagem da inspiração
Girândola do meu destino
Inspiração do Divino
Agasalho do meu coração .
(20.01.1979)


Parabéns minha filha ROSA LIGIA ROSSO GOMES FÔR.
__________________________
Redigida em 20.01.2014