sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cartas de Cotovelo 2014 (4)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes
Agora compreendo a aspiração de todas as famílias, independentemente de condição social ou econômica, em possuir um ponto de referência alternativo, fora do seu habitat natural, para o deleite do que costumamos chamar de veraneio.
Funciona, de certa forma, com se fora uma viagem que se faz a outro lugar do país ou do estrangeiro, para amenizar um pouco a dureza do cotidiano.
O veraneio, em meu sentir, se apresenta mais aconchegante face a sua maior duração e pelo contato mais intenso com a natureza, com a simplicidade e pelo relacionamento interfamiliar.
Outra vertente, ainda, se descortina nesse espaço de tempo – a reflexão sobre a vida, seus problemas e soluções.
Tenho testemunhado em meu já alentado caminhar, a variedade de tons e sons da vivência, num impressionante contraste – nos veraneios vivi os momentos mais significantes da minha existência – telúricos na adolescência passados nos recantos da Redinha, a qual conhecia em todos os seus regalos, mesmo nas noites sem luar, numa época em que a energia elétrica era desligada pelas 21 horas. Ali senti as transformações comportamentais, mercê dos primeiros impactos da puberdade.
Naquela aprazível instância de veraneio escrevi os meus primeiros poemas, onde encontrei inspiração na simplicidade dos encontros no  Redinha Clube, jogos de toda ordem, festas inesquecíveis. Participei de serestas nos alpendres dos veranistas, um dos quais que muito me marcou – Dr. Túlio Fernandes, cultuando as tradições do lugar, proporcionando folguedos como a “Cavalhada”.
Era encantador ficar no trapiche à espera dos barcos à vela ou lancha dos passageiros, pois pela estrada era uma perigosa aventura. A passagem dos navios de passageiro ou de carga, deixando aquele cheiro de óleo diesel e a rapaziada nadando até próximo do canal para uma troca de acenos. A revoada de barcos em direção ao mar aberto para a pesca ou a puxada da rede nas pescarias da costa.
Foram muitos anos de encantamento, de passeios de bicicleta com a meninada no Rio Doce e do ‘brechar’ os casais em seus momentos de amor, quando atrevidamente jogávamos areia e partíamos em disparada para casa.
Com a velhice dos meus pais foi vendida a nossa casa do Maruim, ainda remanescente juntamente com a do ex-vizinho Seu Nelson. As demais desapareceram na saudade.
Agora o veraneio ficou por conta de cada filho já multiplicados com novos componentes e, no meu caso, fiz incursões em Pirangi até o encontro com a praia de Cotovelo, onde resolvi fazer a minha nova ‘Passargada’.
A paixão foi imediata e aqui encontrei novas formas de amar trazendo a família, já florescente, para recompor esse tipo de felicidade.
Não direito que tudo correspondeu a flores, pois percalços da existência trouxeram também dor e a tristeza visitou algumas vezes o nosso cantinho, desafiando a minha pena com poemas de sofrimento e desencanto.
Tal qual o fluxo natural das marés, a cada ano acontecem episódios que promovem encontros e desencontros, os quais vão sendo superados com sabedoria e fé.
Nos últimos veraneios, de um total de 24, as coisas se acertaram de tal maneira, que resolvi registrar os acontecimentos em forma de Cartas de Cotovelo, onde faço narrativas do cotidiano e dos devaneios dos bons momentos praianos.
Assim espero que continue nos próximos anos, embora não possa tanto com o porvir, pois o tempo não para e a velhice vem inexoravelmente ao nosso encontro, como aconteceu com os nossos pais.
Seja como DEUS quiser!   





Cartas de Cotovelo 2013/2014 (3)
Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes

            Vivemos neste findar de 2013 uma experiência diferente – mudança no período natalino, de Natal para nossa casa em Cotovelo.
            Depois do açodamento inicial da viagem, saindo do conforto da Capital para a simplicidade de uma praia de passagem, começamos a sentir a essência da vida familiar e a proximidade com a natureza.
            Na praia, logo cedo, acordamos com o som vindo das quebradas sucessivas das ondas e o odor característico da maresia, que nos oferecem forças para a jornada do dia.
            Regar as plantas e ver o nascimento do sol coincidindo com o gorjeio dos passarinhos que aqui existem em abundância. Um bom café matinal com a família, coisa que não é tão comum na cidade, onde cada filho tem a sua própria casa e que na praia todos ficam juntos, regado com inhame, tapioca e um pão fresquinho e depois as obrigações domésticas, em intensidade bem menor, prevalecendo a preguiça, cevada numa rede da varanda.
            As coisas da cidade grande não são tão comuns aqui - uma certa dificuldade de ter o conserto do telefone (a Oi passou 15 dias), a aquisição dos jornais do dia e outras facilidades que rareiam, como um bom sinal de internet etc.
            Mas estamos no veraneio e a coisa funciona assim mesmo, pelo menos diferente da cidade de origem.
            Hoje vivemos a expectativa das comemorações da chegada de 2014, com a ceia especial programada, música e a alegria, renovando-se a esperança de que melhorias virão, com menos violência (e bote violência nisso em 2013), mais igualdade, a oportunidade cívica da escolha de novos governantes, para o que rogamos a proteção Divina de nos ofertar maior lucidez nas escolhas.
            Os telefonemas não param – são os amigos e parentes daqui e de além mar nos desejando venturas no ano que vai nascer.
            A internet nos traz mensagens benvindas.
            Deus de amor e bondade, Fazei descer de Vossa mansão Celestial uma centelha de luz para acalentar os sofridos, alimentar os desvalidos e aplacar os desencontros, renovando as esperanças de um tempo de melhor qualidade de vida para o povo paciente do nosso Estado e do Brasil querido.
FELIZ 2014!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

            

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O velho catador de lixo
Por Augusto Leal, engenheiro.

                Estava sentado no alpendre de minha casa, olhando o mar e o nascer do sol, sentido a orquestra tocando a canção da vida, com os acordes do vento, das ondas do mar, o abanar das folhas dos coqueiros. Quando procurava conversar com Deus, lembrando que este ano perdi a convivência material de muitos amigos, espiritualmente eles continuam comigo. Como estarão suas famílias, nesta época de festas – Natal e Ano Novo- muitas, acho consoladas com a Paz de Cristo, outras talvez não. Senti uma tristeza, mas procurei entender os passos da vida, todos nós seguiremos o mesmo caminho.
                Um pouco distante, vejo um senhor velhinho,já com a sua coluna vertebral se curvando, fazendo com que a sua aparência seja de uma pessoa que sempre olha para o chão e com passos lentos revirando o lixo, procurando ali o seu sustendo e provavelmente dos seus dependentes. Lembrei-me que aquele cidadão que é brasileiro igual a mim, faz este triste percurso há mais de trinta e oito anos e nada ou quase nada foi feito neste lugar para que as pessoas melhorem sua posição social, para que se viva com um pouco mais de dignidade, que já é hora para os políticos tomarem vergonha na cara e parar de ser hipócritas, para que pelo menos as crianças que nasceram nas próximas décadas não vejam cenas tristes como eu estou vendo.
                O velho homem passa por mim lento e triste, em um esforço físico procura levantar o rosto e me dar bom dia,  para minha surpresa deseja-me Feliz Natal. Olhei para a minha consciência, os olhos lacrimejaram. Como eu que venho há trinta e oito anos neste local, nunca dei um grito de alerta para que me poupassem daquela cena, ao contrário, sempre assisti calado. Eu uma pessoa que tive bem mais oportunidades na vida, eu uma pessoa que pude estudar, não fiz nada e como a maioria dos veranistas da Praia de Cotovelo, não fez nada por aquelas pessoas que tanto poderiam ter sido ajudada por nós. Erramos sim, só olhamos do portão das nossas casas para dentro, até para o lado, não olhamos, para dar um alô ao o vizinho. É difícil, esta é a nossa sociedade consumista, “venha a nós o vosso reino.” Vivemos em uma sociedade, que pensamos em ter um super carro, sem termos uma boa casa, que temos uma boa casa, mas vendemos para comprar uma em um condomínio de luxo, pois lá estão as pessoas ditas ricas. Não vamos aos hospitais fazer um pouco de caridade, não passamos nos bairros humildes para levarmos um cobertor aos que não tem roupas, não levamos uma ceia para os que mendigam nas ruas, para os que tem fome, e ainda falamos que somos Cristãos.
                De longe no imaginário ouvi uma valsa que minha tia Cristina tocava muito em seu piano na casa de meu avô, Fascinação – Os sonhos mais lindos sonhei /De quimeras mil/Um castelo ergui. Pensei comigo, quais foram ou são os sonhos deste velho homem, quais são os seus castelos? Será que foi ou é justo ele ter passado a sua vida assim? Não sei, talvez se Charlie Chaplin tivesse visto este senhor e esta cena, ele fosse um dos seus personagens nas suas tristes comédias. Embora tenha aprendido cantando: “Que na vida a gente tem que entender que um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri,” não me sentia confortável, para mim era triste.
Mas o ato daquele simples homem mostrou-me que podemos viver cordialmente, aprender que ao passar por outro devemos pelo menos dar um bom dia, uma boa noite, de sentir a dor alheia, de falar com Deus e pedir perdão das nossas omissões, dos nossos pecados, de procurar amar o próximo. Que mesmo tendo as adversidades da vida é possível olhar para o seu semelhante e desejar pelo menos um Feliz Natal.

                “Este ano quero paz no meu coração, quem quiser ser meu amigo, me dê à mão.” Vamos fazer um novo ano mais caridoso, vamos compartilhar amor e amizade, vamos procurar amenizar a dor dos mais carentes, vamos procurar valorizar a família, vamos não só ir aos cinemas, teatros, boates, restaurantes caros, vamos também aos hospitais, as casas de caridades, aos lares mais carentes. Esses são meus desejos de um Feliz Ano Novo.

Rinaldo Barros
Para rbEu
Dez 28 em 10:09 AM
O tempo está acabando
"O contrário do amor não é ódio, mas a indiferença". (Friedrich Nietzsche, 1844 a 1900)

(*) Rinaldo Barros
            Grandes terremotos na China... Ciclones em Mianmar... Furacões no Caribe... Tsunamis na Ásia, incêndios na Austrália, Califórnia... Falta d’água na Austrália... Inundações na China, Alemanha, Coréia, Peru, Espanha, Paquistão, Brasil...
            Essas são mensagens de catástrofes naturais que diariamente nos chegam das mais variadas partes do mundo, e de tal forma já incorporadas ao nosso dia-a-dia, que não nos causam mais tanto espanto. Integra o quadro da banalização da vida.
            Vale registrar que, segundo relatórios da ONU e Cruz Vermelha Internacional, nos últimos 10 anos, o número de catástrofes naturais aumentou em 60% e o número de mortes passou de 600 mil para 1 milhão e 300 mil pessoas! Só o Tsunami na Ásia matou 230 mil pessoas e os recentes ciclones em Mianmar na Ásia e terremotos na China mataram mais de 150 mil pessoas. Esses números são catalogados como catástrofes naturais e tendem a aumentar.
            Apesar da seriedade da situação, a Terra continua também a receber diariamente notícias sobre a contínua devastação da floresta amazônica, vazamentos de óleo nos oceanos, derretimentos das grandes geleiras, buracos na camada de ozônio, poluição do ar e águas, aquecimento global, resultando no iminente esgotamento dos recursos naturais.
            Na outra face da moeda, a desvalorização do ser humano, o aumento das drogas, o efeito devastador do desequilíbrio ecológico, a perda da dignidade, a inversão dos valores sociais, o aumento da massa humana sem rumo, a fome, as desigualdades sociais, os preconceitos, as guerras, o terrorismo, a globalização da miséria, a insegurança, o medo, a incerteza do futuro, tudo isto cria uma névoa espessa de energia negativa em volta de nosso (?) mundo.
            É a aura doente do planeta, como conseqüência de milhões de almas doentias.
            Relembro que tudo está ligado! A degradação do ser humano e a do planeta estão intimamente unidos
e da mesma forma as soluções para o problema. 
            A Terra está sendo saqueada por quem deveria protegê-la! Separamo-nos da Natureza.
            O progresso materialista e tecnológico sem cuidados, a ganância sem ética; cobra um preço alto.  
            Concordo com Nietzsche, apud "Nietzsche para estressados", de Allan Percy; quando nos ensinou "voltar à Natureza não significa ir para trás e sim para a frente!"
            ─ "Ajuda-me, diz a Mãe-Terra, a dissipar essa nuvem escura que está ofuscando a luz, exaurindo minhas forças, acabando com minha vida!"  
            É a mãe pedindo para que seus filhos escutem seu apelo.
            A seu modo, o planeta está gritando aos quatro ventos, mas o Homem está tão desequilibrado que perdeu a capacidade de ouvir e ver os sinais.  
            Aprendi que tudo é energia, tudo é uma simples equação de ação e reação. Trate bem que será bem tratado! Destrua e será destruído!
            Ame e será amado! É plantar e colher! Esta regra vale para qualquer situação, desde uma simples equação de física elementar ou convivência pessoal até uma relação Homem-Homem ou Homem-Terra.
            Dar coisas boas e receber coisas boas! Dar ódio, destruição e receber ódio e destruição! É uma regra válida para tudo e para todos! Vale para o microcosmo e para o macrocosmo da mesma forma.
            É uma lei cósmica! Nós decidimos o nosso futuro. 
            É preciso, porém, atentar para o fato de que a nossa espécie "homo sapiens" não tem o poder de destruir o planeta, mas apenas de gerar sua própria destruição. O lindo planeta azul continuará girando em torno do Sol e, daqui a hum milhão de anos, fará surgir uma nova espécie de macacos, armados com paus e pedras, para atacar outro grupo de macacos...começando tudo de novo. 
Ingenuamente, talvez, como queria Agostinho (354 a 430 d.C), continuo com a Esperança, ao lado de suas duas filhas lindas: a Indignação e a Coragem, para lutar por um mundo melhor.
            Felizmente, temos o poder ao nosso alcance e a chance de evitar o desastre ainda está em nossas mãos. Comecemos já, o tempo está acabando.

                Rinaldo Barros é professor - rb@opiniaopolitica.com
Verdades cruzadas - VII
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, Professor aposentado do Curso de Direito da UFRN e Presidente da Comissão da Verdade. Sócio do IHGRN.

Pode-se considerar que o agravamento da crise de populismo no Brasil que levou a ascensão dos militares, em 1964, ocorreu a partir do breve governo do Presidente Janio Quadros, que só durou alguns meses do ano de 1961.
Carlos H.P.Cunha e Walclei de A.Azevedo – Podres Poderes-política e repressão. Natal: Infinita imagem, 2013.

 “Depois de passar 19 anos sendo convocado por políticos para debelar crises, o Exército interveio mais uma vez em 1964, desta vez num golpe de Estado que exilou o presidente João Goulart. O governo não foi entregue aos civis: os militares resolveram exercer eles mesmos o poder, acreditando que seriam os únicos a ter a disciplina e a honestidade necessárias para a função.
Foram tragados para um turbilhão de autoritarismo, disputas internas, guerrilha, inflação, tortura nos quartéis e atentados que desmoralizaram a instituição e seus generais-presidentes, apesar da censura importa à imprensa. No governo do último general-presidente, João Figueiredo, a ditadura havia se tornado um labirinto cuja saída foi a devolução do poder aos civis, com a eleição indireta de Tancredo Neves em 1985.” [1]
Começava no Brasil o caminho dos tanques, um período de mordaça dos segmentos sociais e a censura à imprensa sob uma divulgação de combate à subversão e corrupção – temas profundamente contraditórios em razão da história do País, usando-se para isso a força bruta e a grotesca ostentação de armas, torturas, perseguições e mortes, com a conivência e o apoio de parcelas importantes da sociedade – empresários, proprietários rurais, parte da imprensa, a igreja católica e influentes governadores de estados e o silêncio do Supremo Tribunal Federal.
Os golpistas sabiam que teriam problemas a enfrentar e para tanto não usaram o diálogo, mas o convencimento pela repressão, pela truculência, manipulando o processo democrático, cassando mandatos e orquestrando uma farsa eleitoral de dois partidos apenas – ARENA e MDB.
A moldura do governo militar passou a ser  “o milagre econômico”, com projetos de mega dimensão como a Transamazônica e a Perimetral Norte, fomentando um ufanismo nacionalista retratado no slogan “Brasil – ame-o ou deixe-o”.
O Ato Institucional nº 5, em 1968, recrudesceu a ditadura e as forças democráticas repeliriam a violência de todas as maneiras que podiam, ostensivas ou alternativas, estas desenvolvidas no Teatro, no Cinema e na Música.
             Entretanto, as conquistas vão acontecendo paulatinamente no percurso dos governos Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médice.

A partir do general Ernesto Geisel foi anunciado um programa de “abertura lenta, gradual e segura”, num processo político que passou a ser o ponto fundamental da luta nacional pela transição do regime no caminho da verdadeira Democracia, com a revogação dos atos institucionais e reforma da Lei de Segurança Nacional, das eleições legislativas de 1974, com as manifestações da sociedade em favor da redemocratização do país, do Movimento Feminino pela Anistia em 1975, o Comitê Brasileiro pela Anistia em 1978, que permitiram efetivamente a sua aprovação na Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979, no Governo João Figueiredo, e finalmente com a emenda Dante de Oliveira de 25 de março de 1984 abrindo o caminho da restauração do processo político. Registre-se que estes últimos Presidentes já trabalhavam no sentido do cumprimento das promessas de retorno à normalidade democrática

Forças reacionárias ainda tentaram reverter o processo de abertura, mas mesmo com o atentado fracassado no Riocentro, em 1981, não foi suficiente para interromper o movimento das “Diretas Já” que preparou a eleição indireta de Tancredo Neves em 1985.
  “A ditadura terminara – e o novo desafio era consolidar a democracia.”[2]
As eleições se sucedem. Tancredo Neves – a velha raposa mineira que se tornara símbolo da redemocratização ao derrotar o candidato Paulo Maluf, coincidentemente, adoece e é internado na véspera de sua posse, em seu lugar assume interinamente José Sarney, em solenidade no dia 15 de março de 1985, um político comprometido com a ditadura, assustado com o encargo que não cogitava..
Não foi um recomeço fácil. A fatalidade de Tancredo deixa atônito o País, notadamente com o seu falecimento em 21 de abril de 1985 – Dia de Tiradentes.
A economia atinge patamar de inflação nunca antes ocorrido, produzindo drástica corrida ao mercado de capitais, fomentando falências e concordatas.
Contudo, a penosa reconstrução da democracia contava com um grande aliado – Deputado Ulisses Guimarães, ganhando força na Nova República de Sarney, como Presidente do Congresso e da Assembleia Nacional Constituinte, dando ao Brasil a sua nova Carta Política de em 05 de outubro de 1988, denominada de “Constituição Cidadã”, com instrumentos jurídicos e políticos modernos para retomar o caminho da normalidade.
Mas o destino fez desaparecer o “Senhor das Diretas”, num desastre de helicóptero em 12 de outubro de 1992.


               





[1] DN Especial – (8) Anos de Chumbo12/7/2005.
[2] Diário de Natal, 12/7/2005.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

C A S C U D O  S E M P R E   L E M B R A D O


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

UM PERÍODO PARA A REFLEXÃO...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL...
DO PAPA FRANCISCO NA HOMILIA DA MISSA DO NATAL: JESUS CRISTO FOI A COISA MAIS IMPORTANTE QUE ACONTECEU NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE...

CONCORDO!!! SEM DÚVIDAS!!

           HOJE É O DIA MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE:

O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS...

NÃO EXISTE NINGUÉM MAIS IMPORTANTE QUE O FILHO DE DEUS...

CHEGOU AO MUNDO DITANDO O PARÂMETRO DA SIMPLICIDADE...

UM PARTO NUM CURRAL, NO MEIO DOS BICHOS, MAS JÁ ILUMINADO PELAS ESTRELAS, JÁ APONTANDO PARA O CÉU,ONDE SE ENCONTRA A ALMA E O ESPÍRITO...

          FELIZ DE QUEM PEDE AO CÉU...

DE QUEM TEM OS OLHOS PARA DEUS...

FELIZ DE QUEM TEM DEUS COMO SEU REFÚGIO...
SABE BATER A SUA PORTA...
NA DOR....
NO SOFRIMENTO,
NO SEU SUPLÍCIO...
ESTÁ ESCRITO...

          A SÚMULA DA VIDA COMEÇA COM O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO, E TERMINA NA QUINTA FEIRA SANTA,

 COM O SUPLÍCIO,
 A VIA CRUCIS, DESTE MENINO,
 CUJO NASCIMENTO COMEMORAMOS HOJE...

UMA CRIANÇA PERSEGUIDA DESDE O DIA DO SEU NASCIMENTO, ATÉ O SEU  ÚLTIMO SUSPIRO...
A SUA AGONIA...

UM HOMEM BOM, CUJA HUMANIDADE,O DESPREZOU, EM DETRIMENTO DE UM LADRÃO...

HÁ SEMPRE UMA FORMA DE RENASCER NO NATAL...AMACIAR O CORAÇÃO...PERDOAR...

SE LIVRAR DA VAIDADE E DA PREPOTÊNCIA QUE SUJA OS HOMENS...

RESPONSÁVEIS PELA SUA ANGÚSTIA, PELA SUA SOLIDÃO INTERIOR...

PELO SEU DESESPERO...


NA ÓTICA HUMANA, A VIDA DE JESUS CRISTO FOI UM FIASCO....

UM HOMEM QUE SE PROCLAMOU O FILHO DE DEUS...

RESSUSCITOU LÁZARO...

RESTITUIU A VISÃO A CEGOS...

FEZ TODO TIPO DE MILAGRE,
MAS TEVE MEDO,
SENTIU-SE ABANDONADO,
TEVE TODAS AS FRAQUEZAS HUMANAS NA SUA VIA CRUCIS,

INCLUSIVE SE DEIXOU SER CRUCIFICADO...

A MORTE DO FILHO DE DEUS, DEU PARA TODOS OS HOMENS ,

UM CARTÃO DE CRÉDITO ILIMITADO,PARA SER USADO POR SÉCULOS E SÉCULOS,

TODA VEZ QUE A DOR BATER NA NOSSA PORTA...

TODA VEZ QUE A DESESPERANÇA DESTRUIR O NOSSO EU...

A MORTE DE JESUS CRISTO É UMA CARTA DE CRÉDITO DE VALOR ILIMITADO,

PARA SE RESGATAR A PAZ...

A PAZ SÓ CHEGA POR JESUS CRISTO...

NÃO SE ILUDA COM A PSEUDO PAZ, QUE MOMENTANEAMENTE PODE SER ENCONTRADA NOS PRAZERES DO MUNDO...

NÃO HÁ PAZ QUE NÃO VENHA DE DEUS...

DO PONTO DE VISTA RACIONAL, NINGUÉM EXPLICA A VIDA...

SOMENTE COMPREENDENDO-A  COMO UM MISTÉRIO, ELA SE TORNA CLARIVIDENTE...

ESTE MISTÉRIO, ESTA COMPREENSÃO, SÓ BROTA DA FÉ...

DA SINTONIA DO ESPÍRITO COM DEUS E O CÉU.

          DESEJO A TODOS, AOS AMIGOS  E AOS INIMIGOS,

TODA A FELICIDADE DO MUNDO...UM FELIZ NATAL...

PROCUREMOS  RENASCER NESTA NOITE MILAGROSA,

 E  ENCONTREMOS  A PAZ QUE SÓ VEM DE DEUS...
26.12.2013

CONVITE PARA A POSSE DA NOVA DIRETORIA DA

UBE/RN, DIA 26-12-2012.

 
 EDUARDO ANTÔNIO GOSSON-PRESIDENTE
ROBERTO LIMA DE SOUZA
- PRESIDENTE ENTRANTE

CONVITE
 O Presidente da União Brasileira de
Escritores - UBE/RN
 - EDUARDO ANTÔNIO GOSSON, convida
Vossa Senhoria e família para a Sessão
Solene de posse da nova Diretoria da
entidade, a transcorrer
no dia 26 de dezembro, às 16h, no
auditório da
Academia Norte-Rio-Gradense de
Letras - ANL, oportunidade em que a chapa
A UNIÃO FAZ A
 FORÇA, liderada pelo professor Roberto Lima de
Souza, assumirá para o biênio 2014/2015. 

 Local: ANL - Rua MIpibu, 443 - Petrópolis
 Hora: 16h 
 Data: 26.12.2013 (quinta-feira) 

 Presidente Eduardo Antonio Gosson Gosson.

Cartas de Cotovelo 2013/2014 (2)

Por: Carlos Roberto de Miranda Gomes


            O dia acorda radiante de luz, pois hoje se iniciam as comemorações do nascimento do Menino Jesus.

            A natureza oferece de pronto, com os primeiros raios solares, o desabrochar de plantas nativas e o mar acolhe os banhistas madrugadores numa calmaria própria de dezembro. A fotografia retrata uma planta que ainda não identifiquei, lado a lado das sempre alegres xananas.

            Um tanto diferentes os cenários naturais, pois as pedras resolvem sair do seu abrigo e ficarem à mostra, como já não fazia nos últimos anos.

            O lodo deixa aparecer os seus cabelos verdes num belo contraste com o escuro ou amarelado dos paredões de pedras e os ‘aratus’ caminham apressados e em desordem em busca de alimento farto.

            A brisa acalenta os corpos suados do calor do verão.

            E o mar – prefiro o da tarde, pois numa temperatura paradisíaca, renovando os encontros e reencontros com a areia, cobrindo as inscrições dos românticos ou das crianças feitas em seu regaço – ‘areias portadoras de saudades, saudades de quem tem amizade de um alguém, muito além’ (na inspiração de Dozinho em sua Ode a Ponta Negra).

            Cotovelo, infelizmente, já não tem os coqueiros que cresciam bastante, querendo o céu alcançar, nem os seus frutos que desciam constantes, querendo ficar com o mar (ainda na invocação de Dozinho).

            Há um encantamento que nos traz a infância quando a criançada empina as suas pipas na direção do infinito.

            Contudo, no barulhar das ondas e passar do tempo, o céu exagera em sua beleza, já no começo do adormecer do sol, onde as nuvens nos surpreendem criando formas no desenhar de cada olhar.

            Tudo indica que teremos um Natal de beleza e paz, de amor para muitos, de tristeza para alguns e até de indiferença para outros.

            Encontros e desencontros podem acontecer, mas é Natal. Benvindo Menino Deus.  

            FELIZ NATAL PARA A HUMANIDADE.
HOMENAGEM AO VOVÔ BOTELHO


VÔ FIZ ESSA HOMENAGEM AO SENHOR ALGUNS DIAS ATRÁS NA MINHA REDE SOCIAL:

Muitas vezes dizemos que somos fortes, que jamais ninguém irá nos influenciar, está ai minha maior influência. Dizemos também que os pensamentos de pessoas mais velhas são ultrapassados, está ai o meu maior conselheiro. Achamos que os idosos não vão mais nos surpreender, está ai o meu maior orgulho. Meu espelho, meu amor mais puro, minha inspiração, meu admirador! Muitas vezes esquecemos de dizer o quanto amamos as pessoas de dentro de casa, e infelizmente so nos damos conta quando elas passam dessa terra pra um mundo melhor. Pelos calos que tenho nos pés, pelos obstáculos que a vida ja me pregou, eu digo todos os dias o quanto eu o amo e o quanto ele e essencial na minha vida! Que Deus me dê a oportunidade de viver por muitos anos ao seu lado! #voinho #oduliobotelho

terça-feira, 24 de dezembro de 2013


2013-2014
 

 
“Vinde a mim, todos vós que estás cansados
e carregados de fardos, e eu vos darei descanso.
Tomai sobre vós o meu jugo
e sede discípulos meus,
porque sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para vós.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mt 11,28-30
FAZEI O BEM SEM OLHAR A QUEM!
 
FELIZ NATAL – PRÓSPERO ANO NOVO
Carlos  Roberto de Miranda Gomes e Família

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


PÁGINA DO VEREADOR GEORGE CÂMARA
Ano: I nº 10 - Natal/RN, 18 de dezembro de 2013.

Crimes contra direitos humanos serão investigados por Comissão

Fórum recebeu nome de Luiz Ignácio Maranhão Filho – militante torturado e assassinado pelo Golpe Militar no Brasil.

No dia em que o Ato Institucional n° 5 (AI-5) – último decreto promulgado pelo regime militar de 1964 e que provocou uma série de cassações, prisões, torturas e perdas de direitos no Brasil – completou 45 anos, a Prefeitura Municipal do Natal abriu suas portas para a instalação da Comissão Municipal da Memória, Verdade e Justiça, tendo como patrono, Luiz Ignácio Maranhão Filho, preso e assassinado pela ditadura. A solenidade ocorreu no último dia 13 de dezembro no salão nobre do Palácio Felipe Camarão. Participaram da instalação do Comitê, o coordenador do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), Roberto Monte, o presidente do Comitê da Verdade da UFRN, Carlos Roberto Gomes, além de vários militantes dos Direitos Humanos na capital.
Presidida pelo advogado e ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz nos anos 1970, Horácio Paiva, a Comissão terá mandato de um ano para analisar delitos cometidos pelo regime de exceção, podendo ser prorrogada por igual período. Ao final de cada processo, o grupo apresentará um relatório circunstanciado sobre a investigação dos fatos históricos. O período a ser observado engloba os crimes e violações dos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. Em breve, a Comissão Municipal vai estabelecer acordo de cooperação com a Comissão Nacional da Verdade (CNV), afora o Comitê da Verdade local.
Para Horácio, a instalação da Comissão traduz um importante momento da história republicana de Natal. Ele afirmou que a Comissão nasceu de uma combinação entre os Poderes legislativo e executivo. Dessa junção, cumpre-se, conforme Horácio, mais um ciclo democrático: “A Comissão não é um tribunal de revanche. Sequer é um tribunal. Vamos examinar e esclarecer os excessos cometidos durante o regime autoritário”, explicou.
 
Autor da lei que criou a Comissão Municipal da Memória, Verdade e Justiça - Luiz Ignácio Maranhão Filho, o vereador George Câmara (PCdoB) destacou a inserção da capital potiguar no calendário da Comissão Nacional da Verdade, lançando Natal no palco da revisão histórica. Em seu entendimento, a Comissão irá tratar dos atos iníquos cometidos pela repressão, entre eles a violação dos direitos humanos. “A Comissão era um anseio dos Movimentos Populares que lutam até hoje pelo esclarecimento dos crimes e abusos cometidos naquele período ditatorial”, frisa George.
 
O prefeito Carlos Eduardo considerou ser de fundamental importância investigar e esclarecer os crimes contra os direitos humanos ocorridos durante o regime ditatorial em Natal. “A investigação dos atos é um instrumento que devemos considerar, sem revanchismo. Queremos lançar uma lupa sobre o esclarecimento de fatos passados. Nossa ideologia, neste caso, é o compromisso com a verdade e a revisão histórica”, falou o Prefeito.
 
Na opinião da socióloga e ex-secretária do Comitê Norte-rio-grandense pela Anistia, criado em 1979, Rizolete Fernandes, a Comissão dará oportunidade para que a verdade sobre os crimes cometidos no período da ditadura militar venha à tona: “Natal era uma das poucas capitais do país que não havia instalado sua Comissão”, informou.
 
Constituída por personalidades com experiência na área da cidadania, dos direitos humanos e da revisão histórica, a Comissão é composta pelos membros Horácio Paiva, Afonso Laurentino, Jeane Fialho Canuto, Luciano Capistrano, Rizolete Fernandes, Roberto Furtado e pelo vereador George Câmara.
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Projeto Municipal busca reintegrar Mandatos de Djalma Maranhão e Luís Gonzaga dos Santos

Iniciativa pretende anular cassação injusta sofrida pelos comunistas durante Regime Militar

Na última semana, o vereador George Câmara (PCdoB), apresentou aos colegas parlamentares, o Projeto de Resolução nº 20/13 que objetiva reconhecer como atos antidemocráticos e injustos a decretação do impeachment e a cassação dos mandatos e direitos políticos do Prefeito e Vice-Prefeito de Natal, Djalma Maranhão e Luís Gonzaga dos Santos na década de sessenta. Neste sentido, a proposta pretende anular a decisão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Natal ocorrida no dia 3 de abril de 1964 devolvendo (in memoriam) aos mesmos, os mandatos cassados naquele ano.
De acordo com o vereador George, autor do projeto, a iniciativa pretende repudiar a decisão tomada em 3 de abril de 1964 pelos 21 vereadores daquela legislatura quando aprovaram o decreto que acatava os argumentos do Exército Brasileiro: que o Prefeito e o Vice-Prefeito de Natal, sendo comunistas, estavam impedidos de exercer seus mandatos. “Como forma de corrigir essa injustiça histórica, os nomes de Djalma Maranhão e Luís Gonzaga dos Santos, eleitos democraticamente, serão inscritos nos anais da Câmara Municipal, bem como, na sede da Prefeitura, como dignos representantes dos cidadãos natalenses”, explicou George.
A proposta prevê ainda que no dia 3 de abril de 2014 - data em que se completam 50 (cinquenta) anos da decretação do impeachment e da cassação dos mandatos – seja realizada uma Sessão Solene na Câmara Municipal de Natal para a devolução, de forma simbólica, dos mandatos conquistados de forma democrática com o voto do povo.
A solenidade contará com a entrega de certificados de diplomação às famílias e com a inauguração de uma placa com os nomes do Prefeito Djalma Maranhão e de seu Vice, Luís Gonzaga dos Santos, reparando a violência cometida contra a democracia naquela época.

REMINISCÊNCIAS DA RUA PRINCESA ISABEL – A SAGA DE FLORIANO “EL BODEGUERO”. ÚLTIMA PARTE.

Em uma noite do mês junho de 1972, despedi-me da turma da Princesa Isabel, dos meus amigos do Atheneu, da minha cidade de Natal, e rumei para São Paulo onde iria assumir no Banco do Brasil, o que seria o meu primeiro emprego.
 
Pouco me recordo daquela última semana passada junto com essa turma. A expectativa de viver e trabalhar em outra cidade, não me deixava pensar em mais nada. O foco era a viagem. O desconhecido me assustava, ao tempo que também me atraia. Como seria morar sozinho? O que me esperava naquela cidade grande? A verdade é que eu pouco conhecia além das fronteiras de minha cidade, já que meu vôo fora de Natal tinha apenas  conseguido alcançar as cidades de João Pessoa, com os pic-nic do professor Humberto do Atheneu, que de tanto fazer esse tipo de viajem, terminou recebendo o apelido de “Humberto Pic-nic” e a cidade do Recife, onde fui assistir o casamento de um primo.
 
Hoje escrevendo essas crônicas, vagas lembranças fragmentadas daquela época, chegam-me à memória como fleches daqueles últimos dias que antecederam a minha viagem a São Paulo. Recordo que saímos pelos bares da vida, tomamos umas cervejas e, como de costume, tudo terminou em serenatas.
 
Ao retornar nos anos seguintes, o tempo era curto para dividi-lo entre os familiares e os velhos amigos. E como sequência natural das coisas, cada um foi tomando o seu rumo pela vida. Uns mudaram-se para outros estados, outros para ruas mais afastadas e lá formaram novas turmas. O ensino superior, outra fase importante na vida dos jovens, obrigatoriamente abriria espaço para a convivência com novos amigos que estudariam e se divertiriam juntos.
     
      Quando deixei Natal em 1972, a turma de frequentadores da “Bodega de Floriano” já estava se dissipando. Faço aqui uma retrospectiva dos que me chegam à memória e as profissões que abraçaram pela vida: Jairo (engenheiro); Adauto (advogado e escritor); Levi (artista plástico); Jaime Ninho (economista); Adilson Gurgel (advogado); Hamilton Gurgel (bancário); Chiquinho (serviços de telecomunicação); Leonardo Naná (engenheiro); Rominho (comerciante); Leo Leite (matemático); Gilson Leite (bancário); Beto Coronado (psicólogo e professor); Zé Ivo (odontólogo); Jorge Chopp (médico); João Bosco (professor universitário); Cacá (pintor), Paulinho (médico); Alberto (engenheiro); Carlos Castim (advogado) e Thales (engenheiro), todos morando atualmente em Natal.
Barroca, Carlinhos, Mario Maromba e Sérgio China faleceram. Josemar (odontólogo) mora em (Brasília; Zezé (bancário) mora em Caruaru-Pe; Maninho mora em Maceió; Túlio e Calabé moram em Recife.
 
Quanto a essas reuniões, tudo começou quando no final da década de 80, por ocasião das festividades natalinas, Beto e Jairo se encontraram e, pela primeira vez, trataram do assunto. Comentaram sobre a possibilidade de reunir alguns componentes da turma, para uma confraternização na época natalina. Dez anos depois, em 1999, meia dúzia dos amigos daquela época reuniu-se no hotel Barreira Rocha para um almoço de reencontro. Aquele almoço seria o pontapé inicial para a sucessão ininterruptas dessas reuniões, que no próximo sábado completam 15 anos.
 
Nesse dia faremos uma homenagem especial ao nosso patrono Floriano, proprietário da bodega, que deu nome a nossa confraria, onde essa e outras turmas no passado se reuniam diariamente para conversar, fazer amigos e beber na fonte do conhecimento de um dos bodegueiros mais festejados e admirados de nossa cidade.
 
Viva Floriano “El Bodegero”!