sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Rinaldo Barros
Para rbEu
Jan 23 em 5:46 PM
PROVOCAÇÕES SOBRE A MULHER
“A construção da vida encontra-se, atualmente, mais em poder dos fatos do que das convicções.” (Walter Benjamim, Filósofo - 1892-1940)

(*) Rinaldo Barros
A conversa de hoje possui uma forte tendência a se tornar polêmica. Peço a (o) caro (a) leitor (a) que tenha calma, e tente ler até o final.
Em nossa cultura, a violência contra a mulher é aceita; e normas não escritas sugerem que a mulher é a própria culpada da violência por ela sofrida, apenas pelo fato de ser mulher.
A origem, o pecado original, é a idéia falsa de que a mulher deve ser, porque sempre foi, um ser inferior, uma subespécie humana, incapaz por natureza, pouco afeita aos fazeres públicos e intelectuais.
Lamentavelmente, este (pre) conceito cultural, construído historicamente, de que a mulher é um ser submisso, paradoxalmente, é assimilado, aceito e reproduzido também pela maioria das pessoas do sexo feminino.
Aliás, ele somente se tornou de difícil superação porque a maioria esmagadora das mulheres não possui condições de compreender esta contradição. Agem como seres submissos.
O outro lado da moeda, o machismo, igualmente é reproduzido - e até fortalecido - pela maioria das mães, tias, vizinhas e professoras; ou seja, aqueles segmentos sociais responsáveis pela educação lato sensu das nossas crianças em seus primeiros anos de vida.
A reprodução do preconceito começa na escolha das roupinhas do bebê, com ele ainda na barriga da mãe: rosa para as meninas e azul para os novos machinhos.
Logo que nascem, seguem as regras para brinquedos e brincadeiras: os meninos jogam futebol, aprendem lutas marciais, ganham carros, armas e roupas de super-heróis para brincar, coisas de machos que se preparam para “dar porrada” e impor suas vontades numa vida de aventuras, nas ruas. As mocinhas, ao contrário, são orientadas para o recato do lar, e ganham presentes de bonecas, produtos de beleza e cozinha, coisas de quem se prepara para uma vida dentro de casa, seguindo as normas vigentes, e pautadas pela opinião da vizinhança.
Ou seja, a violência exercida pelos homens contra as mulheres, no Brasil como em qualquer parte do mundo, é autorizada, sancionada, pelo conjunto da sociedade patriarcal.
Sociedade essa, reforçada pelas religiões judaico-cristãs, nas quais a figura feminina é sempre uma figura subalterna ou de menor poder, a partir da própria idéia do Pai Salvador (Nossa Senhora não faz acontecer, apenas intercede junto ao seu Filho); mesma lógica estende-se a sua hierarquia dominada pelo sexo masculino (o Papa, Cardeais, Pastores, Rabinos, Sacerdotes, todos do sexo masculino).  
Aqui no patropi, exceção se faça em respeito à verdade, aos orixás da Umbanda, os quais incorporam divindades dos dois gêneros.
Como livre pensador, ouso achar que a Lei de Deus deveria permitir que o ser humano estivesse sempre em condições de exercer seu livre arbítrio. Todavia, como Agnóstico, sou voto vencido.
Lamentavelmente, o espancamento de namoradas, esposas e amantes por seus companheiros é uma questão da vida privada, na qual a sociedade (patriarcal) “não deve intervir”.
Diante de casos de violência contra mulheres, é comum que os comentários machistas predominem até mesmo sobre a natural rejeição ao ato de agressão: "Alguma ela fez" ou, na melhor das hipóteses, "melhor não tomar partido", “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”.
Sem falar nos casos de estupro, quando, frequentemente, se critica a sensualidade excessiva dos trajes das mulheres, responsabilizando-as e justificando o estuprador.
Ou seja, como propriedade do macho, “a mulher é sempre a culpada”.
Essas atitudes preconceituosas são exercidas também por profissionais de saúde e policiais, resultando algumas vezes em tratamento inadequado, constrangedor.
Ainda bem que, como diria Mahatma Gandhi, “Deus não tem religião”.
Resumo da ópera: a mulher, premida por circunstâncias que ela própria não compreende, na maioria das vezes, retira a queixa-crime contra o seu agressor, perdoa-o, e continua a viver com o mesmo e a conviver com sua imensa e eterna dor.
Como diz o Chico em "Umas e Outras", “o acaso faz com que se cruzem pela mesma rua olhando-se com a mesma dor”. Até quando?

 (*) Rinaldo Barros é professor – rb@opiniaopolitica.com

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


  • OLIMPIKUS F.C. - Barro vermelho - Natal RN
    Alguns duvidam mas tivemos um bom time aqui no Barro Vermelho chamado Olimpíkus com o qual participamos por anos seguidos da Copa Rubens Massud que era um torneio de futebol com 09 jogadores. Isso foi nos anos 80. O nome do time remonta, segundo Carlos D Miranda Gomes e Dr. Clóvis Gomes (In memoriam) as décadas de 50 e 60...O nome inicialmente foi sugerido por Dr. Clovis Gomes em um bate papo regado a uisque, cana e cerveja. O Time ressurgiu na década de 80 e possivelmente renascerá nesse novo século, o "Master Olimpíkus". Estamos trabalhando nisso. Os jogos eram realizados nos campos do Hospital Colonia, CIDA, Base Naval de Natal, Policia Militar, Hotel Sol e outros. Falar do time do Olimpíkus é dizer que era um bom time, principalmente quando todo mundo cismava de ir jogar. Os jogos eram aos sábados e domingos. Nesse time jogaram: Alexandre Scala e Scalinha (filhos do saudoso Scala Ex- América), Alciney (Ex jogador do ABC F.C.), Deroci, Clovis Gomes (Ex Futsal ABC), Claudio e Adriano Gomes, Breno Dornelles Pahim Filho Pahim (Goleiro),Ricardo Da Câmara Guedes, Paulo Magno, Roberto Pacheco, Hipólito, Kiko, Jorge Gomes, Jaime Junior Chico, Rogério, Marcos Indio (In Memorian) e alguns ex jogadores profissionais da época que foram meus alunos e eram quase que obrigados a jogarem(rsrs) mesmo que por um breve tempo: Tião (Ex ABC FC) e Tiê (Ex-America FC). Desculpe-me alguém que deixei de acrescentar.
    Eu era uma espécie de Manager e coringa do time e de vez enquanto jogava no gol ou na lateral direita. Depois dos jogos vale salientar que quase sempre rolava muita cerveja, muito papo sobre o jogo e sobre as coisas da juventude natalense dos bons anos 80. — com Ricardo Da Câmara Guedes eoutras 2 pessoas.
    • Joao Brito Depois eu conto sobre uma confusão que teve lá no Conjunto Estrela do Mar em Extremoz RN aonde tinha um jogador chamado Bolo Crú. Vige ! Teve neguinho que foi se esconder dentro da lagoa de Extremoz..pense ! Se tiver alguém que se reconheça na foto favor me adcionar.

COISAS BOAS DO PASSADO

Olá Carlos,
Joao marcou você em uma publicação.

Joao escreveu: "OLIMPIKUS F.C. - Barro vermelho
Alguns duvidam mas tivemos um bom time aqui no Barro Vermelho chamado Olimpíkus com o qual participamos por anos seguidos da Copa Rubens Massud que era um torneio de futebol com 09 jogadores. Isso foi nos anos 80. O nome do time remonta, segundo Carlos D Miranda Gomes e Dr. Clóvis Gomes (In memoriam) as décadas de 50 e 60...O nome inicialmente foi sugerido por Dr. Clovis Gomes em um bate papo regado a uisque, cana e cerveja. O Time ressurgiu na década de 80 e possivelmente renascerá nesse novo século, o "Master Olimpíkus". Estamos trabalhando nisso. Os jogos eram realizados nos campos do Hospital Colonia, CIDA, Base Naval de Natal, Policia Militar, Hotel Sol e outros. Falar do time do Olimpíkus é dizer que era um bom time, principalmente quando todo mundo cismava de ir jogar. Os jogos eram aos sábados e domingos. Nesse time jogaram: Alexandre Scala e Scalinha (filhos do saudoso Scala Ex- América), Alciney (Ex jogador do ABC F.C.), Deroci, Clovis Gomes (Ex Futsal ABC), Claudio e Adriano Gomes, Breno Dornelles Pahim Filho Pahim (Goleiro), Ricardo Da Câmara Guedes, Paulo Magno, Roberto Pacheco, Hipólito, Kiko, Jorge Gomes, Jaime Junior Chico, Rogério, Marcos Indio (In Memorian) e alguns ex jogadores profissionais da época que foram meus alunos e eram quase que obrigados a jogarem(rsrs): Tião e Tiê. Desculpe-me alguém que deixei de acrescentar.
Eu era uma espécie de Manager e coringa do time e de vez enquanto jogava no gol ou na lateral direita. Depois dos jogos vale salientar que quase sempre rolava muita cerveja, muito papo sobre o jogo e sobre as coisas da juventude natalense dos bons anos 80."

CARTAS DE COTOVELO 2014 (14)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Até parece que foi ontem, mas hoje ela completa 50 anos.
            Nascida no verão do ano  de 1964, me motivou a poetar:
Amor, um ano, união
Dois seres num mesmo coração
Dois corpos a seguir a mesma trilha
E a prova desse amor a nossa filha ...
            O tempo foi passando com as dificuldades normais de uma família sem muitos recursos, porém guarnecida pelo amor e dedicação.
            Lembro da nossa primeira casa – Rua Meira e Sá, 183, quase a mais modesta da rua, com apenas dois quartinhos medindo 3x3, onde colocávamos a menina naquele mais ventilado, com uma pequena janela para o terreno arborizado do vizinho e nos deitávamos no chão, por baixo da rede embalando a criança.
            Nos seus 15 anos a festa já aconteceu em nossa casa da Rua Coronel João Gomes, 555, ainda inconclusa, com direito a uma ornamentação de luzes de ‘discoteca’ preparada por Rocco Antônio e Osman.
            Seus avós eram todos vivos e estavam presentes na festa. A primeira surpresa foi a escolha que ela fez para a sua primeira dança – a valsa brasileira ‘Só nós dois no salão...’ (nem sei se o nome era mesmo esse). Com os primeiros acordes papai emocionou-se e foi socorrido pelo saudoso amigo, médico Almir Onofre. Tudo está registrado em um filme super 8 e um cassete, pois o filme não tinha som.
            Boa educação no Colégio das Neves permitindo a sua vitória em cada degrau dos estudos até ser aprovada e concluir o Curso de Direito da UFRN, depois no exame de ordem, sendo uma advogada do meu escritório, por pouco tempo, pois logrou êxito no concurso para o Ministério Público.
            Veio o casamento com Ernesto, seu colega de Colégio e deles nos presentearam Raphael e Gabriela.


Roseira do meu jardim
Orgulho do meu pomar
Sorriso da minha vida
Alegria do meu lar.
*
Lirismo de serenata
Imagem da inspiração
Girândola do meu destino
Inspiração do Divino
Agasalho do meu coração .
(20.01.1979)


Parabéns minha filha ROSA LIGIA ROSSO GOMES FÔR.
__________________________
Redigida em 20.01.2014

domingo, 19 de janeiro de 2014


CARTAS DE COTOVELO 2014 (13)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
            Ontem ao luar, em nossa casa de Cotovelo, tivemos a alegria de recepcionar os diletos amigos Didi Avelino, Domilson e Iara, que nos brindaram com várias pérolas do melhor naipe da MPB.
            Presentes os meus parentes Zezinho/Dionice/Daniel; Zeca Clemente/Ana/Paulinho e Rafaela; Luiz Marinho/Marlene/Verô, alé dos de casa, incluindo a matriarca da família Rosso, Dona Rachele. Valéria sacrificou a noite para tomar conta da casa dos pais para que eles pudessem se ausentaar.
            Os cinegrafistas e fotógrafos se revezaram entre Carlinhos, Rocco e Clarinha, esta estreando em tal tipo de arte.
            No decorrer da tertúlia familiar foram fluindo o velho repertório das nossas melhores lembranças e emoções, dando uma atmosfera de saudade, com as prontas indicações de Thereza e Dió, que davam as dicas mais recônditas.
            “Eu queria saber porque foi que mudei... Nada além...Nervos de Aço... Mulata Rosinha; A Mulher da Capa e o desfile das joias dos imortais, desde Ary Barroso, passando por Caimi, Lupicínio, Silvio Caldas/Orestes Barbosa até Tom e Vinicius. Só o filé!
            As faltas de Moacyr e Iris nos fizeram evitar as milongas do tango argentino, que em Moá nos leva aos melhores tempos.
            A garotada, um tanto alheia às saudades, brincavam ao derredor das cadeiras, numa rotina natural das habilidades próprias das crianças, embora entre elas uma já esteja chegando a 1,80 – Raphael, em contraste com os pinguinhos de Carlos Neto e Guigui.
            Gabi, já com ares de mocinha, se acomodava vendo TV, enquanto conversavamLucas
e Daniel. Teta adoentada ficou reservada sob os cuidados de Carlos Victor e Malu.
            Rosa e Ernesto, muito cansados da viagem feite a João Pessoa ase esforçavam para que nada faltasse, orientando os serviços de Cleide. Todinho deu umas voltas no ambiente e recolheu-se ao quarto para não perturbar.
            Noite feliz, embora não fosse o Natal, mas o janeiro do novo ano, agraciada com a brisa que soprava do mar e os sons dedilhados por Domilsonem seu violão de longo curso, complementado com o movimento cadenciado das palhas do coqueiro e folhas do cajueiro da casa de Iêda.
            Ficou o registro de uma parte do tempo bom do veraneio em Cotovelo neste começo de 2014!

                        
CARTAS DE COTOVELO 2014 (12)

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

O veraneio não é somente sol e mar. Durante o seu período vivemos a satisfação de visitar os estabelecimentos do comércio local, com seus produtos industrializados ou nativos, principalmente as mercearias/padarias e a feirinha de Pium, atração permanente dos turistas visitantes, com preços ligeiramente acima do padrão normal da cidade grande.
            Aproveita-se, também, para uma boa leitura, mais cuidadosamente selecionada, além dos jornais diários e revistas que agora chegam com regularidade.
            A propósito, registro um excelente ensaio publicado na Folha de São Paulo deste domingo 12 de janeiro, da autoria do neurocientista aqui radicado SIDARTA RIBEIRO, onde desenvolve um temário da atualidade – Os embates da psicodelia com a cultura da acumulação, em linguagem erudita e rica, exigindo ao leitor um raciocínio mais apurado.
            Na casa de praia o coletivismo campeia, permitindo refeições em comunidade, bem assim os momentos de assistir filmes ou televisão, dos jogos de baralho e dominó e, no silêncio da noite que chega mais cedo, uma maior proximidade com Deus.
            Os filmes em DVD também permite uma seleção, do que posso registrar, dentre outros, O Vermelho e o Negro, de Stendhal; Fausto, de Goethe; alguns mistérios de Agatha Christie; Sonata de Outono, no ocaso da grande Ingrid Bergman; A sombra da forca, Perdidos na Tormenta com MontegomeryClift; Auroras Nascem Tranquilas – filme russo do Diretor Stanislav Rostofsky, etc.
            Na solidão do alpendre do meu quarto escrevo as minhas Cartas de Cotovelo, programo o meu blog e, pela primeira vez em minha vida estou rabiscando um conto romanceado ou romance praiano vivenciado na praia de Cotovelo e que inspirou o meu neto Carlos Victor a ilustrar com gravuras dos seus personagens e ambiente da história.
            Pretendo colocar nas redes sociais, por partes, para receber os comentários e críticas.

Verdades cruzadas - X
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, Professor aposentado do Curso de Direito da UFRN e Presidente da Comissão da Verdade. Sócio do IHGRN.

Artigo Final. Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem. 
Thiago de Mello: Estatuto do homem
Santiago do Chile, abril de 1964.

O Governo atual, da Presidenta Dilma Rousseff, como prefere ser denominada, através da Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 criou a Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticados no período fixado pela Constituição Federal – art. 8º do ADCT, que compreende o lapso temporal iniciado em 18 de setembro de 1946 – data da promulgação da Constituição de 1946 e do período conhecido como de redemocratização do Brasil até 05 de outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição Federal vigente, denominada “Constituição Cidadã” pelo eminente Deputado Federal Ulisses Guimarães, tudo no sentido de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.
Tal providência serviu de base para a criação de outras comissões semelhantes pelos Governos Estaduais e Municipais e Instituições Públicas, cada uma aperfeiçoando as informações pesquisadas em espaço mais próximos dos acontecimentos.
No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte a providência da Reitora Ângela Maria Paiva Cruz surgiu com a edição da Portaria nº 1.809/12-R, de 31 de outubro de 2012 criando a Comissão da Verdade da UFRN, em conformidade com o artigo 39 do Regimento Geral, designando para a sua condução representantes das categorias docente, discente e funcional, congregando professores aposentados e em atividade, o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), de representante do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais em Natal, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Macaíba, Macau e Nova Cruz (ADURN Sindicato) e do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (SINTEST)[1].
Na composição inicial foram designados os membros Carlos Roberto de Miranda Gomes, Professor Adjunto aposentado, na condição de Presidente; Ivis Alberto Lourenço Bezerra de Andrade, Professor Adjunto aposentado, na condição de Vice-Presidente; Almir de Carvalho Bueno, Professor Associado; Justina Iva de Araújo Silva, Professora Adjunta aposentada; Diretório Central dos Estudantes (DCE) representado pela aluna do Curso de Pedagogia Danyelle Rosana Guedes; Sindicato dos Docentes das Universidades Federais em Natal, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Macaíba, Macau e Nova Cruz (ADURN Sindicato), representado pela Professora Associada Maria Ângela Fernandes Ferreira e o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (SINTEST), representado pelo funcionário da UFRN, vigilante Moisés Alves de Sousa.
Para secretariar a Comissão foi designada a servidora KadmaLanubia da Silva Maia, conforme a Portaria nº 2.021/12-R, de 18 de dezembro de 2012.
Posteriormente, por motivos superiores, foram designados o aluno André Felipe Bandeira Cavalcante (Portaria nº 574/13-R, de 21 de março de 2013 em substituição a Danyelle Rosana Guedes e o Professor Titular José AntonioSpineliLindoso (Portaria nº 906/13-R, de 30 de abril de 2013) para substituir a Professora Justina Iva de Araújo Silva. Outra alteração foi feita na representação do DCE, com a substituição do estudante André Felipe pelo estudante do Curso de Direito Juan de Assis Almeida (Portaria nº 1.956-R, de 11 de setembro de 2013).
No decorrer dos trabalhos a Comissão sentiu a necessidade de recrutar alunos bolsistas, tendo realizado uma seleção que aprovou os nomes dos estudantes Edilson Pedro Araújo da Silva (Curso de História); Juan de Assis Almeida (Curso de Direito); Kaline Faria de Araújo (Curso de História); Lucila Barbalho Nascimento (Curso de História); MayaneRanice Costa da Rocha (Curso de História); Patrícia Wanessa de Moraes (Curso de História); Thales Gomes de Lima (Curso de direito); Yasmênia Evelyn Monteiro de Barros (Curso de História) e Monique Maia de Lima (Curso de História), que prestaram um serviço relevante, com eficiência e entusiasmo, permitindo êxito às tarefas da Comissão.

                                                                                                             Este trabalho terá complementação com o desenvolvimento de outros capítulos, que serão elaborados pelos demais membros da Comissão da Verdade, conforme se segue:
1.     Arcabouço histórico da Ditadura Militar no RN – Eclosão da ditadura e os reflexos em Natal e na UFRN.
Professor Antônio Spineli e bolsistas Yasmênia, Monique e Edilson.
2.     Estrutura da repressão: ASI/UFRN – DSI – SNI/DOPS. Atuação da ASI. Ligações entre os órgãos de informações. Professor Almir Bueno e bolsistas Monique, Mayane e Edilson.
3.     IPM da UFRN: 1964/RO. IPM do Restaurante Universitário: 1968/7ªRM. Professor Carlos Roberto de Miranda Gomes, membro Juan de Assis e dos bolsistas Lucila e Thales.
4.     A ação estudantil pré-1964 e posterior ao golpes e atuação das entidades estudantis DCE e DA´s no período. Professor Ivis Bezerra e bolsistas André, Kaline, Mayane Patrícia.
5.     Movimento Docente. Criação da ADURN no período de redemocratização. Professora Ângela Ferreira e bolsistas...
6.     Movimentação dos servidores. Caso Alberto Lima, servidores da ASI. Servidor Moisés e bolsistas...
7.     Graves violações aos Direitos Humanos (mortos, desaparecidos e presos políticos). Caso de Luiz Maranhão Filho, José Silton Pinheiro e Emmanoel Bezerra. Bolsistas Lucia, Yasmênia e Edilson.
8.     Conclusões (recomendações). Colegiado da Comissão.




[1] A ideia partiu dos estudantes do Curso de Direito.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Moacy Cirne: um nome essencialíssimo ao Brasil

(Lívio Oliveira)


O meu querido amigo Moacy Cirne, escritor e poeta de 
elevado renome, que não se situava somente nos limites 
do nosso Rio Grande do Norte, concluiu sua obra terrena
 na tarde quente do verão natalense desse último sábado 
que passou. Acompanhava notícias sobre o seu complexo 
quadro de saúde já havia um bom tempo. Mas, mesmo 
assim, fui tomado por um certo impacto, um choque, ao 
ler a notícia numa das redes ditas sociais. Havia ali uma 
foto de Moacy e alguns vagos dizeres sobre a sua passagem 
para um outro plano. Logo após, surgiu em mim uma tristeza
 calma e reflexiva que compartilhei com a minha esposa.
Intelectual múltiplo, Moacy detinha um olhar circular e 
atento que poucos possuíam neste país. Não é à toa que 
o mestre Tarcísio Gurgel costuma dizer que Moacy Cirne 
era o intelectual mais completo de sua geração. Além de 
toda a obra que deixou em livros e que também firmou 
na criação e liderança do histórico e emblemático 
movimento do Poema-Processo, lecionou com afinco
e amor em universidade carioca, foi um dos maiores
amantes e estudiosos do cinema e dos quadrinhos e
 exerceu outras muitas tarefas de cultivo do intelecto
no seu envolvimento visceral e apaixonado pelo mundo 
das realizações artísticas e culturais. Firmou, ainda
dignas posições político-ideológicas avançadas e
preocupações sociais que manteve até o final dos seus dias.
Moacy também era um grande fazedor de amizades,
sabendo alimentá-las com atenção e generosidade, 
doando a cada um dos seus próximos um pequeno 
quinhão de sua sabedoria calma, serena. Seu sorris
 suave e doce cativava fortemente quem dispunha
das saborosas oportunidades de uma conversa mansa
tranquila, ou mesmo com a paixão e os argumentos
 sólidos e cortantes e até irreverentes por ele levantados.
Um aspecto lhe era intrínseco e se fazia indissociável
da figura do grande amigo que partiu: Moacy era um
 sábio, era um sábio, era um sábio! (lembro que ele
gostava de brincar com os famosos versos de
Gertrude Stein: “uma rosa é uma rosa é uma rosa”)
 Bastava ouvi-lo e olhar para ele e perceber isso
estampado nos seus olhos perspicazes e nas suas
barbas brancas que lembravam as de um profeta 
bíblico. Por sinal, a Bíblia foi um forte objeto de 
estudos de Moacy nos últimos anos – salientando-se
 que era ateu (ou agnóstico), reconhecidamente. 
O livro póstumo terá, certamente, o nome que 
Moacy já havia escolhido, segundo me afirmou 
um dia: “A Bíblia: travessia, travessias”, numa alusão
direta a Guimarães Rosa.
Os momentos de desfrute intelectual e da amizad
com Moacy foram muitos para mim: Encontros
 fortuitos por Natal, participação mútua em
lançamentos de livros, algumas visitas que lh
fiz em casa (nunca encontrei Moacy no Rio,
infelizmente. Seria ótimo ver um Fla-Flu no 
Maracanã e sentir a vibração de Moacy pelo
seu Fluminense, mesmo que eu seja sempre
Flamengo), um texto introdutório que ele fez
 para um dos meus livros, uma entrevista que 
me concedeu em 2008, debates culturais diversos
 (inclusive através do seu blog “Balaio Porreta,
que manteve por muitos anos), dentre outras 
boas situações que tive de encontrar Moacy e
 sua inteligência viva e dinâmica.
Ao grande Moa dedico a minha pequena homenagem
 e agradecimento. Moacy Cirne se fez e se faz essencial
à cultura potiguar e brasileira e a todos os seus amigo
 saudosos. Todos, certamente, dedicarão parte de suas 
memórias a Moacy, estando em processo de 
amadurecimento, inclusive, a ideia de um livro 
coletivo de depoimentos acerca de suas vida e
obra, o que é algo que lhe é devido, mas simples 
diante de tudo que fez por estas bandas de cá. 
Moacy Cirne é, sim, um nome que se inscreve 
como essencialíssimo ao Seridó, ao Rio Grande 
do Norte e ao Brasil. Sempre será lembrado e
deverá ser homenageado fortemente (autoridades
potiguares que nos ouçam e, se possível, leiam),
 por seus grandes méritos e valores. Não custa
repetir: Moacy vive e nos orgulha a todos!
CARTAS DE COTOVELO 2014 (11)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
            Fazer registro de partidas não me oferece satisfação, ao contrário de quando me é ofertada a oportunidade de falar em chegadas.
            A vida, no entanto, nos prega peças inusitadas, que tolhe o nosso pensar, sem alternativa de reparo.
            Nem ao menos o tempo de recuperação da partida de três amigos e já contabilizamos mais duas – Moacy Cirne, meu colega de Faculdade de Direito da Faculdade da Ribeira até o 3º ano, quando foi atraído pela cidade grande de São Sebastião do Rio de Janeiro.
            Lembro-me bem de ter sido escalado para, em nome da Turma, demovê-lo da interrupção do seu Curso, mas não tive competência para convencê-lo e Moacy ganhou espaços na Cidade Maravilhosa onde permaneceu por longos anos.
            Eventuais retornos a Natal, para suspender a prescrição, como dizia Dr. Mário Moacyr Porto, com ele tive alguns encontros informais no Sebo Vermelho de Abimael ou em lançamentos de livros, sem que nos envolvesse algum tema específico.
            Um elo, porém, nos permitia afinidade – os quadrinhos, os quais sempre foram do meu gosto desde o ocaso dos anos 40 e ainda guardo os ‘Gibis e Guris’, genericamente falando, na minha biblioteca, todos encadernados por títulos, alguns desde o primeiro número; como relicário da minha feliz infância em Macaíba e em Natal até que a força do destino me tenha feito presa dos trágicos deveres, usando uma expressão do poeta Cruz e Souza.
            Vai o homem, fica a fama. Lembranças e saudades!
            O outro foi Mário Luiz Cavalcanti Moura, meu companheiro conscrito da turma de 1959 do 16º RI, a quem carinhosamente apelidamos de ‘estaca de queixo’ (peça de madeira que segurava as cordas das barracas de campanha).
            Dele recordo de dois episódios – o primeiro quando perdera o seu sabre num exercício durante a manobra militar daquele ano, em Capim Macio, o que lhe renderia um processo. Mas a solidariedade dos colegas de farda e da CCS, com a permissão do Comandante Mílton Freire de Andrade e do Tenente Carvalho, saiu em diligência numa grande coluna na direção do lugar dos exercícios, em toda a sua largura obtendo resultado positivo. Achamos o artefato e tudo voltou como antes no quartel de Abrantes.
            O outro acontecimento se deu ainda na manobra quando a gaiatice de um colega (possivelmente o presepeiro Tarcísio Motta), imitando um animal fuçava abarraca de Mário e este, com o sabre na mão bradava: ‘saí daí raposa; chô raposa’.  Ao derredor as gargalhadas eram muitas.
            Lembranças e saudades, também!