quarta-feira, 24 de outubro de 2012


O desabafo de Valério e o efeito borboleta
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG

Há poucos dias o presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte fez, neste mesmo jornal, um artigo desabafando todas as suas angústias quanto ao destino dos órgãos de contas, em face dos pronunciamentos de juristas e não juristas desta terra, bem como do entendimento de alguns ministros dos tribunais superiores sobre as competências das Câmaras Municipais para julgamento dos atos de gestão dos prefeitos. Fez uma análise perfeita levando em conta o preparo do órgão técnico e a falta de isenção das atuais câmaras para uma análise correta e um julgamento imparcial. Todos os munícipes, juristas ou não, vereadores ou não, deveriam ler o desabafo de Valério.
Qualquer individuo que tenha acompanhado o pleito eleitoral nos diversos municípios deste Estado viu que a campanha se desenrolou debaixo de paixões avassaladoras sem o mínimo de senso crítico. Toda essa paixão desenfreada contamina as Câmaras e faz delas órgãos sem a menor isenção para julgar qualquer coisa.
As contas de 2008 do prefeito Carlos Eduardo foram examinadas debaixo dessa falta de isenção. Foram os próprios vereadores, em entrevista nos jornais que reconheciam seu desconhecimento sobre contas. Quem não sabe manda para quem sabe, para quem se preparou para examinar devidamente. Mas esses vereadores, sem isenção, não procederam dessa forma. Isso levaria tempo e atrapalharia o plano de tornar o prefeito inelegível. Cada um, a seu modo, tentava exercer sua vingança pessoal, ou não queria se incompatibilizar com os gestores de benesses.
Pior que tudo isso foi o despreparo no julgamento. A Câmara além de não ouvir o órgão técnico auxiliar, que era o Tribunal de Contas, não abriu uma comissão de inquérito para a devida apuração. Não houve, na verdade, apuração dos fatos, um por um, mas simplesmente, como diz o acusador-mor, evidências no Diário Oficial do Município. Ora, indícios sem apuração, implica julgamento incorreto. Nem tudo que parece é. Quantas pessoas foram ouvidas pela Câmara sobre as supostas irregularidades? Quem estava envolvido diretamente nas ditas irregularidades? Para a defesa de qualquer acusado deveria ser apresentado o processo completo com as ditas irregularidades para que se produzissem as devidas defesas. Ou não é assim que tem que ser feito senhores juristas? O prefeito foi convocado para se defender ou mandaram simplesmente um ofício pedindo esclarecimento das vagas insinuações?
Recordamos aqui alguns pontos, da minha compreensão. Não havia necessidade da prefeitura consultar a Câmara sobre a venda, pois ela não gerava nenhum endividamento; muitos dos atos de pessoal publicados no Diário Oficial do Município não eram simples concessão do prefeito, mas direito dos servidores, e tudo isso fazia parte da previsão orçamentária da Prefeitura; a administração municipal não ficou se lamentando dos erros do passado, mas diante de dificuldades financeiras foi em busca de recursos da ordem de 40 milhões. Aritmeticamente, não houve prejuízo de 9 milhões, mas um acréscimo de 31 milhões nos cofres municipais; a administração municipal, mesmo agindo de forma incorreta, não se apropriou dos recursos da previdência municipal, mas se socorreu temporariamente daqueles dinheiros para evitar o caos municipal, tendo devolvido em tempo os recursos, mesmo a Câmara Municipal tendo tentado prejudicar a cidade. O prefeito preferiu se arriscar a ver a cidade caminhar para o abandono. Pergunto aos munícipes de Natal. Houve, realmente, espaço e tempo para o acusado responder com propriedade, e não de forma resumida, como fiz acima, as questões suscitadas?
Entro agora na questão, que denomino o erro de Micarla. Quando cheguei à Administração Municipal em 2003, a situação financeira não era boa, como de costume. Já no segundo semestre participei de reunião com o prefeito com a finalidade de cortar orçamentos e recursos, a fim de equilibrar as finanças, principalmente, por conta de obrigações extras e quedas de receitas no segundo semestre. Esse procedimento se estendeu por todos os anos seguintes. Tudo isso dificultava mais ainda a correção dos diversos planos de cargos e salários dos servidores. O aumento acima da inflação do salário mínimo ia corrigindo algumas situações, mas criava ao mesmo tempo algumas distorções. Todas as projeções que fazíamos para melhorar a situação dos servidores iam além da capacidade financeira da prefeitura.
A prefeita fez uma escolha quando assumiu. Resolveu melhorar o salário dos servidores, como era para ser feito. Só que cometeu um grande equívoco, por falta de assessoramento e incompetência da Câmara, pois não houve previsão das consequências, quando resolveu dar, de uma vez só, muitos benefícios, onerando assustadoramente a despesa com pessoal e encargos, por vários anos pela frente. Como na Teoria do Caos, o efeito borboleta provocou um furacão nas finanças da Prefeitura que impossibilitou a administração municipal de cuidar de outras questões essenciais da população de Natal, agora, e por mais alguns anos pela frente. Já com os dados do orçamento de 2013, constatamos que a despesa realizada com pessoal e encargos em 2011, já ultrapassava em mais de R$ 342 milhões a realizada em 2008. Os investimentos que em 2008 foram de R$ 233.117.000,00 caíram para R$ 78.964.000,00. O item outras despesas correntes evoluiu de R$ 431.690.000,00 para tão somente R$ 594.900.000,00.
Um detalhe que chama a atenção, mas é muito comum na elaboração do orçamento é a previsão, a menos, para os anos seguintes. Para pessoal e encargos, embora a despesa realizada em 2011 já tivesse alcançado mais de 846 milhões, a despesa fixada nesse item, para 2012, foi de aproximadamente 717 milhões e a prevista, para 2013, de aproximadamente 739 milhões.
Infelizmente, a nossa cidade vai ser penalizada por mais alguns anos, a menos que surja algum fato novo que mude essa realidade.





CHORO POR VOCÊ

Ciro Tavares

Choro por você que não conheceu, em Natal, os cinemas Rex e São Luiz, ambos hoje apagados da memória da cidade. Você que não participou das tardes alegres nem assistiu aos filmes de Tarzan, com johnny Weissmuller. Você que não nos acompanhou à Sorveteria Cruzeiro,não provou da cartola do Botijinha, do mineiro assado e do maltado do Dia e Noite. Que não conversou nas noites dos domingos na esquina da Avenida Deodoro com a Rua João Pessoa, quando moças bonitas passeavam embriagando de sonhos nossos olhares, tempo da Praça Pio X que se encantou na nova Catedral.Que não pode imaginar os momentos fantásticos do cinema Rio Grande e nem sabe quem foi o pequeno Manoel dos pirulitos,ali na porta, sustentando pesado tabuleiro, com balas, goma de mascar e chocolates. Hoje o jornal informou que chita, a chimpanzé de Tarzan morreu, aos 80 anos, na véspera do Natal. Deve ter escutado o grito do herói atravessando o espaço e e foi juntar-se a ele. Vivi essa época e vivi intensamente. E por chorar com saudades do animal acabo chorando por você.


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O GRANDE PONTO

Ciro Tavares

            O autêntico Grande Ponto que conheci e frequentei, era o espaço relativamente curto na Rua João Pessoa, entre a Rua Princesa Isabel e a Avenida Rio branco. Não conheci o Cova da Onça, na velha Ribeira, mas acredito que, a exemplo de boa parte da atividade comercial que veio para o que chamo Ribeira do Alto, denominada de Cidade Alta pela ignorância administrativa, o comentado café que fechou por excesso de conversas albergou-se, com os mesmos vícios, no Botijinha, esquina da Princesa Isabel, lado esquerdo da João Pessoa.
Diante dos meus olhos, deitados no tempo, sinto pulsar as edificações então existentes: o Salão Bom Jesus, com Antônio Guedes, seus companheiros e a manicure Rita,  a padaria do Sr. Teódulo Senna,a farmácia de Rafael Cabral, a Sorveteria Cruzeiro, As lojas Setas para Homens, o café São Luiz, do Sr. Luiz Veiga, a casa Vesúvio de Rômulo Maiorana, o estúdio fotográfico de Valdemir Germano, a Helvética e a Cisne, dos irmãos Miranda e o salão de sinuca, onde “Liliu” depenava os incautos.
Ao longo dos anos, aconteceram as modificações. O Botijinha, que nunca teve portas e no andar superior abrigava a sede do Santa Cruz Futebol Clube, consumiu-se diante do progresso, mas deixou a saudade das deliciosas “cartolas”, e do poético ambiente, porque humilde e acolhedor. O café Maia, de Rossini Azevedo, substituiu o São Luiz, Antonio Guedes e os seus ocuparam a sobreloja do edifício que Amaro Mesquita, finalmente, construiu, “depois de longo e tenebroso inverno”.
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                                  EXPRESSÕES DA TERRA NATAL

      Para compreender melhor o diálogo dos natalenses, as pessoas devem conhecer o significado de algumas palavras que são próprias dos potiguares e empregadas habitualmente nas conversações.
1.    O vocábulo maracatu, por exemplo, definido no dicionário Houaiss como dança em que um bloco fantasiado, bailando ao som de tambores, chocalhos e gonguê, segue uma mulher, que leva na mão um bastão em cuja extremidade tem uma boneca ricamente enfeitada (a calunga) e executa evoluções coreográficas” ou” música popular inspirada nessa dança” , na linguagem popular seria o próprio calunga, a pessoa desajeitada, desarrumada, sem modos e outros adjetivos que se equiparem;
2.    Temos, também: prejura, possivelmente uma corruptela de perjurar, aplicado ao indivíduo sem qualificação, falso, cretino, feioso, fedido;
3.    Reiera, de péssima qualidade, porcaria ou porqueira;
4.    Reado, talvez uma corruptela de relhar, ferrado, lascado, fodido;
5.    Excelência o “maracatu” metido a bacana, a ser o que não é;
6.    Breado o que, por medo, ou diarreia,  se suja nas próprias fezes. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012


OAB/RN - 80 ANOS BEM COMEMORADOS

Na data de ontem, a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, SEÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE, ao completar 80 anos de sua criação, teve uma comemoração diferente, cívica, com a realização exitosa das eleições diretas para a composição da lista sêxtupla para o Quinto Constitucional para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado.
Foi um dia de grandeza, mercê do somatório de inúmeros fatores positivos, tais como, excelente comparecimento dos advogados e advogadas, harmonia entre os candidatos, precisão na organização do espaço das seções eleitorais, eficiência do pessoal técnico (BisaWeb, comandada por Gerino Xavier e Ronaldo Barros, cujo software foi apresentado e aprovado pela OAB/RN e auditado pelo professor Carlos Ferraz do Centro de Informática da UFPE (CIn). e do corpo de mesários, atentos e eficientes, fazendo com que o pleito se desenrolasse com precisão, tudo dentro do programado.
O pessoal de apoio da Seccional, numa permanente ligação entre a sua sede central e os locais de votação, fornecendo informações em tempo real para os eventuais problemas de cadastramento.
O Secretário Paulo Coutinho e o Tesoureiro Marcos Guerra foram figuras fundamentais para o sucesso das ações e o Presidente Paulo Eduardo, incansável na supervisão geral do evento.
Uma palavra especial à Comissão Eleitoral por mim presidida, composta pelos colegas Elisângela Fernandes, Ivo Neto, Mirocem Lima Júnior e Thiago Simonetti, pela sua eficiência na solução de todos os problemas que lhe foram apresentados, com decisões seguras e imediatas, sanando todos os casos que lhe foram apresentados.
A imprensa e os formadores de opinião da rede social deram fiel cobertura aos acontecimentos, ofertando à sociedade a transparência de todos os momentos.
Neste ensejo, registro e agradeço a oportunidade de ter merecido a consideração e o respeito dos meus pares e contribuído para o crescimento da democracia brasileira.

Carlos Roberto de Miranda Gomes

OBS. Do Blog do BG foi feito o registro estatístico, que aqui reproduzimos:
“No total, 3.272 advogados compareceram às urnas instaladas em Natal, Mossoró, Caicó, Assu, Macau e Pau dos Ferros e os seis nomes escolhidos  para a disputa pela vaga de desembargador são:
1- Magna Letícia de Azevedo Lopes – 1.351*
2- Artêmio Jorge de Araújo Azevedo – 1.304*
3- Marisa Rodrigues de Almeida Diogenes – 1.299*
4- Verlano de Queiroz Medeiros – 1.292*
5- Glauber Antônio Nunes Rêgo – 1.005*
6- Priscila Coelho da Fonseca  - 930*
6- Gladstone Heronildes da Silva – 930*
8- Carlos Sérvulo de Moura Leite – 781
9- Nivaldo Brum Vilar Saldanha – 766
10- Daniel Alves Pessoa – 740
11- Marcos Antônio da Silveira Martins Duarte – 597
12- Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade – 570
13- José Luiz Carlos de Lima – 558
14- Felipe Augusto Cortez Meira de Medeiros – 520
15- Waldenir Xavier de Oliveira – 402
16- Francisco Valadares Filho – 391
17- Jesulei Dias da Cunha Junior  - 289
18- Luís Marcelo Cavalcanti de Sousa – 245
19- José Augusto de Oliveira Amorim – 217
20- Idálio Campos – 199
Brancos: 1.761
Nulos: 3.573
*Gladstone teve a mesma votação de Priscilla. Mas, ela ficou na vaga devido ao critério de desempate, que é o tempo de filiação a Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio Grande do Norte.”

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


H O J E (22/10/2012)

OAB/RN convoca advogados para eleger representante da Advocacia no TJ/RN

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Rio Grande do Norte convoca os advogados norte-riograndenses para participar da primeira eleição direta para escolha do representante dos advogados no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pelo Quinto Constitucional. Os advogados irão escolher, através de voto eletrônico, os seis representantes que irão compor lista sêxtupla entre os vinte candidatos. A votação irá das 9h às 17h, em Natal (Centro de Convenções) e nas sedes das Subseccionais em Mossoró, Caicó, Assu, Macau e Pau dos Ferros. Estão aptos a votar os advogados regularmente inscritos na OAB/RN e adimplentes. Os advogados que não votarem devem apresentar justificativa à Secretaria Geral da Seccional Potiguar.
 

A sua participação é fundamental para contribuir com o fortalecimento da Advocacia e do Poder Judiciário.


Conheça o perfil e as propostas dos 20 candidatos clicando
 aqui

Eleição Quinto Constitucional
Data: 22 de outubro de 2012
Horário: 9h às 17h
Locais:
Natal – Centro de Convenções (Avenida Senador Dinarte Medeiros Mariz, s./nº - Via Costeira);
Mossoró – Sede da OAB (Rua Duodécimo Rosado, 1125 - Nova Betânia);
Caicó – Sede da OAB (Rua Umbelino França, 43 – Centro);
Assú – Sede da OAB (Rua Dr. Luiz Carlos, 4085, Novo Horizonte);
Pau dos Ferros – Sede da OAB (Rua Respicio José do Nascimento, 539 — Princesinha do Oeste);
Macau - Sede da OAB (Rua São Vicente, 100 - Porto São Pedro).
Mais informações: 84.40089400

CANDIDATOS:
01. MAGNA LETÍCIA DE AZEVEDO LOPES CÂMARA
02. LUÍS MARCELO CAVALCANTI
03. WALDERNIR XAVIER DE OLIVEIRA
04. GLADSTONE HERONILDES
05. FRANCISCO VALADARES FILHO
06. ARTÊMIO JORGE DE ARAÚJO AZEVEDO
07. JESULEI DIAS DA CUNHA JÚNIOR
08. CARLOS SÉRVULO DE MOURA LEITE
09. PRISCILA COELHO DA FONSECA
10. IDÁLIO CAMPOS
11. FELIPE AUGUSTO CORTEZ MEIRA DE MEDEIROS
12. JOSÉ LUIZ CARLOS DE LIMA
13. JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA AMORIM
14. NIVALDO BRUM VILAR SALDANHA
15. MARISA RODRIGUES DE ALMEIDA DIÓGENES
16. DANIEL ALVES PESSOA
17. GLAUBER ANTÔNIO NUNES RÊGO
18. OLAVO HAMILTON AYRES FREIRE DE ANDRADE
19. MARCOS ANTONIO DA SILVEIRA MARTINS
20. VERLANO DE QUEIROZ MEDEIROS.

Cinema em Londres (II)

TN, 21 de Outubro de 2012




Marcelo Alves Dias de Souza - procurador da República 

Disse aqui, semana passada, que é à margem sul do Tâmisa, na região denominada de Southbank (e mais precisamente abaixo da Waterloo Bridge), que, para mim, está a joia da coroa em Londres, quando se trata de cinema: o British Film Institute – BFI.
Posso dizer que se trata de um complexo dedicado ao cinema. Se não estou enganado, ao todo são quatro salas de exibição. Certamente voltadas ao cinema britânico, não deixam de passar os lançamentos da época (como por exemplo, “On the Road”, do nosso Walter Sales, que estava em cartaz quando estive lá pela última vez). Junte a isso restaurantes e cafés, para bate-papos antes e depois das sessões. “The Riverfront”, por exemplo, fica à beira do Tâmisa, com uma parte interna e outra externa (para quem quer curtir a paisagem e as passantes). Mas eu recomendo o “Benugo Bar & Kitchen”, já bem para dentro do prédio, no qual, para minha surpresa, um dia fui servido, sentado em uma aconchegante poltrona, por uma belíssima e sorridente garçonete italiana.

Acrescente, ainda, a “Filmstore” do British Film Institute, uma mistura de loja de DVDs e livraria, que é excelente. Para qualquer cinéfilo, é um achado em termos de variedade, qualidade e, levando em consideração as frequentes promoções, preço.
Melhor ainda, até porque de graça, é a “Mediatheque”, onde se pode explorar boa parte do rico acervo do British Film Institute. São mais de 2000 vídeos, incluindo produções para cinema e para TV, que podemos ver sentados em uma confortável poltrona e com uma telona só para nós. Pode-se reservar um horário ou, como sempre fiz sem nenhuma dificuldade, aparecer lá e já ir assistindo.
Recentemente, acho que não faz três meses, foi inaugurada a “BFI Library”, com uma das maiores coleções de livros, periódicos etc., sobre cinema e televisão, do mundo. Gratuitamente aberta tanto para os especialistas como para o público em geral, além da agradável sala de leitura, está aparelhada com aquilo que a moderna tecnologia pode nos oferecer (como, por exemplo, scanners que nos permitem salvar eletronicamente o resultado de nossas pesquisas). 

E para além dos filmes de estilo e do seu acervo permanente, praticamente a cada mês, o British Film Institute nos presenteia com uma diferente mostra (ou festival) baseada em um tema específico. Por exemplo, quando estive por lá em agosto deste ano, a mostra/festival era “The Genius of Hitchcock”, em homenagem ao grande cineasta que, nascido em 1899 no populoso bairro de Leytonstone, em família de classe média baixa (de ascendência irlandesa e católica), é um dos filhos mais ilustres de Londres.
A mostra “The Genius of Hitchcock”, que teve início em junho e iria até outubro, tinha de tudo daquele que foi considerado, em 2009, pelo “The Telegraph” (a partir de opiniões de críticos especializados), como o mais importante diretor de cinema britânico de todos os tempos, à frente de outros gênios como Charles Chaplin (1889-1977) e David Lean (1908-1991). Além de vários estudos e documentários sobre a vida e a obra de Alfred Hitchcock (1899-1980), filmecos como “Rebecca” (1940), “Correspondente estrangeiro” (“Foreign Correspondent”, 1940)  “Interlúdio” (“Notorious”, 1946) “Festim Diabólico” (“Rope”, 1948), “Pacto Sinistro” (“Strangers in a Train”, 1951), “Janela Indiscreta” (“Rear Window”, 1954), “Disque M para Matar” (“Dial M for Murder”, 1954), “Ladrão de Casaca” (“To Catch a Thief”, 1955), “Um Corpo Que Cai” (“Vertigo”, 1958), “Intriga Internacional” (“North by northwest”, 1959), “Psicose” (“Psycho”, 1960), “Os Pássaros” (“The Birds”, 1963) e por aí vai.

A mostra/festival ainda deu ensejo à publicação de um volume apresentando os “39 passos essenciais” para se apreciar o gênio de Hitchcock, em uma referência direta ao filme “The 39 Steps” (1935), por muitos considerada a melhor obra do período “inglês” do diretor (e sobre a qual já tratei na crônica “Ao imenso Hitchcock”). 

De minha parte, nesses dias de verão em Londres, sempre que pude, visitei o British Film Institute, para curtir a mostra e, como recomendado, “xeretar” os conhecimentos e o acervo da BFI sobre Hitchcock. E aprendi bastante. Ao ponto de descobrir “Murder”, um Hitchcock de 1930 que é uma mistura de suspense com filme de tribunal, sobre o qual, um dia, falarei aqui. 

Quanto a você, caro leitor, que não pôde ver “The Genius of Hitchcock”, não se preocupe. Quando você for a Londres haverá, no British Film Institute, algo tão bom quanto. Ou, quem sabe, uma surpresa com um sorriso ainda melhor...

domingo, 21 de outubro de 2012


Ontem foi o dia do Poeta!

Por que ontem? Se Poeta é aquela pessoa que com sua arte nos traz filosofias, alegrias, dores. reflexões, fantasias, sonhos e realidades, que ocorrem dia a dia, adotando uma forma peculiar de escrever, seja em versos ou prosa poética, aflorando essas alegrias e tristezas, começos e fins. Todo dia, portanto, é dia de poetar.
Para ser poeta não precisa ser um “doutor”, mas transpirar emoções, ser sensível às coisas da natureza e da convivência.
Eles e Elas são tantos que seria temeridade nominá-los. Prefiro repetir algumas de suas criações, com os meus PARABÉNS.

 

 Florbela, retrato e autógrafo

Ser Poeta é...

Florbela Espanca


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
 É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
 É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Diverso Amor
Alceu Wamosy


Não quero o teu amor! O teu amor parece
Que feito deve ser de magnólias e luares!
Amor espiritual, casto como uma prece,
De uma pureza ideal de alvas toalhas de altares!

E o meu amor, mulher, é um amor que estremece
De desejos fatais, vagos, crepusculares...
Amor, ânsia de posse! Amor que vibra e cresce,
Ardente como o fogo e fundo como os mares!

Tu virás para mim, deslumbrada e inocente,
Com teu beijo primeiro a fremir castamente!
Nos teus lábios de flor, virgens de todo mal...

E há de fugir, ó luz, de ambas as nossas bocas
Palpitantes, febris, desvairadas e loucas,
Um arrulho de pomba e um uivo de chacal.
_____________
Colaboração de Ciro Tavares

Poema Só para Jayme Ovalle

“Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando…
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.”


Manuel Bandeira.
______________
Colaboração de Francimar Dias Araujo

CORA CORALINA, QUEM É VOCÊ?
Sou mulher como outra qualquer.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.
Nasci numa rebaixa de serra
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Junto a estas decorreram
a minha infância e adolescência.
Aos meus anseios respondiam
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
Numa ânsia de vida eu abria
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
Venho do século passado.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Todo o ranço do passado era presente.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes. 
Tive uma velha mestra que já
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
Nunca os algarismos me
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
Sendo eu mais doméstica do
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
Nasci para escrever, mas, o meio,
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
Sou mais doceira e cozinheira
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Nunca recebi estímulos familiares para ser literata.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Preconceitos de classe.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
A escola da vida me suplementou
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu. 
Foi assim que cheguei a este livro
Sem referências a mencionar.
Nenhum primeiro prêmio.
Nenhum segundo lugar.
Nem Menção Honrosa.
Nenhuma Láurea.
Apenas a autenticidade da minha
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
Luta, a palavra vibrante
que levanta os fracos
e determina os fortes.
Quem sentirá a Vida
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.
(Meu Livro de Cordel, p.73 -76, 8°ed, 1998)




 

FIRE AND ICE

                                   Robert Frost (1874-1963)

Some say the world will end in fire;
Some say in ice.
From what I’ve tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.

                        FOGO E GELO
                                   (Trad. Horácio Paiva)

Alguns dizem que o mundo acabará em fogo;
Outros dizem em gelo.
Do que provei do desejo
Fico com aqueles que indicam o fogo.
Mas se tivesse de perecer duas vezes
Penso que conheço o bastante do ódio
Para afirmar que a destruição pelo gelo
É também magnífica
E seria suficiente.

sábado, 20 de outubro de 2012



ELEIÇÃO PARA O QUINTO CONSTITUCIONAL DO TJ/RN

No dia 22 próximo (segunda-feira), teremos a realização da eleição direta para a escolha dos seis nomes que irão compor a lista sêxtupla para o Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
Até o presente momento não registramos nenhuma representação ou reclamação dos candidatos em relação à conduta dos disputantes.
Tratando-se de um pleito onde deve prevalecer a ÉTICA, esperamos que todos os regramentos já editados sejam respeitados no tocante ao comportamento no dia do pleito, de forma a evitar o abuso do poder econômico e a quebra do comportamento ético, numa demonstração de força da Classe dos Advogados e da qualidade dos candidatos em disputa.
Esta eleição constitui um grande avanço na solidificação da democracia corporativa e tem, por isso mesmo, uma dimensão histórica.
Não custa lembrar a total independência entre o presente pleito e a disputa que estará ocorrendo para a composição da Diretoria da Ordem dos advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte, que ocorrerá no dia 19 do mês de novembro.
Conclamo a todos os advogados e advogadas que compareçam ao pleito com espírito de classe, dando grandeza ao seu resultado, facilitando a ordem durante toda a eleição e sendo um colaborador com a lisura e o respeito que o evento merece.
Qualquer dúvida que venha a surgir, a COMISSÃO ELEITORAL estará presente para resolvê-la, nunca tumultuando a seção eleitoral que ali só atenderá ao que estiver aferido nas urnas eletrônicas.
VAMOS FAZER NO DIA 22 UMA COMEMORAÇÃO HISTÓRICA DOS 80 ANOS DE CRIAÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL/RIOGRANDE DO NORTE, COM A REALIZAÇÃO EXITOSA DO PLEITO DO QUINTO CONSTITUCIONAL. CONTO COM TODOS.

Carlos Roberto de Miranda Gomes
Presidente da COMISSÃO ELEITORAL



ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
COMISSÃO ELEITORAL
(Portaria nº 034/2012, alterada pelas Portarias nº 044/2012 e nº 10/2012-SG/OAB/RN)
ATO NORMATIVO Nº 06/2012-CE-QUINTO
Atualiza disposições do Ato Normativo nº 04/2012-CE-QUINTO e dá outras providências.

Art. 1º. Ficam alteradas as disposições do Ato Normativo nº 04/2012-CE-QUINTO, de
08 de outubro corrente, relativamente ao item 01, com o seguinte desdobramento para a
organização das seções eleitorais, divididas pela ordem alfabética dos eleitores, ampliando-se,
excepcionalmente, o número de eleitores de algumas delas, na forma seguinte:
DAS MESAS RECEPTORAS E APURADORAS
01 – Número de eleitores por seção
Natal
Seção 01 – Letra “A”, com 301 eleitores, até a eleitora ANA LUISA VIEIRA DA COSTA
CAVALCANTI DA ROCHA;
Seção 02  – Letra “A”, com 301 eleitores, a partir da eleitora ANA LUIZA CERQUEIRA
LOPES;
Seção 03 – Letras “B” e “C”, com 336 eleitores;
Seção 04 – Letras “D” e “E”, com 426 eleitores;
Seção 05 – Letra “F”, com 286 eleitores;
Seção 06 - Letras “G” a “I”, com 415 eleitores;
Seção 07 - Letra “J”, com 436 eleitores;
Seção 08 – Letras “K” e “L”, com 409 eleitores;
Seção 09  – Letra “M”, com 251 eleitores, até a eleitora MARIA EULÁLIA ARAÚJO DE
OLIVEIRA;
Seção 10 – Letra “M”, com 251 eleitores, a partir da eleitora MARIA FABIANA MOURA
DA SILVA ANDRADE;
Seção 11 – Letras “N” a “Q”, com 262 eleitores;
Seção 12 – Letra “R”, com 343 eleitores;
Seção 13 – Letras “S” e “T”, com 308 eleitores;
Seção 14 – Letras “U” a “Z”, com 222 eleitores.

Mossoró
Seção 01 – Letras “A” a “J”, com 356 eleitores;
Seção 02 – Letras “K” a “Z”, com 293 eleitores.
Art. 2º. Este Ato Normativo entra em vigor na data de sua publicação.

Natal, 18 de outubro de 2012.
A COMISSÃO ELEITORAL
Carlos Roberto de Miranda Gomes – Presidente
Francisco Ivo Cavalcanti Netto, Membro
Elisangela Fernandes da Silva, Membro
Mirocem Ferreira Lima Júnior, Membro
Thiago Galvão Simonetti, Membro.



A UBE-RN E SEUS RESPECTIVOS MEMBROS, FAMILIARES, AMIGOS E DEMAIS ENTIDADES JURÍDICAS,CULTURAIS E LITERÁRIAS, PARABENIZAM, NESTE 20 DE OUTUBRO, O CARO COMPANHEIRO ODÚLIO BOTELHO.

ODÚLIO BOTELHO
PARABÉNS ODÚLIO BOTELHO!
MUITA SAÚDE!
FELICIDADE!!!
PAZ E AMOR!!!

LANÇAMENTO DE CARLOS ADEL
H O J E




sexta-feira, 19 de outubro de 2012



CARLOS GOMES SUPEROU E SUA INTELIGÊNCIA E A GRANDE CULTURA GERAL, FIZERAM BRILHANTE ELOGIO AO SEU PATRONO NA AML. UMA GRANDE AULA DE HISTÓRIA, INCLUSIVE, COM ATORES CONTRACENANDO.

A PLAQUETE COM O ELOGIO AO PATRONO, 
NUMA NOITE APOTEÓTICA DE HISTÓRIA E 
LITERATURA DO GRANDE HOMEM - ALBERTO
FREDERICO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO
- NA SAUDAÇÃO DE CARLOS GOMES E DE 
QUATRO ATORES.
DR. CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, 
SOB O RETRATO DE ALBERTO MARANHÃO, 
NO SALÃO NOBRE DO TEATRO..
CARLOS GOMES E O SEU TROFÉU DE HONRA: 
A ESPOSA THEREZINHA ROSSO GOMES 
E A FILHA ROSA.
MAIS TROFÉUS COM O FILHO CARLOS ROSSO
E A NORA VALÉRIA.
ENTRE O DR. MANOEL DE BRITO E ARTHÚNIO 
MAUX, O PRESIDENTE DA ACADEMIA 
MACAIBENSE DE LETRAS EM POUCOS MINUTOS 
FAZ UM RELATO SOBRE A CRIAÇÃO DA
ACADEMIA.
MEMBROS DA AML E DA UBE
 INTEGRANTES DA MESA DE HONRA: 
ARTHÚNIO MAUX (REPRESENTANDO A 
ALEJURN) E ORMUZ SIMONETTI - 
PRESIDENTE DO INSTITUTO NORTE-RIO-GRANDENSE 
DE GENEALOGIA.
MESA DE HONRA
MEMBROS DA ACADEMIA MACAIBENSE 
DE LETRAS
ENTIDADES REUNIDAS
AINDA DO TROFÉU DE HONRA DO 
DR. CARLOS GOMES, AO FINAL DA FILA, 
O FILHO ROCCO E OS NETOS
A ESPOSA DO DR. CARLOS, FILHA
DE ITALIANOS: THEREZINHA ROSSO GOMES, 
ONDE SE VÊ O IRMÃO DO PALESTRANTE, 
MOACYR GOMES.
LÚCIA HELENA, ORMUZ SIMONETTI, 
MANOEL MARQUES, EDUARDO GOSSON, 
ARISNETE CÂMARA E GEORGE VERAS - 
MEMBROS DA UBE/RN.
DR. CÍCERO MARTINS DE MACEDO FILHO - 
PRESIDENTE DA AML.
 
MEMBROS DA UBE E AML
SHEYLA MARIA RAMALHO BATISTA E 
LÚCIA HELENA PEREIRA - CONFREIRAS DA 
AJEB/RN E DA AFL/RN.
MEIO ITALIANA, THEREZINHA ROSSO FAZ 
POSE E VIBRA COM A BELA NOITE DO MARIDO
O PLENÁRIO
DR. CARLOS LENDO UMA PARTE DO 
ELOGIO
PRESENÇAS DA AML E A UBE
CARLOS GOMES E A FOTOGRAFIA DE 
ALBERTO MARANHÃO, NUMA NOITE 
INOLVIDÁVEL DE MEMÓRIA E GRANDEZA 
LITERÁRIA.
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Créditos integrais a LÚCIA HELENA, a quem 
agradeço 
penhoradamente pela excelente colaboração.

COORDENAÇÃO: RACINE SANTOS
NARRADOR: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
PARTICIPAÇÃO: ANDERSON TAVARES
ATOR 1 - MÁRCIO OTÁVIO
ATOR 2 - FÁTIMA FIALHO
ATOR 3 - GILBERTO SÉRGIO
ATOR 4 - GRIMÁRIO FARIAS